quarta-feira, 17 de junho de 2009

Alguns "testemunhos" de RAÚL BRANDÃO


Nenhum de nós sabe o que existe e o que não existe.

Vivemos de palavras.

Vamos até à cova com palavras.

Submetem-nos, subjugam-nos.

Pesam toneladas, têm a espessura de montanhas.

São as palavras que nos contêm, são as palavras que nos conduzem. Mas há momentos em que cada um redobra de proporções, há momentos em que a vida se me afigura iluminada por outra claridade.

Há momentos em que cada um grita:

- Eu não vivi! eu não vivi! eu não vivi!

- Há momentos em que deparamos com outra figura maior, que nos mete medo.

A vida é só isto?



Raúl Brandão


Agradecimento ao Site: http://www.pensador.info/

2 comentários:

  1. Em Húmus prevalece o conflito subjetivo entre a verdade e a convenção, configuradas, respectivamente, em termos heideggerianos, na existência autêntica e na existência inautêntica. “É nesta hora tremenda em que dás de cara com a vida postiça, em que reconheces que toda a tua vida foi um simulacro...” (BRANDÃO, s.d., p.121), que o homem de Húmus questiona o sentido da vida e da morte.

    O Húmus e o Existencialismo.
    Merece ser lido.

    Eu já o fiz há bastante tempo

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  2. bom
    vai apagando os repetidos pq esta treta dá montes de erros

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