POR UM PORTUGAL DIFERENTE

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Estrela - DestaquesNinguém pode ser escravo de sua identidade; quando surge uma possibilidade de mudança é preciso mudar. (Elliot Gould)

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NÃO HÁ ACORDO...!!!...

NÃO HÁ ACORDO...!!!...
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"Nada descreve melhor o caráter dos homens do que aquilo que eles acham ridículo."

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"Dois olhos vêem mais do que um só."
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Eu, quando choro, não choro eu. Chora aquilo que nos homens em todo o tempo sofreu. As lágrimas são as minhas mas o choro não é meu.A.GEDEÃO

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Mais Um(a)...!!! OBRIGADO...!!!

domingo, 22 de março de 2009

As Portas Que ABRIL Abriu


















Era uma vez um país
onde entre o mar e a guerra
vivia o mais feliz
dos povos à beira-terra


Onde entre vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
um povo se debruçava
como um vime de tristeza
sobre um rio onde mirava
a sua própria pobreza

Era uma vez um país
onde o pão era contado
onde quem tinha a raíz
tinha o fruto arrecadado
onde quem tinha o dinheiro
tinha o operário algemado
onde suava o ceifeiro
que dormia com o gado
onde tossia o mineiro
em Aljustrel ajustado
onde morria primeiro
quem nascia desgraçado

Era uma vez um país
de tal maneira explorado
pelos consórcios fabris
pelo mando acumulado
pelas ideias nazis
pelo dinhiero estragado
pelo dobrar da cerviz
pelo trabalho amarrado
que até hoje já se diz
que nos tempos dos passado
se chamava esse país
Portugal suicidado

Ali nas vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
vivia um povo tão pobre
que partia para a guerra
para encher quem estava podre
de comer a sua terra

Um povo que era levado
para Angola nos porões
um povo que era tratado
como a arma dos patrões
um povo que era obrigado
a matar por suas mãos
sem saber que um bom soldado
nunca fere os seus irmãos

Ora passou-se porém
que dentro de um povo escravo
alguém que lhe queria bem
um dia plantou um cravo

Era a semente da esperança
feita de força e vontade
era ainda uma criança
mas já era a liberdade

Era já uma promessa
era a força da razão
do coração à cabeça
da cabeça ao coração
Quem o fez era soldado
homem novo capitão
mas tabém tinha a seu lado
muitos homens na prisão

Esses que tinham lutado
a defender um irmão
esses que tinham passado
o horror da solidão
esses que tinham jurado
sobre uma côdea de pão
ver o povo libertado
do terror da opressão

Não tinham armas é certo
mas tinham toda a razão
quando um homem morre perto
tem de haver distanciação

uma pistola guardada
nas dobras da sua opção
uma bala disparada
contra a sua própria mão
e uma força perseguida
que na escolha do mais forte
faz com a que a força da vida
seja maior do que a morte

Quem o fez era soldado
homem novo capitão
mas também tinha a seu lado
muitos homens na prisão

Posta a semente do cravo
começou a floração
do capitão ao soldado
do soldado ao capitão

Foi então que o povo armado
percebeu qual a razão
porque o povo despojado
lhe punha as armas na mão

Pois também ele humilhado
em sua própria grandeza
era soldado forçado
contra a pátria portuguesa

Era preso e exilado
e no seu próprio país
muitas vezes estrangulado
pelos generais senis

Capitão que não comanda
não pode ficar calado
é o povo que lhe manda
ser capitão revoltado
é o povo que lhe diz
que não ceda e não hesite
- pode nascer um país
do ventre duma chaimite

Porque a força bem empregue
contra a posição contrária
nunca oprime nem persegue
- é a força revolucionária!

Foi então que Abril abriu
as portas da claridade
e a nossa gente invadiu
a sua própria cidade

Disse a primeira palavra
na madrugada serena
um poeta que cantava
o povo é quem mais ordena


E então por vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
desceram homens sem medo
marujos soldados "páras"
que não queriam o degredo
de um povo que se separa.
E chegaram à cidade
onde os monstros se acoitavam
era a hora da verdade
para as hienas que mandavam
a hora da claridade
para os sóis que despontavam
e a hora da vontade
para os homens que lutavam

Em idas vindas esperas
encontros esquinas e praças
não se pouparam as feras
arrancaram-se as mordaças
e o povo saiu à rua
com sete pedras na mão
e uma pedra de lua
no lugar do coração

Dizia soldado amigo
meu camarada e irmão
este povo está contigo
nascemos do mesmo chão
trazemos a mesma chama
temos a mesma razão
dormimos na mesma cama
comendo do mesmo pão
Camarada e meu amigo
soldadinho ou capitão
este povo está contigo
a malta dá-te razão

Foi esta força sem tiros
de antes quebrar que torcer
esta ausência de suspiros
esta fúria de viver
este mar de vozes livres
sempre a crescer a crescer
que das espingardas fez livros
para aprendermos a ler
que dos canhões fez enxadas
para lavrarmos a terra
e das balas disparadas
apenas o fim da guerra

Foi esta força viril
de antes quebrar que torcer
que em vinte e cinco de Abril
fez Portugal renascer

E em Lisboa capital
dos novos mestres de Aviz
o povo de Portugal
deu o poder a quem quis

Mesmo que tenha passado
às vezes por mãos estranhas
o poder que ali foi dado
saiu das nossas entranhas.
Saiu das vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
onde um povo se curvava
como um vime de tristeza
sobre um rio onde mirava
a sua própria pobreza

E se esse poder um dia
o quiser roubar alguém
não fica na burguesia
volta à barriga da mãe.
Volta à barriga da terra
que em boa hora o pariu
agora ninguém mais cerra
as portas que Abril abriu.

Essas portas que em Caxias
se escancararam de vez
essas janelas vazias
que se encheram outra vez
e essas celas tão frias
tão cheias de sordidez
que espreitavam como espias
todo o povo português.

Agora que já floriu
a esperança na nossa terra
as portas que Abril abriu
nunca mais ninguém as cerra.

Contra tudo o que era velho
levantado como um punho
em Maio surgiu vermelho
o cravo de mês de Junho.

Quando o povo desfilou
nas ruas em procissão
de novo se processou
a própria revolução.

Mas era olhos as balas
abraços punhais e lanças
enamoradas as alas
dos soldados e crianças.

E o grito que foi ouvido
tantas vezes repetido
dizia que o povo unido
jamais seria vencido.

Contra tudo o que era velho
levantado como um punho
em Maio surgiu vermelho
o cravo do mês de Junho.

E então operários mineiros
pescadores e ganhões
marçanos e carpinteiros
empregados dos balcões
mulheres a dias pedreiros
reformados sem pensões
dactilógrafos carteiros
e outras muitas profissões
souberam que o seu dinheiro
era presa dos patrões.

A seu lado também estavam
jornalistas que escreviam
actores que desbobravam
cientistas que aprendiam
poetas que estrebuchavam
cantores que não se vendiam
mas enquanto estes lutavam
é certo que não sentiam
a fome com que apertavam
os cintos dos que os ouviam.

Porém cantar é ternura
escrever constrói liberdade
e não há coisa mais pura
do que dizer a verdade.

E uns e outros irmanados
na mesma luta de ideias
ambos sectores explorados
ficaram partes iguais.

Entanto não descansavam
entre pragas e perjúrios
agulhas que se espetavam
silêncios boatos murmúrios
risinhos que se calavam
palácios contra tugúrios
fortunas que levantavam
promessas de maus augúrios
os que em vida se enterravam
por serem falsos e espúrios
maiorais da minoria
que diziam silenciosa
e que em silêncio faziam
a coisa mais horrorosa:
minar como um sinapismo
e com ordenados régios
o alvor do socialismo
e o fim dos privilégios.

Foi então se bem vos lembro
que sucedeu a vindima
quando pisámos Setembro
a verdade veio acima.

E foi um mosto tão forte
que sabia tanto a Abril
que nem o medo da morte
nos fez voltar ao redil.

Ali ficámos de pé
juntos soldados e povo
para mostrarmos como é
que se faz um país novo.

Ali dissemos não passa!
E a reacção não passou.
Quem já viveu a desgraça
odeia a quem desgraçou.

Foi a força do Outono
mais forte que a Primavera
que trouxe os homens sem dono
de que o povo estava à espera.

Foi a força dos mineiros
pescadores e ganhões
operários e carpinteiros
empregados dos balcões
mulheres a dias pedreiros
reformados sem pensões
dactilógrafos carteiros
e outras muitas profissões
que deu o poder cimeiro
a quem não queria patrões.

Desde esse dia em que todos
nós repartimos o pão
é que acabaram os bodos
- cumpriu-se a revolução.

Porém em quintas vivendas
palácios e palacetes
os generais com prebendas
caciques e cacetetes
os que montavam cavalos
para caçarem veados
os que davam dois estalos
na cara dos empregados
os que tinham bons amigos
no consórcio dos sabrões
e coçavam os umbigos
como quem coça os galões
os generais subalternos
que aceitavam os patrões
os generais inimigos
os genarais garanhões
teciam teias de aranha
e eram mais camaleões
que a lombriga que se amanha
com os próprios cagalhões.
Com generais desta apanha
já não há revoluções.

Por isso o onze de Março
foi um baile de Tartufos
uma alternância de terços
entre ricaços e bufos.

E tivemos de pagar
com o sangue de um soldado
o preço de já não estar
Portugal suicidado.

Fugiram como cobardes
e para terras de Espanha
os que faziam alardes
dos combates em campanha.

E aqui ficaram de pé
capitães de pedra e cal
os homens que na Guiné
apenderam Portugal.

Os tais homens que sentiram
que um animal racional
opões àqueles que o firam
consciência nacional.

Os tais homens que souberam
fazer a revolução
porque na guerra entenderam
o que era a libertação.

Os que viram claramente
e com os cinco sentidos
morrer tanta tanta gente
que todos ficaram vivos.

Os tais homens feitos de aço
temperado com a tristeza
que envolveram num abraço
toda a história portuguesa.

Essa história tão bonita
e depois tão maltratada
por quem herdou a desdita
da história colonizada.

Dai ao povo o que é do povo
pois o mar não tem patrões.
- Não havia estado novo
nos poemas de Camões!

Havia sim a lonjura
e uma vela desfraldada
para levar a ternura
à distância imaginada.

Foi este lado da história
que os capitães descobriram
que ficará na memória
das naus que de Abril partiram
das naves que transportaram
o nosso abraço profundo
aos povos que agora deram
novos países ao mundo.


Por saberem como é
ficaram de pedra e cal
capitães que na Guiné
descobriram Portugal.

Em em sua pátria fizeram
o que deviam fazer:
ao seu povo devolveram
o que o povo tinha a haver:
Bancos seguros petróleos
que ficarão a render
ao invés dos monopólios
para o trabalhos crescer.
Guindastes portos navios
e outras coisas para erguer
antenas centrais e fios
de um país que vai nascer.

Mesmo que seja com frio
é preciso é aquecer
pensar que somos um rio
que vai dar onde quiser

pensar que somos um mar
que nunca mais tem fronteiras
e havemos de navegar
de muitíssimas maneiras.

No Minho com pés de linho
no Alentejo com pão
no Ribatejo com vinho
na Beira com requeijão
e trocando agora as voltas
ao vira da produção
no Alentejo bolotas
no Algarve maçapão
vindimas no Alto Douro
tomates em Azeitão
azeite da cor do ouro
que é verde ao pé do Fundão
e fica amarelo puro
nos campos do Baleizão.
Quando a terra for do povo
o povo deita-lhe a mão!

É isto a reforma agrária
em sua própria expressão:
a maneira mais primária
de que nós temos um quinhão
da semente proletária
da nossa revolução.

Quem a fez era soldado
homem novo capitão
mas também tinha a seu lado
muitos homens na prisão.

De tudo o que Abril abriu
ainda pouco se disse
um menino que sorriu
uma porta que se abrisse
um fruto que se expandiu
um pão que se repartisse
um capitão que seguiu
o que história lhe predisse
e entre vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
um povo que levantava
sobre um rio de pobreza
a bandeira em que ondulava
a sua prórpia grandeza!
De tudo o que Abril abriu
ainda pouco se disse
e só nos faltava agora
que este Abril não se cumprisse.
Só nos faltava que os cães
viesses ferrar o dente
na carne dos capitães
que se arriscaram na frente.

Na frente de todos nós
povo soberano e total
e ao mesmo tempo é a voz
e o braço de Portugal.

Ouvi banqueiros fascistas
agiotas do lazer
latifundiários machistas
balofos verbos de encher
e outras coisa em istas
que não cabe dizer aqui
que aos capitães progressistas
o povo deu o poder!
E se esse poder um dia
o quiser reoubar alguém
não fica na burguesia
volta à barriga da mãe!
Volta à barriga da terra
que em boa hora o pariu
agora ninguém mais cerra
as portas que Abril abriu!


Lisboa, Julho-Agosto de 1975
José Carlos Ari dos Santos - "Obra poética"
Edições Avante

Os meus agradecimentos ao Site: http://www.portugal-linha.pt/




Onde estás Maddie...?!... Será que AINDA me podes responder...?!


Maddie: 60 razões para «não ter sido» raptada

Advogado britânico enviou livro «de evidências» a deputados ingleses, para que abram um inquérito ao desaparecimento de Madeleine, no Algarve

Tony Bennett é um advogado britânico, na casa dos 60 anos, já reformado. Desde que Madeleine McCann desapareceu a 3 de Maio de 2007, no Algarve, que encetou uma luta para que Kate e Gerry fossem acusados de negligência, por deixarem os filhos sozinhos e irem jantar com os amigos.

Recentemente, escreveu um pequeno livro, onde evoca 60 razões que o levam a não acreditar na versão, dos pais, de que Maddie foi raptada. Esta semana, entregou a brochura a todos os deputados do parlamento britânico. A sua esperança é que seja aberto um «inquérito» ao desaparecimento, em «nome da verdade», apesar do processo ter sido arquivado em Portugal.

Em declarações ao tvi24.pt, Tony Bennett assume que logo «nos primeiros instantes» percebeu que havia alguma coisa estranha no caso. Sobretudo pelas diferentes versões iniciais de quanto em quanto tempo os pais verificavam as crianças: «de 15 em 15 minutos, meia em meia hora e de hora a hora».

Mas o choque ia além disto: «Não conseguia perceber como aqueles pais tinham deixado os três filhos pequenos sozinhos para irem jantar com os amigos», desabafa. «E como é possível que após perderem uma filha deixassem os gémeos com outras pessoas para encetarem uma campanha pelo mundo e aparecerem na televisão? Não seria mais normal ficarem perto dos outros filhos?», questiona.

Além disto, Bennett diz não ter encontrado «sinais de nervosismo na linguagem corporal» do casal. Até a viagem a Roma, para ver o Papa, «lhe pareceu encenada». Quando soube que cães ingleses tinham detectado odor a cadáver e sangue no apartamento onde os McCann passaram férias e no carro que alugaram, semanas após a filha desaparecer, mergulhou numa investigação.

Em pouco tempo, colocou como «hipótese mais provável: a morte da criança e a ocultação do cadáver pelos pais e/ou amigos». «Dias depois», recorda ao tvi24.pt, «os McCann foram constituídos arguidos».

Queixa por negligência

O advogado britânico ainda apresentou queixa na justiça inglesa contra os McCann por negligência, mas não foi aceite. Apesar do caso ter sido arquivado pelas autoridades portuguesas, Bennett acredita que «novas provas» vão surgir e «reabrir o caso», mas só daqui «a muito tempo», conclui.

Se um caso idêntico tivesse acontecido no Reino Unido «teria havido uma investigação robusta e minuciosa como a que foi levada a cabo em Portugal até ser afastado do caso Gonçalo Amaral», afirma. Vai mais longe e defende que o afastamento do responsável foi «uma decisão política» e que, depois disso, o caso «perdeu força».

Perante as «muitas evidências» que encontrou na sua investigação de que Maddie «não tinha sido raptada» e com a ausência dessa informação nos jornais ingleses - «que têm medo de criticar os McCann» -, resolveu elaborar o pequeno livro: «What Really Happened to Madeleine McCann? 60 Reasons which suggest that she was not abducted» - (O que realmente aconteceu a Madeleine McCann? 60 razões que indicam que ela não foi raptada). «Só assim os britânicos poderão perceber o quão frágil é a teoria de rapto», explica.

E o que espera conseguir com a entrega deste livro aos deputados? «Uma menina desapareceu sem deixar rasto e poderá estar morta. Ninguém foi acusado, em tribunal, por estes factos», conta. «No Reino Unido já teria sido constituída uma comissão especial sobre o desaparecimento», diz.

Na carta aos parlamentares, Bennett apela a que estes intervenham junto do Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico «para que seja procurada uma colaboração junto das autoridades portuguesas e desenvolvido um inquérito» para descobrir «como, quando e porque Maddie desapareceu». «É preciso retirar lições disto. Se não houver inquérito em Portugal, espero que haja no Reino Unido», aponta.
Por: Patrícia Pires
Os meus agradecimentos ao Site:
http://www.tvi24.iol.pt/

Nota de 1lindomenino: um dia tu vais "aparecer", Maddie... !!! Os Portugueses aguardam o "final deste caso" mas não "desta forma", ou seja, numa´espécie de "banho-maria"... !!! ONDE ESTÁS, MADDIE... CONTINUA A SER A MINHA/A "NOSSA" PERGUNTA... ???!!!...
Um aceno de extrema simpatia à coragem de Tony Bennet ... BRAVO, meu Amigo...!!!

sábado, 21 de março de 2009

Onde é que EXISTE um RIO AZUL igual ao meu...?!... Onde...?!

O Moinho de Marés da Mourisca está localizado no Estuário do Rio Sado, numa zona de sapal e salinas, rodeados de terrenos que outrora se utilizavam para a cultura do arroz. Existe uma lápide no seu interior, que assinala a data de 1601. Foi reconstruído por várias vezes no século passado. Este moinho é sem dúvida uma peça de arqueologia industrial e apresenta-se como o testemunho dos conhecimentos de engenharia medieval .

(Vidé Vídeo)

Agora digam lá:

onde, sim onde é que existe um RIO AZUL igual ao MEU... ?!...

quinta-feira, 19 de março de 2009

Os “buracos” de um... Spaceblog... !!!


Durante quase ano e meio assumi um Blog chamado “ruilindomenino” e com o sub-título de “A Vida é um Jardim...?!”

Neste espaço de tempo já contava com cerca de quase quatro mil (entre artigos e vídeos) postagens e quase 180.000 visitantes. Normalmente, ocupava sempre lugar de destaque ora nos ++ visitados ora nos blogs que eram ++ ativos e ocupava o 4º lugar em termos de publicações Totais.

Não era um blogger nada “passivo” e, cada vez que a Blogorama (nome do “Provedor”), tinha “lapsos” nos seus serviços ou tratava de “forma diferenciada” um ou outro blogger em detrimento dos outros, eu me insurgia claramente, o que me valeu “diversos puxões de orelhas” e algum tempo em que “ME CASTIGAVAM” e nem sequer anunciavam aquilo que eu publicava.

Desta vez, posso AFIRMAR que “nem sei o que fiz” para os senhores da Blogorama terem procedido ao DELETE do meu blog sem sequer terem feito uma comunicação para mim nesse sentido. Isso “aconteceu” a 02MAR09 e, até agora, posso ir esperando “sentado” pelas explicações dos senhores.

Aliás, a Blogorama, primou sempre pela TOTAL FALTA DE DIÁLOGO em qualquer situação. Fosse ela “simplesmente” técnica ou de outra ordem. Que “eles” têm um “espaço para contato”, lá “isso” têm... NÃO TÊM É O CONTATO... !!! No Spaceblog, lembro-me de vários problemas ao longo deste ano e meio e NUNCA por NUNCA vi um esclarecimento, uma simples comunicação...!!! Resultado: os usuários, ficavam “doidos” com as situações, assacavam culpas a quem não as tinha e a Blogorama “assobiava pró lado” como se não “tivesse sido um assunto seu”...!!!

Outro “assunto” por esclarecer ainda é o seu (deles...) critério (... se é que sabem o que isso é...!) na análise de artigos e fotos eróticos e descaradamente, pornôs “...!!! Normalmente, puniam os “eróticos” e “davam cobertura” aos pornôs, o que me leva a crer que aquela “visão abstrata” que possuem na análise dos blogs é realmente resultante de... “falta de saber”... !!! Sou Português e durante uma parte da minha vida enfrentei uma Censura feroz (...mas muito “iletrada”...) e que era uma das “armas” em que o Governo/Estado Fascista se “apoiava” para “conter”... “os comunas”... !!! Acho que a Blogorama é só, ainda, “uma aprendiz” na difícil tarefa de “censurar”... mas, com o tempo, pode ser que “lá chegue” porque de “iletrada”...ihhhhhhhh....

Outro aspecto “inédito” é o de terem uma tal BIA que deveria ter um papel ATIVO de esclarecimento de um “montão” de pessoas que apelam para os seus “pretensos conhecimentos” e que, para além de não esclarecer MERDA nenhuma, é também uma “concorrente potencial” aos Blogs mais visitados... RSRSRS... só VISTO mesmo que CONTADO não tem graça... !!!

E “foi” assim que um Blog “desapareceu” de um momento para o outro. Qual passado, qual presente... NADA...!!! Fez-se o DELETE e... ZÁS... está o “assunto resolvido”... !!!

A mim, sinceramente, só me falta saber mesmo é que ASSUNTO tão GRAVE é que eu abordei no meu blog que levou a uma “MEDIDA” tão “radical” dos “senhores da Blogorama”... ou teria sido um E-Q-U-Í-V-O-C-O... ?!

Um “beijinho” do ex-ruilindomenino do Spaceblog e que é agora
1lindomenino no Blogspot.
Tchau.

Ahhh... tenho quase a certeza de que não sabem o que quer dizer a palavra EQUÍVOCO escrita acima e, por isso, deixo aqui a “tradução”:

equívoco
subst m equívoco [i'kivuku] mal-entendido
adj equívoco, equívoca [i'kivukɐ] ambíguo
uma palavra equívoca
Kernerman Portuguese Learners Dictionary © 2008 K Dictionaries Ltd All rights reserved.

Uma última nota: os Blogs e afins só deviam ocupar espaço na Internet se tivessem um Provedor que “soubesse da coisa”... estão a perceber “senhores” da Blogorama
ou querem que lhes faça um “desenho”... ?!



‘TEM PAI QUE É CEGO”... !!!


domingo, 8 de março de 2009

As SAUDADES "matam"...!!!

Dois anos longe da "minha" Setúbal é "muita coisa"...!!! Amo aquela terra de gente amiga, amo as suas côres, os seus dizeres, o seu peixe, o "meu" Vitória... "tanta coisa", meu Deus...!!!


Coimbra é "uma canção de PAZ e TRADIÇÃO..."

Here you can see students crying in "Serenata da Queima das Fitas" while listening to "Fado of Coimbra"(typical song from Coimbra sang by students of this Portuguese University). The lyrics of this...
Here you can see students crying in "Serenata da Queima das Fitas" while listening to "Fado of Coimbra"(typical song from Coimbra sang by students of this Portuguese University). The lyrics of this song remind them of the upcoming end of their graduations and time to leave this city, their colleagues and friends.

Balada da Despedida do V Ano Jurídico
Original de Rui Lucas, António Vicente e João Paulo Sousa, Interpretado ao vivo na Serenata Monumental da Queima das Fitas de 2005 por Lacrima, com participação de elementos do Grupo de Fados Despertar

(Vidé Vídeo)

DIM sem TPM... felicitações prás NOSSAS Mulheres...!!!


Para o DIA INTERNACIONAL DA MULHER que, se comemora hoje em todo o Mundo "livre", preparei uma Poesia da Poetisa Portuguesa Florbela Espanca, e com ela quero homenagear "todas as bravas MULHERES" por esse Mundo afora.
EU
Até agora, eu não me conhecia.
Julgava que era Eu e que não era
Aquela que em meus versos descrevera
Tão clara como a fonte e como o dia.
Mas que eu não era Eu não o sabia
E, mesmo que o soubesse, o não dissera ...
Olhos fitos em rútila quimera
Andava atrás de mim ... e não me via !
Andava a procurar-me -pobre louca !-
E achei o meu olhar no teu olhar,
E a minha boca sobre a tua boca !
E esta ânsia de viver, que nada acalma,
É a chama da tua alma a esbrasear
As apagadas cinzas da minha alma !
Poema extraído do livro SONETOS de Florbela Espanca, editado pela Livraria Tavares Martins no Porto (Portugal) em 1962.

sábado, 7 de março de 2009

Amigas de Balada - uma PIADA de "mau gosto"...


Duas amigas passaram a noite toda bebendo!

Quando voltavam para casa, resolveram urinar num cemitério, próximo a uma tumba.

A primeira se abaixou, urinou, tirou a calcinha, se secou e jogou-a fora. A outra urinou e quando acabou pensou: "eu não vou jogar a minha calcinha nova fora".

Agiu rápido e puxou a fita de uma coroa que estava sobre o túmulo e se secou.

Na manhã seguinte, o marido de uma ligou para o marido da outra e disse:

— A coisa está feia. A minha mulher chegou ontem com a cara cheia de cachaça e sem calcinha.

Aí o outro respondeu:
— Pior foi a minha, que chegou com uma fita presa na calcinha com os dizeres: "Jamais te esqueceremos: Fabrício, Tiago e Bruno".



Setúbal (Portugal) em enorme atividade cultural ...



Daqui envio os meus Parabéns à Câmara Municipal de Setúbal e, em especial, à Presidente Maria Dores Meira, pelo excelente trabalho de reanimação cultural da "nossa" Cidade.


Amar SETÚBAL é AMAR de um "modo diferente"...!!!

Carlos Paredes - A "magia" da Guitarra Portuguesa

domingo, 1 de março de 2009

Bocage (Elmano Sadino) de SETÚBAL para o MUNDO...



Magro, de olhos azuis, carão moreno,

Bem servido de pés, meão na altura,

Triste de facha, o mesmo de figura,

Nariz alto no meio, e não pequeno;



Incapaz de assistir num só terreno,

Mais propenso ao furor do que à ternura,

Bebendo em níveas mãos por taça escura

De zelos infernais letal veneno;



Devoto incensador de mil deidades

(Digo, de moças mil) num só momento,

E somente no altar amando os frades;



Eis Bocage, em quem luz algum talento;

Saíram dele mesmo estas verdades

Num dia em que se achou mais pachorrento.



Biografia

Poeta lírico neoclássico português, que tinha pretensão a vir a ser um segundo Camões, mas que dissipou suas energias numa vida agitada. Nasceu em Setúbal, em 15/09/1765 e morreu em Lisboa (21/12/1805), aos 40 anos de idade, vítima de um aneurisma. Nos últimos anos o poeta vivia com uma irmã e uma sobrinha, sustentando-as com traduções de livros didáticos. Para viver seus últimos dias, inclusive, teve de valer-se de um amigo (José Pedro da Silva) que vendia, nas ruas de Lisboa, suas derradeiras composições: Improvisos de Bocage na Sua Mui Perigosa Enfermidade e Coleção dos Novos Improvisos de Bocage na Sua Moléstia.

Filho de um advogado, fugiu de casa aos 14 anos para juntar-se ao exército. Foi transferido para a Armada dois anos depois. Como integrante da Academia da Armada Real, em Lisboa, dedicou seu tempo a casos amorosos, poesia e boêmia.

Em 1786 foi enviado, tal qual seu herói Camões, para a Índia (Goa e Damão) e, também como Camões, desiludiu-se com o Oriente. Depois, por vontade própria e à revelia de seus superiores, dirigiu-se a Macau, voltando a Portugal em 1790. Ingressou então na Nova Arcádia — uma academia literária com vagas vocações igualitárias e libertárias —, usando o pseudônimo de Elmano Sadino. Contudo, de temperamento forte e violento, desentendeu-se com seus pares, e suas sátiras a respeito deles levou à sua expulsão do grupo. Seguiu-se uma longa guerra de versos que envolveu a maior parte dos poetas lisboetas.

Em 1797, acusado de heresia, dissolução dos costumes e idéias republicanas, foi implacavelmente perseguido, julgado e condenado, sendo sucessivamente encarcerado em várias prisões portuguesas. Ali realizou traduções de Virgílio, Ovídio, Tasso, Rousseau, Racine e Voltaire, que o ajudaram a sobreviver seus anos seguintes, como homem livre. Ao recuperar a liberdade, graças à influência de amigos, e com a promessa de criar juízo, o poeta, envelhecido, parece ter abandonado a boêmia e zelado até seus últimos momentos por impor aos seus contemporâneos uma imagem nova: a de homem arrependido, digno e chefe de família exemplar. Sua passagem pelo Convento dos Oratorianos (onde é doutrinado, logo após sua saída da cadeia) parece ter contribuído para tal.

Portugal, na época de Bocage, era um império em ruínas, imerso no atraso, na decadência econômica e na libertinagem cortesã, feita às custas da miséria de servos e operários, perpetuando o pantanal cinzento do absolutismo e das atitudes inquisitoriais, da Real Mesa Censória e dos calabouços destinados aos maçons e descontentes.

Ninguém encarnou melhor o espírito da classe dirigente lusitana do fim do século XVIII do que Pina Manique. Ex-policial e ex-juiz, conquistou a confiança dos poderosos, tornando-se o grande senhor do reinado de D. Maria I (só oficialmente reconhecida como louca em 1795), reprimindo com grande ferocidade tudo o que pudesse lembrar as "abomináveis idéias francesas". Graças a ele, inúmeros sábios, cientistas e artistas conheceram o caminho do exílio.

Bocage usou vários tipos de versos, mas fez o melhor no soneto. Não obstante a estrutura neoclássica de sua obra poética, seu intenso tom pessoal, a freqüente violência na expressão e a auto-dramatizada obsessão face ao destino e à morte, anteciparam o Romantismo.

Suas poesias, Rimas, foram publicadas em três volumes (1791, 1799 e 1804). O último deles foi dedicado à Marquesa de Alorna, que passou a protegê-lo.

Os poemas não censurados do autor são geralmente convencionais e bajulatórios, copiando a lição dos mestres neoclássicos e abusando da mitologia, uma espécie de poesia acadêmica feita por e para iniciados. Outra parcela de sua obra é considerada pré-romântica, trazendo para poesia o mundo pessoal e subjetivo da paixão amorosa, do sofrimento e da morte.

Já sua poesia censurada surgiu da necessidade de agradar ao público que pagava: com admirável precisão, o poeta punha o dedo acusador nas chagas sociais de um país de aristocracia decadente, aliada a um clero corrupto, comprometidos ambos com uma política interna e externa anacrônica para aquele momento. Também está presente ali a exaltação do amor físico que, inspirado no modelo natural, varre longe todo o platonismo fictício de uma sociedade que via pecado e imoralidade em tudo o que não fosse convenientemente escondido.


Meu estro vai parar desfeito em vento . . .
Eu aos Céus ultrajei! O meu tormento
Leve me torne sempre a terra dura.

Conheço agora já quão vã figura
Em prosa e verso fez meu louco intento.
Musa! . . . Tivera algum merecimento,
Se um raio de razão seguisse, pura!

Eu me arrependo; a língua quase fria
Brade em alto pregão à mocidade,
Que atrás do som fantástico corria:

"Outro aretino fui . . . A santidade
Manchei . . . Oh!, se me creste, gente ímpia,
Rasga meus versos, crê na Eternidade!"

O "meu" BOCAGE

Bocage é o maior "embaixador" da minha cidade de Setúbal e, é ele que dá à cidade o seu Feriado Municipal (15 de Setembro). Ele que "habita" numa das mais bonitas Praças de Portugal e "paredes-meias" com o Poder Político da cidade, a Câmara Municipal de Setúbal. Um Poeta que viveu uma vida "conturbada e algo infortunada" e que, nem pelo facto de ter falecido ainda bastante jovem (... só tinha 40 anos...), não deixou de nos legar uma Obra de inegável valor Poético e Histórico. Acho eu que não vem ao caso e nem podemos nem devemos fazer comparações com o "imortal" Camões. Contudo, Bocage "ainda hoje sofre" da forma como "desafiou a vida e as autoridades estabelecidas", quer em Ditadura quer no "novo" Portugal de Abril. Ainda está para ser reconhecido o VALOR do Elmano Sadino no meu País. Continuamos, nós Setubalenses, à espera dessa "reabilitação" por parte de quem o "DEVE FAZER"...!!!
O Poeta, bem do alto do seu pedestal, vai "continuando atento"...!!!
Nós, os Setubalenses, também... acreditem...!!!
Texto de 1lindomenino

Bocage também "tem servido" para "contador de Piadas" em Portugal e no Mundo. Ainda hoje... vejamos um EXEMPLO Brasileiro da "coisa":

"Bocage convidou um sobrinho para pescar. Já dentro do barco, preparando as tralhas perguntou ao rapaz: -Você sabe porque o anzol é curvado? - Pra fisgar o peixe uai! Respondeu o rapaz. Bocage com ar de cafajeste disse:- Errou bobão. É para pescar peixe veado na curva do rio !!! ".


Agradecimento aos Sites:


http://www.secrel.com.br/JPOESIA/@boca12.html (biografia e poemas)

http://enciclopesca.vilabol.uol.com.br/humor.html (piada)

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Violência – quem “gera” o quê... ?!...



Numa das definições de VIOLÊNCIA no Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa da Editora Objetiva pode-se ler a págs. 2866 – “ação ou efeito de violentar, de empregar força física (contra alguém ou algo) ou intimidação moral contra (alguém): ato violento, crueldade, força”.

Nestas últimas semanas, mais propriamente na última, chegaram até nós “ecos” através dos diversos Órgãos de Comunicação Social, locais ou nacionais, de alguns atos violentos. Falo dos “famosos” (pelo lado “negativo”, claro...) “trotes” aplicados aos “calouros” de algumas Universidades e promovidos pelos mais “velhinhos” e, vinda da Suíça, uma queixa de uma advogada Brasileira que, alegadamente, teria sido vítima de “danos corporais” de forças extremistas suíças neo-nazis.

Verdade, verdadinha que os “trotes” foram sendo “minimizados” da nossa memória à medida que o “caso Suíça” evoluía...!!! A advogada Brasileira a viver na Suíça estaria grávida de gêmeos quando “foi atacada”...?! Como atuaram as forças policiais suíças depois da queixa apresentada...?! Foram os “neo-nazis” que picharam o corpo da Advogada com um objeto “cortante”...?! Porque “ninguém” viu àquela hora e “naquele local” um “ato ASSIM’...?! Qual a “veracidade” das notícias enviadas para os Órgãos de Comunicação por ambos os lados da questão (pai da Advogada e Polícia)...?!

Enquanto a “verdade” não se apura, era talvez boa idéia que parassem, pelo menos, os ataques incontidos tanto “escritos como verbais” aos Países Europeus, nomeadamente por parte de jornalistas e governantes Brasileiros. Não sei se sabem, mas muitos milhares de Brasileiros vivem e trabalham nessa Europa e não é com “vinagre que se apanham moscas”...! Sentem-se ainda as repercussões de um asilo político concedido pelo Brasil à revelia do Estado Italiano ou, até, as campanhas “insidiosas” vindas do aeroporto de Madri de alguns Brasileiros que tinham sido vítimas de “violências várias” da Polícia de Fronteira Espanhola e que não puderam entrar (...ou “só” passar...) no território Espanhol (embora à luz das novas leis do espaço Schengen – a Espanha está “inserida” nesse espaço e é assim que atua...). O caso de morte do Jean Charles foi, a meu ver, o “caso mais bicudo” que um País Europeu teve de enfrentar... !!! Um “assassinato bárbaro” acredito EU...!!!
Mais: ainda me recordo que “não há muito tempo atrás”, era Portugal “o especial visado” nestas “artes de fazer mal” aos Brasileiros que se “queixavam, queixavam”...!!!

Aconselharia que um clima “mais tranqüilo” se instalasse aqui no Brasil e que, NÃO deixassem tantas vezes que, o “coração se sobreponha à razão” e que assim, involuntàriamente, possam vir a “prejudicar” esses Brasileiros que querem trabalhar fora do Brasil, nomeadamente nos Países Europeus...!!!

Agora quero continuar como comecei: pelos “trotes” acadêmicos e que nos dão a noção exata de que para encontrarmos “Violência CORPORAL e PSÍQUICA gratuita” nem vale a pena ir à Suíça ou à Espanha...ou não é...?! Ainda ontem pude assistir o “Fantástico” a uma população de 6 mil e tal habitantes na fronteira com o Acre que foi “feita refém” por uma (meia)dúzia de malfeitores que pretendiam (...e conseguiram!...) assaltar MAIS um banco e que disparavam como num “verdadeiro filme de gangsteres” tipo USA “anos 30...!!! Ou o “jovem com problemas mentais” que “desapareceu” (“comido”...?!) numa comunidade indígena (sobre a gerência da FUNAI) ou, ou, ou... !!!
Temos de começar sempre a fazer um edifício pelos... ”alicerces”, ou seja, em termos de País, pela “nossa própria casa”. Sem isso, não vale a pena depois “chorar pelo leite derramado”.

Solidários com aqueles que são “vítimas da violência”, SIM, claro que SIM...!!! Só que não devemos TENTAR “exportar” coisas que temos “em demasia” no “mercado interno” e que, muitas vezes, até vem de pessoas (?) que atualmente cursam Faculdades e irão ser os “governantes” do FUTURO neste País...!!!

E com “tudo isto”, ainda me vem à memória, “aquela pobre empregada doméstica” que aguardava o ônibus e que foi “vitimizada” por “uns lindinhos da night” de classe média/alta por lhes “parecer”... uma “prostituta”...!!! Já não se lembram...?! Olhem que ELA, certamente, não estará “esquecida” de NADA...!!! E o “menino” arrastado pelo carro num “assalto”... lembram-se...?!
Também EU... !!!


Gente má e sem escrúpulos “encontramos por todo o lado”, mas é infelizmente, em “alguns lados” que deparamos com MAIS... MUITO MAIS... !!!




sábado, 14 de fevereiro de 2009

Vitória F.C. (Setúbal) - Só há ESTE... !!!


"Em Setúbal nasceu um clube pequenino que ficou bem na memória

E com os anos cresceu entranhado no destino com o nome de Vitória,

Agora ja foi igual aos grandes de tradição o Vitória faz das suas

Quer dentro de Portugal ou em qualquer outra nação perde uma não perde duas

Vivó Vitoria cantemos todos bem alto..."


Um pouco de... HISTÓRIA


Foi no início do Séc. XX, mais precisamente a 10 de Novembro de 1910, que por desinteligências entre elementos do Bomfim Foot-ball Club, um dos clubes onde se praticava essa nova modalidade importada das ilhas britânicas chamada Futebol, levaram Joaquim Venâncio, Henrique Santos e Manuel Gregório a abandonar esse clube, lançando a ideia da formação de um pequeno grupo a que dariam o nome de Sport Vitória. «A Vitória será nossa» dizia o entusiasta Joaquim Venâncio, e daí o nome que ficaria para a posteridade de Vitória.


Entretanto, a saída de mais elementos de outros clubes setubalenses tais como Guilherme da Silveira, José Preto Chagas, Manuel Reimão, Gabriel Roillé, Matos Diniz, Duarte Catalão, Ernesto Viegas, António Ledo, Eurico Costa, Joaquim Gomes, Júlio Araújo e Mário Ledo iria aumentar o número de membros do mais recente clube de Setúbal.


A 20 de Novembro de 1910 estava constituído o clube, com alguns dos nomes que iriam ter um papel preponderante no seu futuro, e que iria passar a chamar-se por sugestão de Joaquim Correia da Costa, a 5 de Maio de 1911, aquando da primeira reunião de Assembleia Geral, de Victória Foot-ball Club.



Uma das primeiras Equipas do Vitória.
Embora o clube sadino se tenha mudado para o seu berço, o Campo dos Arcos, a 15 de Setembro de 1913, enfrenta a recusa dos clubes de Lisboa em se deslocarem a Setúbal (não havia campeonato nacional, apenas regional em Lisboa). O Vitória continuou a jogar , domingo após domingo na capital e apesar das dificuldades acaba por se sagrar vencedor do Campeonato Regional de 2.ªs categorias em 1916/17. Este resultado incentiva o Vitória a participar no Campeonato de 1.ª categoria em 1918/19, e enquanto as suas 2.ªs categorias repetiam o feito em 1921/22 e 1925/26 a primeira equipa sagrava-se Campeã de Lisboa em 1923/24 e 1926/27 suplantando clubes como o Benfica, o Sporting ou o Belenenses. Acabaria por falhar a conquista do campeonato de Portugal nas duas ocasiões.


Nessa altura o Vitória não era só o futebol, mantendo secções de tiro, natação, ciclismo e corridas, criando a génese de clube eclético que mantêm actualmente, e em que, por intermédio de secções como a ginástica, o ténis de mesa, o andebol, o atletismo, futsal, futebol juvenil, ou o aikido e o judo o clube movimenta centenas de atletas .

Voltando ao Futebol, o Vitória acabaria por abandonar mais tarde os campeonatos de Lisboa, fundando, com outros clubes, a associação de Futebol de Setúbal. Com o passar dos anos, o clube foi crescendo e criando raízes mais sólidas. Em 1943/44 o clube atinge pela primeira vez uma final da Taça de Portugal, pela mão do treinador Armando Martins, e embora o Vitória tivesse perdido com o Benfica em Lisboa por um expressivo 5–1, a alegria do povo setubalense deixa espantada a capital. Onze anos mais tarde repete a presença na final onde defronta o Sporting e uma equipa de arbitragem de critérios duvidosos. O Vitória acaba injustamente derrotado por 3-2, mas em Setúbal organiza-se uma subscrição pública e com os donativos do povo setubalense é feita uma Taça que recebe o nome de «Taça Recompensa», para assim destinguir aqueles que teriam sido justos vencedores do Troféu nacional.


Entretanto, face ao crescimento do Clube, nasce a ideia de construir um novo Estádio. Mário Ledo será um dos homens que guiará essa obra a bom porto. A 16 de Setembro de 1962 é inaugurado o Estádio do Bonfim numa festa que trás a Setúbal em caravanas de automóveis, pessoas de toda a região. Estavam criadas condições para a década dourada do futebol vitoriano.

Para além de continuar a somar presenças nas finais da Taça de Portugal, o Vitória acaba por conseguir pela mão do treinador Fernando Vaz, a vitória nas edições de 1964/65 frente ao Benfica, por 3-1, e em 1966/67 frente à Académica de Coimbra, por 3-2, na final mais longa de todos os tempos (144 minutos!). Ao todo soma oito presenças na final desta competição.


Jacinto João. Um dos maiores atletas do Vitória Futebol Clube.
A equipa de "JJ", Matine, Tomé, Carlos Cardoso, José Maria, Conceição e Vítor Batista enchia os Estádios nacionais e europeus com a magia do seu futebol. Orientados por José Pedroto, o Vitória atinge o segundo lugar na época de 1971/72 e o 3.º lugar nas épocas de 1969/70, 1972/73 e 1973/74. Nas competições europeias o Vitória soma 12 presenças ( três na taça das taças e 9 na Taça das Cidades com Feira/UEFA onde atinge por quatro vezes os quartos-de-final. Gigantes do futebol do velho continente como o Leeds United, Inter de Milão, Fiorentina, Lyon, Spartak de Moscovo, Hayduk Split, Rapid de Bucareste e Anderlecht caem aos seu pés.




É convidado para diversos torneios a nível internacional, dos quais destacamos a participação no Troféu Ibérico, na Taça Teresa Herrera, em Julho de 1968, vencendo na final a equipa do Rapid de Viena e a participação na Mini-Copa do Mundo, em Caracas na Venezuela (1970), em que chega também à vitória frente às equipas do Chelsea, do Santos e do Werder Bremen.


Hoje, os atletas que representam o Vitória Futebol Clube de Setúbal, sabem que ao vestir a camisola branca listada de verde, carregam no corpo uma história cheia de glória de um clube que têm a responsabilidade de honrar e a valorizar, dia após dia.



A equipa de 2007-8 do VFC



O "meu" VITÓRIA é único... !!! Um Clube de grande prestígio em Portugal e no Estrangeiro e com uma "massa associativa" e claques vibrantes, ativas, pacíficas e que vivem o "seu" Clube no dia-a-dia com a "normalidade" de quem AMA um ente querido. O VITÓRIA sabe que SEMPRE pode contar com ELES. Sempre contou e contará... a nossa HISTÓRIA rica de acontecimentos, felizes e "menos felizes", nos "diz" isso mesmo...!!! Ser do VITÓRIA e ser SETUBALENSE é um duplo prazer... Cidade e Clube se "unem e se fundem" num só corpo e num só espírito...!!! Setúbal sabe que SEMPRE poderá contar com o seu VITÓRIA e, este, sabe que SEMPRE poderá contar com a Cidade e com os seus filhos. SETÚBAL e VITÓRIA terão de continuar sempre "irmanados" nesse mesmo ideal de amor, cooperação e lealdade. Só assim, juntos, poderão caminhar rumo a um FUTURO de enorme dignidade e de infindáveis OBJETIVOS.



VIVA O VITÓRIA e VIVA SETÚBAL.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Sebastião da Gama - Poeta da ARRÁBIDA














BIOGRAFIA
Poeta português, natural de Vila Nogueira de Azeitão, Setúbal. Concluiu o curso de Filologia Românica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa em 1947, e ainda nesse ano iniciou a sua actividade de professor, que exerceu em Lisboa, Setúbal e Estremoz. Foi colaborador das revistas Árvore e Távola Redonda.
Sebastião da Gama ficou para a história pela sua dimensão humana, nomeadamente no convívio com os alunos, registado nas páginas do seu famoso Diário (iniciado em 1949). Literariamente, não esteve dependente de qualquer escola, afirmando-se pela sua temática (amor à natureza, ao ser humano) e pela candura muito pessoal que caracterizou os seus textos. Atingido pela tuberculose, que causaria a sua morte precoce, passou a residir no Portinho da Arrábida, com a panorâmica serra da Arrábida a alimentar o culto pela paisagem presente na sua obra. Foi, entretanto, instituído, com o seu nome, um Prémio Nacional de Poesia.
Estreou-se com Serra Mãe, em 1945. Publicou ainda Loas a Nossa Senhora da Arrábida (1946, em colaboração com Miguel Caleiro), Cabo da Boa Esperança (1947) e Campo Aberto (1951). Após a sua morte, foram editados Pelo Sonho é que Vamos (1953), Diário (1958), Itinerário Paralelo (1967), O Segredo é Amar (1969) e Cartas I (1994).
Azeitão (Portugal)
1924 - 1952

O Poema

O poeta beija tudo

O poeta beija tudo, graças a Deus... E aprende com as coisas a sua lição de sinceridade...
E diz assim: "É preciso saber olhar..."
E pode ser, em qualquer idade, ingénuo como as crianças, entusiasta como os adolescentes e profundo como os homens feitos...
E levanta uma pedra escura e áspera para mostrar uma flor que está por detrás...
E perde tempo (ganha tempo...) a namorar uma ovelha...
E comove-se com coisas de nada: um pássaro que canta, uma mulher bonita que passou, uma menina que lhe sorriu, um pai que olhou desvanecido para o filho pequenino, um bocadinho de sol depois de um dia chuvoso...
E acha que tudo é importante...
E pega no braço dos homens que estavam tristes e vai passear com eles para o jardim...
E reparou que os homens estavam tristes...
E escreveu uns versos que começam desta maneira: "O segredo é amar..."


(Site: http://belostextos.aaldeia.net/)

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

GAMBRINUS – uma referência NACIONAL






Lisboa, capital de Portugal, início da Rua das Portas de Santo Antão ( a rua do Coliseu dos Recreios), atrás de uma pequena porta e de uma vitrina lateral com uma bandeja rica em mariscos, tudo em madeira maciça e ricamente trabalhada e o pormenor de um ligeiro telhado sobre a porta, lá estava o “famoso” Gambrinus.

Tinha 16/17 anos quando entrei pela primeira vez num Restaurante classificado (nessa altura) como de “Luxo”.

Para ser sincero ( e EU sou...) senti-me como num conto das “mil e uma noites”. Na entrada, está um bar muito acolhedor com bancos altos e um pessoal extremamente educado e eficiente, e é destinado a todos aqueles que preferem fazer a sua refeição ali ou só mesmo comer algo rápido ou até consumir só uma bebida, mas também é utilizado para, no caso das salas estarem repletas, o público aguardar ali e, entretanto, tomar um aperitivo para antes da refeição.

Quando passamos para as salas de refeição (tem duas: uma menor e mais “resguardada” e outra bem grande, ou seja, a “principal”) ficamos maravilhados com as flores naturais existentes pelas salas, pelos empregados que imediatamente nos vão acolher, pela disposição de copos, talheres, pratos e tantos outros elementos necessários para “apoio” ao serviço de mesa, pelas alcatifas “únicas” de beleza, desenho e elegância, pelas madeiras maciças que compõem pequenas escadas, corrimãos, mesas de clientes, mesas de exposição de frutas e doçaria bem como de algumas garrafas de vinho, as separações entre alguns setores das salas, peças de porcelana, granito e vitrais alusivos ao Rei Gambrinus e à fabricação de cerveja, uma grande lareira, os azulejos do inicio do século passado em tons de azul, os quadros de parede de alguns pintores de relevo bem como uma tapeçaria de grandes dimensões e beleza na parede da sala principal. Outro aspecto importante que me chamou a atenção: o fardamento do pessoal do Gambrinus está de acordo com a hierarquia na organização, bem como pela “especialização” a que correspondiam e, neste caso, estou a lembra-me dos chefes de vinhos e/ou “escanções” e que estavam bem identificados. Outro “pormenor” que reparei e que não é tão “normal quanto tudo isso”: não havia troca de palavras em tom “audível” entre TODO o pessoal e, se um colega ou um chefe pretendia chamar a atenção de outro, o fazia de forma a que os clientes raramente se apercebiam.
Foi neste ambiente que, como disse atrás, fiz a minha “estréia” no Gambrinus.


Outro “show” é a “carta” do que podemos pedir para a nossa refeição com as devidas sugestões e indicações dos pratos considerados “especialidade recomendada” ou aquele prato “exclusivo” que você só encontra ali mesmo no Gambrinus. Das carnes ás aves excelentes e suculentas, dos peixes aos mariscos de enorme frescura e qualidade, tudo se encontra à nossa disposição.

Mas não foi só “isso” que passei a encontrar daí em diante “naquela maravilha”. Gente maravilhosa como o Dario, o Chico, o Dias, o Fernando, os senhores Jaime, Armindo e Sobral (já falecido), o pessoal do escritório (a Dona Odete), o Martinho “Calotas” (também “precocemente” desaparecido...), o Zé... tudo “gente fina”, muito querida e que me acolheram sempre com enorme simpatia e amizade. Com eles conversei horas e horas a fio e, com todos eles, eu aprendi tantas e tantas coisas daquela profissão, da organização complexa que é (era?) o Gambrinus e...
não só...!!!

Comi lá “iguarias” como NUNCA mais, certamente, irei comer na minha vida. Lembro a SOPA RICA DE PEIXE, o Empadão de PERDIZ, as angulas, TODO o MARISCO (sem exceções...), as GAMBAS Al ajillo, Eisbein com Choucroute, a Costeleta de Novilho, os Peixes (o Cherne, ihhhh)... MEU DEUS...!!!


Maravilha mesmo era quando eu lá chegava na altura da refeição do pessoal no 1º andar e a convite do meu cunhado, Fernando (Sócio e Chefe de Mesas), comia com eles aquelas comidas saborosas. Ahhh...aquela cabeçorra de Pescada...hummm... espetáculo... !!!

Naqueles tempos, finais dos anos 60, só o Tavares Rico (curiosamente localizado na mesma rua) “rivalizava” em classe, no tipo de público, nas ementas e na qualidade de serviço com o Gambrinus.

Há imenso tempo que não volto lá. Não sei, sinceramente, mas acredito que quem está neste momento a gerenciar o Gambrinus e que julgo ser o senhor Armindo Seoane, continuará a manter a QUALIDADE e a ARTE de SERVIR BEM e de BEM SERVIR.

Para TODOS aqueles que passaram pelo Gambrinus e que “acrescentaram” algo de “seu” no interesse do “coletivo” e, também, pela forma como sempre fui recebido e tratado naquela “casa”, deixo aqui expresso o meu mais SINCERO MUITO OBRIGADO.

Ao meu cunhado Abelardo (Fernando, como era chamado e conhecido...!) e que o “destino quis” por vários motivos, um dia, nos separar, deixo um forte ABRAÇO e o agradecimento por TUDO quanto me ensinou, de tudo quanto me deu em termos afetivos e materiais e dizer-lhe que foi, é e será sempre um dos meus “Heróis”. O Gambrinus “tinha muito dele” e ele “tinha muito de Gambrinus... a “simbiose” era perfeita...!!! Foi um dos meus melhores Amigos, senão mesmo o MELHOR e continuo a guardá-lo e a recordá-lo intensamente no meu coração.
Pra SEMPRE, Fernando...!!!