Um blog que se pretende de harmonia, de pensamentos meus e de outra "gente bonita" e também de criticas (...quando as houver...). Mas essencialmente para falar do meu Portugal e de Setúbal, a minha cidade. Claro que será MUITO MAIS do que isso... mas "reservo" as surpresas no decorrer do tempo...!!!
POR UM PORTUGAL DIFERENTE
ABRIL VIRÁ...!!!
MUDAR...
Frases e Mensagens -
NÃO HÁ ACORDO...!!!...
... Português há só UM...!!!
TRADUÇÃO/TRANSLATE/TRADUCION
A Hora em Poá (BRASIL)
VELHO PROVÉRBIO PORTUGUÊS
Veja Frases para Orkut - Kifrases.com
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OvEr ThE RaInBoW
sexta-feira, 15 de maio de 2009
SETÚBAL em "movimento"...!!! Setúbal NÃO DEVE NEM PODE PARAR...!!!...
Saudades...

De uma forma positiva, aprendi que não importa o que aconteça, ou quão ruim pareça o dia de hoje, a vida continua, e amanhã será melhor.
Aprendi que se pode conhecer bem uma pessoa, pela forma como ela lida com três coisas:
- um dia chuvoso, uma bagagem perdida e os fios das luzes de uma árvore de natal que se embaraçaram.
Aprendi que, não importa o tipo de relacionamento que tenha com seus pais, você sentirá falta deles quando partirem.
Aprendi que "saber ganhar" a vida não é a mesma coisa que "saber viver".
Aprendi que a vida às vezes nos dá uma segunda chance.
Aprendi que viver não é só receber, é também dar.
Aprendi que se você procurar a felicidade, vai se iludir.
Mas, se focalizar a atenção na família, nos amigos, nas necessidades dos outros, no trabalho e procurar fazer o melhor, a felicidade vai encontrá-lo.
Aprendi que sempre que decido algo com o coração aberto, geralmente acerto.
Aprendi que quando sinto dores, não preciso ser uma dor para outros.
Aprendi que diariamente preciso alcançar e tocar alguém.
As pessoas gostam de um toque humano, segurar na mão, receber um abraço afetuoso, ou simplesmente um tapinha amigável nas costas.
Aprendi que ainda tenho muito que aprender.
As pessoas se esquecerão do que você disse...
Esquecerão o que você fez....
Mas nunca esquecerão como você as tratou.
Frase DIVERTIDA e CURIOSA pra VOCÊ que é da Terra... ou Não é...?!

quinta-feira, 14 de maio de 2009
Memórias "ricas" do PASSADO... "A Whiter Shade Of Pale" - Procol Harum
Nota de 1lindomenino: há aquelas músicas que ficam, de alguma forma, extremamente "ligadas" a nós... !!! Quem não tem uma música "dessas"... ?! Esta é uma das "minhas"... !!!
Com (muita) SAUDADE... !!!
Português do Brasil e Português de Portugal
No tempo em que os aviões faziam escala em Recife, Dacar e Lisboa para, depois, prosseguirem até a Europa Central, um amigo de meu pai, diante do sotaque incompreensível do lusitano que o atendeu na lojinha do aeroporto de Lisboa, acabou apelando para o idioma universal:
- Do you speak English?
E pediu seu cafezinho em bom inglês - em pleno Portugal!
Eu mesmo, quando estudante universitário, em viagem econômica, mochila às costas, pelos países da Europa, ao passar pela simpática Lisboa ("Quem não viu Lisboa, não viu coisa boa"), vim a descobrir as diferenças entre o português do Brasil e o português de Portugal: que ônibus era autocarro, a parada era paragem, o ponto final, zona, o bonde, eléctrico, o trem, comboio, que uma bebida gelada era fresca e sem gelo, ao natural, que camiseta era camisola etc.
Certa vez, minha então esposa e eu fizemos uma viagem de ônibus entre duas capitais da Europa, junto com um casal de santistas que tínhamos acabado de conhecer. Viagem noturna, ônibus desconfortável (na Europa, rico anda de avião, classe média, de trem e os mais ferrados, de ônibus). Para matar o tempo, pusemo-nos a desfiar um rosário de piadas. Claro que, a certa altura, começamos a lembrar todas aquelas velhas piadas de português que a gente ouve desde criança. Era um tal de Joaquim pra cá, Manel pra lá, Maria fazendo uma ou outra ponta. Interessante é que havia outra pessoa, mais atrás no ônibus, que também estava rindo das piadas. Vez ou outra, virávamos pra trás tentando descobrir quem era, até que enfim conseguimos flagrar nossa companheira de idioma. Perguntamos:
- Gostou da piada?
- Bestial! - Nosso sangue gelou...
- A senhora é...
- Do Porto!
No jornal Sol Português, da comunidade portuguesa do Canadá, encontro anúncio de casa com "3 quartos de cama, 2 quartos de banho, estacionamento para 2 carros, cave acabada". Na seção de classificados, "senhoras delicadas e amorosas fazem massagens em privado" e astrólogo curandeiro da Guiné-Bissau explica que "um dos problemas mais fáceis de combater é a impotência sexual, que actualmente afecta muito os casais, por vezes por questão de peso a mais, diabetes ou colesterol alto e para os quais a solução é a medicina tradicional, como a peticola, o pau de bicilom, barcolomo, assim como óleo de crocodilo e sumo de cabaceira."
E viva o idioma português - seja ele do Brasil, de Portugal, seja de onde for!
Agradeço ao Site: http://www.ocisco.net/
++ uma FRASE divertida...!!! Esta com HUMOR... e SEXO...!!!
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Bom "produto"... o xxx lava mais branco...rsrs
O Gênio e o Chefe - ANEDOTA ou PIADA, como preferirem...

- Olá! Anh? Vocês três me acharam? Eu só posso realizar 3 desejos, por isso, cada um só pode pedir um!
O gerente de produção diz logo:
- Eu primeiro, eu primeiro! - e exprime o desejo: - Eu quero estar em Miami, no volante de um barco ultra-rápido e rodeado de mulheres!
Puff! Ele imediatamente é teletransportado pra lá.
- Agora eu, agora eu! - grita o estagiário de marketing. - Eu quero estar em uma praia de Cancun, tomando umas bebidas exóticas com umas mulheres de topless!
Puff! Também foi direto pra lá.
Em seguida diz o gênio ao presidente da empresa:
- É a sua vez!
- E o presidente diz:
- Eu quero estes dois cretinos de volta ao trabalho depois do almoço!
MORAL DA HISTÓRIA: Deixe sempre o chefe falar primeiro.
Meus Agradecimentos à Alessandra Pinho (RJ) que encaminhou a anedota pró
Site: http://www.ocisco.net/
You broke my music

Além das bonecas, o público preferido de Maria era o avô. Ele era o seu maior admirador e nunca se cansava de a ouvir, ao contrário de todos os outros adultos. Ouvia atentamente cada verso, admirava as coreografias e aplaudia sempre no fim. Na véspera de uma visita ao avô, Maria quase nem dormia a pensar na nova canção com que iria surpreendê-lo.

E assim se passou a infância de Maria, que não se pode dizer ter sido feliz, mas à qual nunca faltou banda sonora. Havia uma música para os dias em que o pai entrava em casa embriagado e batia em tudo o que se lhe atravessasse à frente. Havia uma música para quando a mãe prometia não demorar, mas nunca mais vinha. Havia uma música para enganar o estômago quando o jantar não chegava para todos. Não havia desgosto nem dor que lhe tirasse o canto. E quem a visse cantarolando nas ruas, à janela, dentro e fora da escola, pensaria que aquela mulatinha de olhos rasgados e carapinha entrançada era a criatura mais feliz do mundo.
Só que um dia Maria deixou de cantar. Tinha 14 anos. Foi no dia em que o avô morreu. A principio ninguém reparou. Entre o luto e as burocracias que envolvem o último dia de alguém na terra, não havia tempo para notar a falta da música de fundo. Mas os dias passavam e o silêncio pesava e pesava até se tornar insuportável. A casa estava mais triste, a rua inteira estava mais triste e o pior é que ninguém sabia explicar porquê. Maria tornara-se uma adolescente escanzelada, de olhos vazios e lábios selados.
Como a maioria das meninas do bairro, Maria deixou a escola para contribuir para o orçamento familiar. Os dias eram passados na fábrica e as noites a tomar conta dos irmãos, que eram tantos e tão diferentes, fazendo o papel de mãe que não conhecia, porque a sua demorava sempre nas ruas. Quando todos dormiam, subia ao telhado e ficava a olhar para o bar do outro lado da rua, onde cantoras envoltas em plumas e fumo de cigarro eram admiradas por homens e mulheres. À porta estava sempre um homem de fato branco e chapéu de palha, sorriso aberto e olhos de mau caminho. Era elegante no seu jeito gingado, cumprimentava as senhoras casadas com um beija-mão e as solteiras com um segredo ao ouvido. Nunca saía do bar sozinho e, às vezes, elas lutavam como galinhas para serem as eleitas da noite. Quando não estava a exibir-se para as mulheres, fitava as estrelas com o olhar sonhador de miúdo reguila.
Uma noite esse olhar cruzou o de Maria, que cada vez passava mais tempo no telhado e tinha mais vontade de cantar. Ele começou por lhe mandar beijos e olhar para ela enquanto beijava as outras. Depois, nos momentos em que não estava ninguém à porta do bar, ficava a admirá-la como outrora fazia com as estrelas. Mais tarde aproximou-se do telhado e pediu-lhe o nome, depois a mão, depois o corpo. De repente, toda a casa voltou a iluminar-se, as ruas pareciam mais alvas e a fábrica produzia num ritmo dançado. Maria passava os dias a cantar como antes, melhor que antes, e as noites no frio do telhado à espera dos minutos de loucura que faziam esquecer todas as outras horas.
Numa dessas noites de luxúria Maria não conteve os gemidos e, tal como no momento do seu parto, da garganta soltaram-se notas. Os cães pararam de ladrar, persianas foram corridas, luzes acendidas. Ele olhou-a com amor, pela primeira vez depois de tantas vezes, e disse-lhe que o seu nome estava nas estrelas. Aquela não podia mais ser mera música de fundo de um bairro sujo e decrépito. Maria largou então a fábrica e o telhado e começou a cantar no bar do seu homem.
Os anos passaram, disfarçados por pó de arroz e luzes de cena, que disfarçavam os olhos negros do ciúme. Nunca aquele espaço esteve tão lotado como nos anos em que Maria pisava o palco e soltava a voz. As outras cantoras sabiam que estavam a anos luz do seu talento e isso, de alguma forma, fazia com que não sentissem inveja. Inveja por terem perdido o estrelato e sobretudo o homem que antes era de todas. De preferida do dono, Maria depressa se tornou a estrela mais admirada e não havia noite em que o seu camarim não transbordasse de flores, cartas, promessas, que para ela não significavam nada porque tudo o que cantava vinha de dentro, do seu amor. A princípio ele gostava de ser o macho da fêmea mais cobiçada, mas depressa surgiram as dúvidas, as inseguranças, as suspeitas de traição. Aos poucos as noites de prazer tornaram-se noites de mágoa e ressentimento, que nem o profundo amor que sentiam um pelo outro conseguia apagar.
Numa dessas noites de fumo e perdição, ele saiu com uma bailarina, por puro despeito, fazendo questão de passar pela frente do palco para que Maria não os pudesse evitar. Nessa noite ela cantou melhor que nunca, com o coração em pedaços, partido como os discos que ele arremessava contra a parede só por maldade, tal como o seu irmão fazia com as bonecas. Depois da cortina fechar, do público aplaudir de pé, das flores se amontoarem no palco, Maria limpou o camarim, deixou as plumas e o vestido de lantejoulas e saiu andando pela rua. Nunca mais ninguém a viu. Nunca mais Maria cantou.
(Mantida a redação original)
Filipa Fonseca Silva (1979) é uma jovem escritora de Lisboa, Portugal. Não tem livros editados.
Frases "com HUMOR" e "com AMOR"... rsrs

Ri-te, ri-te...
Sebastião da Gama - O poeta beija tudo

E diz assim: "É preciso saber olhar..."
E pode ser, em qualquer idade, ingénuo como as crianças, entusiasta como os adolescentes e profundo como os homens feitos...
E levanta uma pedra escura e áspera para mostrar uma flor que está por detrás...
E perde tempo (ganha tempo...) a namorar uma ovelha...
E comove-se com coisas de nada: um pássaro que canta, uma mulher bonita que passou, uma menina que lhe sorriu, um pai que olhou desvanecido para o filho pequenino, um bocadinho de sol depois de um dia chuvoso...
E acha que tudo é importante...
E pega no braço dos homens que estavam tristes e vai passear com eles para o jardim...
E reparou que os homens estavam tristes...
E escreveu uns versos que começam desta maneira: "O segredo é amar..."
Pensamentos e Reflexões
É bem possível dizer a verdade e não ser verdadeiro ou não ter uma relação verdadeira. E isto acontece mais do que se pensa. Quando não atendo à condição do outro, à sua sensibilidade, linguagem, idade, etc., posso dizer tudo certo e o outro ficar mais longe e mais desconfiado, e a relação não ser humana e verdadeira. A verdade humana é ser construtivo na relação. Da verdade lógica também os computadores são capazes...
(Padre) Vasco Pinto de Magalhães, in "Não Há Soluções, Há Caminhos"
Agradeço imensamente ao Site: http://www.citador.pt/
Cuidado com a FRUSTAÇÃO

Na frustração existe ressentimento, mas também o desejo de melhorar. Esqueça o ressentimento. Ele só serve para tornar a situação ainda pior. Em vez disso, concentre-se na motivação necessária para transformar essa situação em algo proveitoso.
Use a energia da sua frustração não para responder com raiva e ressentimento, mas para seguir em frente de maneira positiva. Não veja sua frustração como uma desculpa para sentir pena de si mesmo. Considere-a como uma forma de identificar oportunidades de crescimento em sua vida.
Esforce-se para eliminar o ressentimento e a autopiedade da sua frustração, e ela se tornará uma força poderosa e positiva.

terça-feira, 12 de maio de 2009
Um PROVÉRBIO dos "nossos dias"...
A Madrinha de Guerra
125 avos de um segundo, foi quanto tempo ela esteve naquela posição; se a película fotográfica era muito sensível esteve até menos tempo.
Agora ficou, podemos dizê-lo, para toda a eternidade a olhar para nós naquela fotografia que o cabo Ramos me exibe à espera do veredicto.
‑ Atão?
A pele dos braços, fazendo antever toda a extensão latifundiária do corpo nu sobre a cama, inspira-me, como ao fotógrafo terá inspirado, sadismos de felino perante uma presa fácil.
O Cabo Ramos olha-me um pouco desconsolado com a minha aparente dificuldade em proferir um juízo; eu olho-o com um sorriso pateta e pergunto ‑ É a tua namorada?
Viro instintivamente a foto ao contrário onde uma letra de um desconcerto semi-analfabeto, nitidamente escrita sobre uma mensagem anterior, mal rasurada, promete ‑ Amor gardo-me para ti".
Encaro o olhar quase ofendido do Ramos e ele responde ‑ Madrinha de guerra.
Aquela mulher, que a minha imaginação pervertida pela abstinência forçada transformou numa galdéria, trouxe um pouco de esperança ao coração de um soldado.
‑ Fiquei admirado. É linda! E o cabo Ramos olhou-me com um ar feliz.
125 avos do segundo é quanto o cabo Ramos conhece daquela mulher e o sorriso dele diz-me que está apaixonado.
‑ Foi na Flama. Tinha lá esta foto e a morada. Ópois a gente escrevemos-se. ‑ Fiquei admirado. É linda! Digo eu novamente, como se inventar uma segunda mentira fosse duplamente reprovável.
Guardou a foto no dólmen, orgulhoso, e virou-se para a ração de combate enquanto eu fiquei a lutar com uma lata de bacalhau à biscainha que teimava em não se deixar abrir.
É um verdadeiro prodígio o que um ínfimo relâmpago de 125 avos do segundo de sensualidade pode fazer na vida de um soldado solitário e desterrado, cujo maior entretenimento é a luta pela sobrevivência.
Olho o cabo Ramos ali acocorado com a caixa de cartão da ração de combate pousada na G3, cruzada sobre as pernas, comendo com as mãos sujas de uma lata verde-azeitona e não posso esquecer a silhueta do corpo daquela mulher, num motel de terceira categoria, exibindo a sensualidade possível de um ombro e de um braço nus, que despertou em mim uma perversidade de um leitor de romances de cordel.
Mas é o que eu não vejo que verdadeiramente me seduz… onde pousou aquele olhar? Que insignificância na rua serviu de desculpa para a tristeza lhe pousar ao de leve no rosto? Que sinal na pele, único e oculto, sob a roupa, faria do cabo Ramos o seu mais íntimo amante, se o conhecesse? Que timbre na voz o acordaria de noite por ter partido o vidro frágil da sua alma de camponês boçal?
No verso da foto a mensagem rasurada. Que desilusão a fez apagar? Que promessa de encontros sórdidos num motel suburbano, à míngua de uma história de amor, foi substituída por um voto de uma castidade serôdia?
Não sei como, uma súbita ternura apoderou-se de mim.
Ah, se eu pudesse pegar-te nas mãos e olhar-te nos olhos e dizer-te que a luz insegura do teu sorriso me encanta tanto como a sombra que vestiu de tristeza o teu olhar.
‑ Amor gardo-me para ti.
Que tenho eu que pudesse dar-te, para além de uma mão febril sobre um seio gelado, para além da libido predatória e canibal? Como uma palavra escrita na superfície da esperança, que ao lê-la, tivesses a certeza que me conhecias desde sempre, uma certeza inabalável, que nunca vestisse o teu sorriso de tristeza.
‑ Ópois a gente escrevemos-se.

(grafia original do texto)
Manuel Bastos
Os meus agradecimentos ao Manuel e ao Site: http://textocompleto.blogspot.com/
Nota de 1lindomenino: este e outros "escritos" do Manuel Bastos são genuínos e, para quem lá esteve no "Ultramar" Português, não pode deixar de se comover e de pensar em TODAS as situações em que, a grande maioria de nós, esteve "envolvido". Para ser "mais explícito: nas quais FOMOS ENVOLVIDOS... !!!
MAIS Setúbal (Portugal)... aliás, SETÚBAL é SEMPRE MAIS...!!!
Perder a viagem
Todo mundo já passou por uma situação assim, de estar no lugar errado e na hora errada por pura distração. Acontecendo só de vez em quando, tudo bem, vai pra conta dos vacilos comuns a qualquer mortal. O problema é quando você se sente perdendo a viagem todos os dias. Todinhos. É o caso daqueles que ainda não entenderam o que estão fazendo aqui.

Estão perdendo a viagem aqueles que não se comprometem com nada: nem com um ofício, nem com um relacionamento, nem com as próprias opiniões. Estão sempre flanando, flutuando, pousando em sentimento nenhum, brigando por idéia nenhuma, jamais se responsabilizando pelo que fazem, pois nada fazem. Respirar já lhes é tarefa árdua e suficiente. E os dias passam, e eles passam, e nada fica registrado, nada que valha a pena lembrar.
Estão perdendo a viagem aqueles que, em vez de tratarem de viver, ficam patrulhando a existência alheia, decretando o que é certo e errado para os outros, não tolerando formas de vida que não sejam padronizadas, gastando suas bocas com fofocas, seus olhos com voyeurismo, sem dedicar o mesmo empenho e tempo para si mesmo.
Estão perdendo a viagem aqueles preguiçosos que levam semanas até dar um telefonema, que levam meses até concluir a leitura de um livro, que levam anos até decidir procurar um amigo. Pessoas que acham tudo cansativo, que acreditam que tudo pode esperar, que todos lhe perdoarão a ausência e o descaso.
Estão perdendo a viagem aqueles que não sabem de onde vieram nem tentam descobrir. Que não sabem para onde ir e nem tentam encontrar um caminho. Aqueles para quem a televisão pode tranqüilamente substituir as emoções.
Estão perdendo a viagem aqueles que se entregam de mão beijada às garras do tédio.
Martha Medeiros
Mesa dos sonhos de Alexandre O'Neill

Defendo-me da morte quando dou
Meu corpo ao seu desejo violento
E lhe devoro o corpo lentamente
Mesa dos sonhos no meu corpo vivem
Todas as formas e começam
Todas as vidas
Ao lado do homem vou crescendo
E defendo-me da morte povoando
de novos sonhos a vida.
Alexandre O'Neill
Agradeço ao Site: http://www.astormentas.com/
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Sociedade é a Imagem do Homem

Quando os homens se tornarem bons, a sociedade tornar-se-á boa, sejam quais forem as bases políticas e económicas em que ela assente. Dizia um bispo francês que preferia um bom muçulmano a um mau cristão. Assim deve ser. As instituições aparecem com as virtudes ou com os defeitos dos homens que as representam.
domingo, 10 de maio de 2009
Quénia: mulheres processadas por greve de sexo

A greve de sexo levada a cabo por activistas no Quénia, como forma de pressão aos líderes políticos do país, levou a que um queniano entrasse com o processo contra o G10 (o grupo de activistas que convocou o protesto), segundo informação da «Globo».
Após uma semana sem sexo, o queniano James Kimondo entrou com um pedido de indemnização no tribunal de Nairobi, alegando angústia mental, stress, dor nas costas e falta de concentração.
«Desde que as mulheres apelaram ao boicote de sexo, a minha esposa tem negado os meus direitos conjugais. Isto tem-me causado ansiedade e noites sem dormir», disse o queniano.
O grupo de mulheres que deu origem a tal greve afirmou que foi um sucesso. A greve terminou na passada quarta-feira e teve como objectivo pressionar os líderes para que se deixem de disputas irrelevantes enquanto o país passa por graves problemas económicos e políticos.
A violência tem assolado o país, especialmente depois das eleições de 2007, causando a morte a cerca de 1.500 pessoas.
O presidente do Quénia, Mwai Kibaki e o seu rival Raila Odinga foram pressionados, por mediadores internacionais, a partilhar o poder após tal tragédia. Odinga terá acusado Kibaki de fraude na eleição presidencial, provocando protestos violentos.

A vida é uma constante luta
De alguma forma, a vida é sempre uma luta, não importa quem você é, quão poderoso você seja ou quanto dinheiro você tenha. Nada pode lhe proteger do fato de a vida ser um constante desafio. Mesmo que você passasse seus dias nadando nas águas cristalinas da sua própria ilha tropical, sendo assistido por uma equipe de fiéis serviçais, a vida ainda seria um desafio.Então, aceite o fato. Muito do sofrimento vem do fútil desejo de uma vida sem desafios ou esforços. Em nossas tentativas de evitar lutas, esforços e desafios, acabamos por jogar fora momentos preciosos que poderíamos aproveitar realizando nossas incríveis possibilidades.
Você não pode evitar o desafio. Ele é que faz a vida acontecer. Receba bem os desafios. Tenha prazer em passar por eles e em usar essa energia para seguir em frente. Todos os dias estão cheios de desafios. Cada um oferece uma oportunidade única de crescimento e realização.
Desfrute da sua própria eficiência em tirar o máximo dos desafios que você enfrenta. A felicidade, a confiança, a satisfação e a alegria vêm não da falta de desafios, mas da habilidade em receber bem os desafios.
Autor Anônimo
Mãe que Levei à Terra
como me trouxeste no ventre,
que farei destas tuas artérias?
Que medula, placenta,
que lágrimas unem aos teus
estes ossos? Em que difere
a minha da tua carne?
Mãe que levei à terra
como me acompanhaste à escola,
o que herdei de ti
além de móveis, pó, detritos
da tua e outras casas extintas?
Porque guardavas
o sopro de teus avós?
Mãe que levei à terra
como me trouxeste no ventre,
vejo os teus retratos,
seguro nos teus dezanove anos,
eu não existia, meu Pai já te amava.
Que fizeste do teu sangue,
como foi possível, onde estás?
Solidão

o silêncio abre os seus panos escuros
e as coisas escorrem
por óleo frio e espesso
Esta deveria ser a hora
em que me recolheria
como um poente
no bater do teu peito
mas a solidão
entra pelos meus vidros
e nas suas enlutadas mãos
solto o meu delírio
É então que surges
com teus passos de menina
os teus sonhos arrumados
como duas tranças nas tuas costas
guiando-me por corredores infinitos
e regressando aos espelhos
onde a vida te encarou
trazem a sua esponja silenciosa
e sem luz e sem tinta
o meu sonho resigna
Longe
os homens afundam-se
com o caju que fermenta
e a onda da madrugada
demora-se de encontro
às rochas do tempo
Mia Couto, in "Raiz de Orvalho e Outros Poemas"
















