domingo, 10 de maio de 2009

Quénia: mulheres processadas por greve de sexo


Após uma semana de abstinência, queniano pede indemnização por «ansiedade e noites sem dormir»


A greve de sexo levada a cabo por activistas no Quénia, como forma de pressão aos líderes políticos do país, levou a que um queniano entrasse com o processo contra o G10 (o grupo de activistas que convocou o protesto), segundo informação da «Globo».

Após uma semana sem sexo, o queniano James Kimondo entrou com um pedido de indemnização no tribunal de Nairobi, alegando angústia mental, stress, dor nas costas e falta de concentração.

«Desde que as mulheres apelaram ao boicote de sexo, a minha esposa tem negado os meus direitos conjugais. Isto tem-me causado ansiedade e noites sem dormir», disse o queniano.

O grupo de mulheres que deu origem a tal greve afirmou que foi um sucesso. A greve terminou na passada quarta-feira e teve como objectivo pressionar os líderes para que se deixem de disputas irrelevantes enquanto o país passa por graves problemas económicos e políticos.

A violência tem assolado o país, especialmente depois das eleições de 2007, causando a morte a cerca de 1.500 pessoas.

O presidente do Quénia, Mwai Kibaki e o seu rival Raila Odinga foram pressionados, por mediadores internacionais, a partilhar o poder após tal tragédia. Odinga terá acusado Kibaki de fraude na eleição presidencial, provocando protestos violentos.


Agradecimento ao Site: http://www.tvi24.iol.pt/

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