terça-feira, 27 de outubro de 2009

Era o último amor


Era o último amor. A casa fria,
os pés molhados no escuro chão.
Era o último amor e não sabia
esconder o rosto em tanta solidão.

Era o último amor. Quem advinha
o sabor pela escuridão?
Quem oferece frutos nessa neve?
Quem rasga com ternura o que foi verão?

Era o último amor, o mais perfeito
fulgor do que viveu sem as palavras.
Era o último amor, perfil desfeito
entre lumes e vozes passadas.

Era o último amor e não sabia
que os pés à terra nua oferecia.



Luís Filipe Castro Mendes



Agradecimentos ao Site: http://www.astormentas.com/


Um comentário:

  1. Un poema muy hermoso..

    Gracias por compartirlo..

    Un beso

    Un abrazo
    Saludos fraternos..

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