quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Você fala a verdade sobre sexo?


Sexóloga explica por que a mentira faz parte do repertório sexual de homens e mulheres



Quem tem coragem de ignorar os estereótipos e escolher as opções "nunca" ou "raramente" ao responder a pesquisas sobre freqüência das relações sexuais e orgasmos? Sem ouvir e revelar as insatisfações da vida real, essas enquetes acabam reforçando os mesmos estereótipos e estimulando respostas fantasiosas.
As pesquisas sobre sexualidade que tentam descobrir com que freqüência as pessoas fazem amor ou têm orgasmos costumam perguntar: "Você diria que está tendo tantas relações quanto deseja – mais ou menos?". Essas pesquisas levam à obtenção de resultados irreais, como se todo mundo estivesse vivendo numa espécie de "divinópolis sexual".

Quem vai se dispor a responder que dificilmente ou nunca tem relações sexuais ou orgasmos? Então, se você não faz, você finge que faz e mente loucamente. Mas, bem lá no fundo, continua se comparando, se cobrando e se perguntando: "Quantas vezes eu fiz, quantas eu deveria ter feito?" Aqui aparece o problema dos estereótipos, dos clichês: "Todo mundo está sempre disponível, a fim, com qualquer um e a qualquer hora".

Na vida real, a maioria das pessoas se queixa de quantas vezes está tendo relações sexuais por semana, por mês, por ano: "Todo dia, mas mesmo assim é pouco. Uma vez por semana, duas vezes por semana, três, quatro, mas mesmo assim é pouco".

A sociedade de consumo reforça essa loucura. Sempre é pouco. Você está em um lugar, com uma pessoa, mas pensando que deveria estar em outro, com outra, e, quando chega lá, nunca está bom e você fica só pensando "o próximo", "a próxima",, "o próximo"... Na verdade, todos nós temos um reservatório de cenas de sexo e de amor não vividas. Por outro lado, existem muitas divisões dentro de nós.



*Por Maria Helena Matarazzo



Recebido via e-mail do site: http://www.maisde50.com.br/

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