sexta-feira, 11 de junho de 2010

A Poesia de Nuno Júdice - Plano

Trabalho o poema sobre uma hipótese: o amor
que se despeja no copo da vida, até meio, como se
o pudéssemos beber de um trago.
No fundo,
como o vinho turvo, deixa um gosto amargo na
boca.
Pergunto onde está a transparência do
vidro,
a pureza do líquido inicial, a energia
de quem procura esvaziar a garrafa;
e a resposta
são estes cacos que nos cortam as mãos,
a mesa
da alma suja de restos,
palavras espalhadas
num cansaço de sentidos.
Volto, então, à primeira
hipótese.
O amor. Mas sem o gastar de uma vez,
esperando que o tempo encha o copo até cima,
para que o possa erguer à luz do teu corpo
e veja, através dele, o teu rosto inteiro.



Agradecimento ao site: http://www.astormentas.com/

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe aquí o seu comentário