Uma Nota MUITO ESPECIAL: na Páscoa, muitos Portugueses e suas Famílias, que trabalham e vivem um pouco por TODO o Mundo, estão de regresso ao "nosso" cantinho QUERIDO. Desejo, daqui do Brasil, enviar-vos um "abraço especial" e desejar-vos uma ótima estadia em FAMÍLIA.
Um blog que se pretende de harmonia, de pensamentos meus e de outra "gente bonita" e também de criticas (...quando as houver...). Mas essencialmente para falar do meu Portugal e de Setúbal, a minha cidade. Claro que será MUITO MAIS do que isso... mas "reservo" as surpresas no decorrer do tempo...!!!
POR UM PORTUGAL DIFERENTE
ABRIL VIRÁ...!!!
MUDAR...
Frases e Mensagens -
NÃO HÁ ACORDO...!!!...
... Português há só UM...!!!
TRADUÇÃO/TRANSLATE/TRADUCION
A Hora em Poá (BRASIL)
VELHO PROVÉRBIO PORTUGUÊS
Veja Frases para Orkut - Kifrases.com
LOVE, love, LoVe
OvEr ThE RaInBoW
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Na PÁSCOA... Culinária - Lombo Bacalhau c/ Puré de Azeite - Praça Alegria (Portugal)
Da minha própria mentesaem palavras soltas
Sentimentos desatados
memórias sentidas.
Onde me encontro
o relógio não pára.
Será tempo perdido?
Entrego ao ritual da escrita
A poesia errante
As minhas palavras constantes
gravadas nas folhas de um caderno.
Deixai-me ser eu
Deixai-me ser e escrever
Gravar, descobrir e encontrar
a verdadeira essência Humana.
Deixai-me soltar da mente as minhas palavras
Libertai-me como pétalas ao sabor do vento
Deixaí-las flutuar
Sem querer ter a noção do tempo
Pois desejo, que tornem minhas palavras
Reais, lidas, mas nunca esquecidas!!
domingo, 5 de abril de 2009
PORTUGAL: 25 de ABRIL SEMPRE...!!!


Senha 2 da Revolução de 25 de Abril
Grândola Vila Morena
Zeca Afonso
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade
Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena
À sombra d'uma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade
Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade.
(Vidé Vídeo)
Meninos de rua

Serão esses direitos e essa dignidade devidamente respeitados pela Família, pelo Estado e pela Sociedade?!...
Sabemos que o problema candente dos “meninos de rua”, da violência contra as crianças e a prostituição infantil não é um “exclusivo” do Brasil.
Um pouco por todo o Mundo, os dirigentes partidários e governamentais seguem políticas neoliberais o que, conseqüentemente, implica “cortes” nos investimentos sociais.
Sabemos, também, que não é só no Brasil que os apelos feitos, por Organizações voltadas para a proteção da criança e do adolescente e o próprio Estado, se fazem ouvir e que tentam através de vários meios, tirarem os meninos de rua de empregos precários bem como “desviá-los” dos caminhos da prostituição infantil mostrando-lhes, a seu modo, os caminhos conducentes a um futuro digno e melhor.
Na verdade, o problema persistirá enquanto as Famílias continuarem a debater-se com graves problemas econômicos e sociais, a começar até por um péssimo planejamento familiar que, quantas vezes, são “estimuladores” desse abandono das escolas em troca desses empregos “fáceis” ou mesmo da mendicidade nas ruas, no sentido de melhorarem o seu rendimento familiar disponível.
Assim, residirá mais na prevenção e no planejamento familiar muito do sucesso que se deseja para a resolução desses problemas e NUNCA através de medidas “avulsas” pretensamente moralistas e moralizadoras tomadas pelo Estado e por algumas dessas Organizações infanto-juvenis.
O próprio desinvestimento na Educação e na Cultura terá de ser repensado, pois sem escolas, sem programas minimamente mobilizadores e sem professores devidamente capacitados e motivados, não será jamais possível que os alunos deixem de trocar os bancos de escola por empresas “pouca ou nada escrupulosas” e pelas ruas “sedutoras”.
António Rui Silva
Estudante Universitário em Gestão de Recursos Humanos
11DEZ08
Publicado anteriormente no Spaceblog por ruilindomenino

"Sado doce e salgado"

Navegar (nem sempre...) é Preciso
"Navegar é preciso; viver não é preciso".
Quero para mim o espírito [d]esta frase,
transformada a forma para a casar como eu sou:
Viver não é necessário; o que é necessário é criar.
Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso.
Só quero torná-la grande,
ainda que para isso tenha de ser o meu corpo
e a (minha alma) a lenha desse fogo.
Só quero torná-la de toda a humanidade;
ainda que para isso tenha de a perder como minha.
Cada vez mais assim penso.
Cada vez mais ponho da essência anímica do meu sangue
o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir
para a evolução da humanidade.
É a forma que em mim tomou o misticismo da nossa Raça.
Fernando Pessoa
Meus agradecimentos ao Site: http://www.casadobruxo.com.br/
sábado, 4 de abril de 2009
SETÚBAL de meus Encantos...

Neste edificio podemos apreciar bonitos e bem conservados paineis de azulejos com motivos pitorescos. (Vidé Vídeo)
A Rapariga do País de Abril

descubro a terra aprendo o mar
rio acima rio abaixo vou remando
por esse Tejo aberto no teu corpo.
E sou metade camponês metade marinheiro
apascento meus sonhos iço as velas
sobre o teu corpo que de certo modo
é um país marítimo com árvores no meio.
Tu és meu vinho. Tu és meu pão.
Guitarra e fruta. Melodia.
A mesma melodia destas noites
enlouquecidas pela brisa no País de Abril.
E eu procurava-te nas pontes da tristeza
cantava adivinhando-te cantava
quando o País de Abril se vestia de ti
e eu perguntava atónito quem eras.
Por ti cheguei ao longe aqui tão perto
e vi um chão puro: algarves de ternura.
Quando vieste tudo ficou certo
e achei achando-te o País de Abril.
Manuel Alegre
30 Anos de Poesia
Publicações Dom Quixote
Meus agradecimentos ao Site: http://www.portugal-linha.pt/
Vídeo: Madredeus - As brumas do futuro
Tenho a certeza de que VOCÊ conhece UM... "Advogado honesto"... não...?!

Ao terminar a leitura um virou-se para o outro e disse:
- Desde quando estão enterrando duas pessoas juntas na mesma cova?
domingo, 22 de março de 2009
As Portas Que ABRIL Abriu

onde entre o mar e a guerra
vivia o mais feliz
dos povos à beira-terra
Onde entre vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
um povo se debruçava
como um vime de tristeza
sobre um rio onde mirava
a sua própria pobreza
Era uma vez um país
onde o pão era contado
onde quem tinha a raíz
tinha o fruto arrecadado
onde quem tinha o dinheiro
tinha o operário algemado
onde suava o ceifeiro
que dormia com o gado
onde tossia o mineiro
em Aljustrel ajustado
onde morria primeiro
quem nascia desgraçado
Era uma vez um país
de tal maneira explorado
pelos consórcios fabris
pelo mando acumulado
pelas ideias nazis
pelo dinhiero estragado
pelo dobrar da cerviz
pelo trabalho amarrado
que até hoje já se diz
que nos tempos dos passado
se chamava esse país
Portugal suicidado
Ali nas vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
vivia um povo tão pobre
que partia para a guerra
para encher quem estava podre
de comer a sua terra
Um povo que era levado
para Angola nos porões
um povo que era tratado
como a arma dos patrões
um povo que era obrigado
a matar por suas mãos
sem saber que um bom soldado
nunca fere os seus irmãos
Ora passou-se porém
que dentro de um povo escravo
alguém que lhe queria bem
um dia plantou um cravo
Era a semente da esperança
feita de força e vontade
era ainda uma criança
mas já era a liberdade
era a força da razão
do coração à cabeça
da cabeça ao coração
Quem o fez era soldado
homem novo capitão
mas tabém tinha a seu lado
muitos homens na prisão
Esses que tinham lutado
a defender um irmão
esses que tinham passado
o horror da solidão
esses que tinham jurado
sobre uma côdea de pão
ver o povo libertado
do terror da opressão
Não tinham armas é certo
mas tinham toda a razão
quando um homem morre perto
tem de haver distanciação
uma pistola guardada
nas dobras da sua opção
uma bala disparada
contra a sua própria mão
e uma força perseguida
que na escolha do mais forte
faz com a que a força da vida
seja maior do que a morte
Quem o fez era soldado
homem novo capitão
mas também tinha a seu lado
muitos homens na prisão
Posta a semente do cravo
começou a floração
do capitão ao soldado
do soldado ao capitão
Foi então que o povo armado
percebeu qual a razão
porque o povo despojado
lhe punha as armas na mão
Pois também ele humilhado
em sua própria grandeza
era soldado forçado
contra a pátria portuguesa
Era preso e exilado
e no seu próprio país
muitas vezes estrangulado
pelos generais senis
Capitão que não comanda
não pode ficar calado
é o povo que lhe manda
ser capitão revoltado
é o povo que lhe diz
que não ceda e não hesite
- pode nascer um país
do ventre duma chaimite
Porque a força bem empregue
contra a posição contrária
nunca oprime nem persegue
- é a força revolucionária!
Foi então que Abril abriu
as portas da claridade
e a nossa gente invadiu
a sua própria cidade
Disse a primeira palavra
na madrugada serena
um poeta que cantava
o povo é quem mais ordena
E então por vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
desceram homens sem medo
marujos soldados "páras"
que não queriam o degredo
de um povo que se separa.
E chegaram à cidade
onde os monstros se acoitavam
era a hora da verdade
para as hienas que mandavam
a hora da claridade
para os sóis que despontavam
e a hora da vontade
para os homens que lutavam
Em idas vindas esperas
encontros esquinas e praças
não se pouparam as feras
arrancaram-se as mordaças
e o povo saiu à rua
com sete pedras na mão
e uma pedra de lua
no lugar do coração
Dizia soldado amigo
meu camarada e irmão
este povo está contigo
nascemos do mesmo chão
trazemos a mesma chama
temos a mesma razão
dormimos na mesma cama
comendo do mesmo pão
Camarada e meu amigo
soldadinho ou capitão
este povo está contigo
a malta dá-te razão
Foi esta força sem tiros
de antes quebrar que torcer
esta ausência de suspiros
esta fúria de viver
este mar de vozes livres
sempre a crescer a crescer
que das espingardas fez livros
para aprendermos a ler
que dos canhões fez enxadas
para lavrarmos a terra
e das balas disparadas
apenas o fim da guerra
Foi esta força viril
de antes quebrar que torcer
que em vinte e cinco de Abril
fez Portugal renascer
E em Lisboa capital
dos novos mestres de Aviz
o povo de Portugal
deu o poder a quem quis
Mesmo que tenha passado
às vezes por mãos estranhas
o poder que ali foi dado
saiu das nossas entranhas.
Saiu das vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
onde um povo se curvava
como um vime de tristeza
sobre um rio onde mirava
a sua própria pobreza
E se esse poder um dia
o quiser roubar alguém
não fica na burguesia
volta à barriga da mãe.
Volta à barriga da terra
que em boa hora o pariu
agora ninguém mais cerra
as portas que Abril abriu.
Essas portas que em Caxias
se escancararam de vez
essas janelas vazias
que se encheram outra vez
e essas celas tão frias
tão cheias de sordidez
que espreitavam como espias
todo o povo português.
Agora que já floriu
a esperança na nossa terra
as portas que Abril abriu
nunca mais ninguém as cerra.
Contra tudo o que era velho
levantado como um punho
em Maio surgiu vermelho
o cravo de mês de Junho.
Quando o povo desfilou
nas ruas em procissão
de novo se processou
a própria revolução.
Mas era olhos as balas
abraços punhais e lanças
enamoradas as alas
dos soldados e crianças.
E o grito que foi ouvido
tantas vezes repetido
dizia que o povo unido
jamais seria vencido.
Contra tudo o que era velho
levantado como um punho
em Maio surgiu vermelho
o cravo do mês de Junho.
E então operários mineiros
pescadores e ganhões
marçanos e carpinteiros
empregados dos balcões
mulheres a dias pedreiros
reformados sem pensões
dactilógrafos carteiros
e outras muitas profissões
souberam que o seu dinheiro
era presa dos patrões.
A seu lado também estavam
jornalistas que escreviam
actores que desbobravam
cientistas que aprendiam
poetas que estrebuchavam
cantores que não se vendiam
mas enquanto estes lutavam
é certo que não sentiam
a fome com que apertavam
os cintos dos que os ouviam.
Porém cantar é ternura
escrever constrói liberdade
e não há coisa mais pura
do que dizer a verdade.
E uns e outros irmanados
na mesma luta de ideias
ambos sectores explorados
ficaram partes iguais.
Entanto não descansavam
entre pragas e perjúrios
agulhas que se espetavam
silêncios boatos murmúrios
risinhos que se calavam
palácios contra tugúrios
fortunas que levantavam
promessas de maus augúrios
os que em vida se enterravam
por serem falsos e espúrios
maiorais da minoria
que diziam silenciosa
e que em silêncio faziam
a coisa mais horrorosa:
minar como um sinapismo
e com ordenados régios
o alvor do socialismo
e o fim dos privilégios.
Foi então se bem vos lembro
que sucedeu a vindima
quando pisámos Setembro
a verdade veio acima.
E foi um mosto tão forte
que sabia tanto a Abril
que nem o medo da morte
nos fez voltar ao redil.
Ali ficámos de pé
juntos soldados e povo
para mostrarmos como é
que se faz um país novo.
Ali dissemos não passa!
E a reacção não passou.
Quem já viveu a desgraça
odeia a quem desgraçou.
Foi a força do Outono
mais forte que a Primavera
que trouxe os homens sem dono
de que o povo estava à espera.
Foi a força dos mineiros
pescadores e ganhões
operários e carpinteiros
empregados dos balcões
mulheres a dias pedreiros
reformados sem pensões
dactilógrafos carteiros
e outras muitas profissões
que deu o poder cimeiro
a quem não queria patrões.
Desde esse dia em que todos
nós repartimos o pão
é que acabaram os bodos
- cumpriu-se a revolução.
Porém em quintas vivendas
palácios e palacetes
os generais com prebendas
caciques e cacetetes
os que montavam cavalos
para caçarem veados
os que davam dois estalos
na cara dos empregados
os que tinham bons amigos
no consórcio dos sabrões
e coçavam os umbigos
como quem coça os galões
os generais subalternos
que aceitavam os patrões
os generais inimigos
os genarais garanhões
teciam teias de aranha
e eram mais camaleões
que a lombriga que se amanha
com os próprios cagalhões.
Com generais desta apanha
já não há revoluções.
Por isso o onze de Março
foi um baile de Tartufos
uma alternância de terços
entre ricaços e bufos.
E tivemos de pagar
com o sangue de um soldado
o preço de já não estar
Portugal suicidado.
Fugiram como cobardes
e para terras de Espanha
os que faziam alardes
dos combates em campanha.
E aqui ficaram de pé
capitães de pedra e cal
os homens que na Guiné
apenderam Portugal.
Os tais homens que sentiram
que um animal racional
opões àqueles que o firam
consciência nacional.
Os tais homens que souberam
fazer a revolução
porque na guerra entenderam
o que era a libertação.
Os que viram claramente
e com os cinco sentidos
morrer tanta tanta gente
que todos ficaram vivos.
Os tais homens feitos de aço
temperado com a tristeza
que envolveram num abraço
toda a história portuguesa.
Essa história tão bonita
e depois tão maltratada
por quem herdou a desdita
da história colonizada.
Dai ao povo o que é do povo
pois o mar não tem patrões.
- Não havia estado novo
nos poemas de Camões!
Havia sim a lonjura
e uma vela desfraldada
para levar a ternura
à distância imaginada.
Foi este lado da história
que os capitães descobriram
que ficará na memória
das naus que de Abril partiram
das naves que transportaram
o nosso abraço profundo
aos povos que agora deram
novos países ao mundo.
ficaram de pedra e cal
capitães que na Guiné
descobriram Portugal.
Em em sua pátria fizeram
o que deviam fazer:
ao seu povo devolveram
o que o povo tinha a haver:
Bancos seguros petróleos
que ficarão a render
ao invés dos monopólios
para o trabalhos crescer.
Guindastes portos navios
e outras coisas para erguer
antenas centrais e fios
de um país que vai nascer.
Mesmo que seja com frio
é preciso é aquecer
pensar que somos um rio
que vai dar onde quiser
pensar que somos um mar
que nunca mais tem fronteiras
e havemos de navegar
de muitíssimas maneiras.
No Minho com pés de linho
no Alentejo com pão
no Ribatejo com vinho
na Beira com requeijão
e trocando agora as voltas
ao vira da produção
no Alentejo bolotas
no Algarve maçapão
vindimas no Alto Douro
tomates em Azeitão
azeite da cor do ouro
que é verde ao pé do Fundão
e fica amarelo puro
nos campos do Baleizão.
Quando a terra for do povo
o povo deita-lhe a mão!
É isto a reforma agrária
em sua própria expressão:
a maneira mais primária
de que nós temos um quinhão
da semente proletária
da nossa revolução.
Quem a fez era soldado
homem novo capitão
mas também tinha a seu lado
muitos homens na prisão.
De tudo o que Abril abriu
ainda pouco se disse
um menino que sorriu
uma porta que se abrisse
um fruto que se expandiu
um pão que se repartisse
um capitão que seguiu
o que história lhe predisse
e entre vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
um povo que levantava
sobre um rio de pobreza
a bandeira em que ondulava
a sua prórpia grandeza!
De tudo o que Abril abriu
ainda pouco se disse
e só nos faltava agora
que este Abril não se cumprisse.
Só nos faltava que os cães
viesses ferrar o dente
na carne dos capitães
que se arriscaram na frente.
povo soberano e total
e ao mesmo tempo é a voz
e o braço de Portugal.
Ouvi banqueiros fascistas
agiotas do lazer
latifundiários machistas
balofos verbos de encher
e outras coisa em istas
que não cabe dizer aqui
que aos capitães progressistas
o povo deu o poder!
E se esse poder um dia
o quiser reoubar alguém
não fica na burguesia
volta à barriga da mãe!
Volta à barriga da terra
que em boa hora o pariu
agora ninguém mais cerra
as portas que Abril abriu!
Lisboa, Julho-Agosto de 1975
José Carlos Ari dos Santos - "Obra poética"
Edições Avante
Onde estás Maddie...?!... Será que AINDA me podes responder...?!
Tony Bennett é um advogado britânico, na casa dos 60 anos, já reformado. Desde que Madeleine McCann desapareceu a 3 de Maio de 2007, no Algarve, que encetou uma luta para que Kate e Gerry fossem acusados de negligência, por deixarem os filhos sozinhos e irem jantar com os amigos.
Recentemente, escreveu um pequeno livro, onde evoca 60 razões que o levam a não acreditar na versão, dos pais, de que Maddie foi raptada. Esta semana, entregou a brochura a todos os deputados do parlamento britânico. A sua esperança é que seja aberto um «inquérito» ao desaparecimento, em «nome da verdade», apesar do processo ter sido arquivado em Portugal.
Em declarações ao tvi24.pt, Tony Bennett assume que logo «nos primeiros instantes» percebeu que havia alguma coisa estranha no caso. Sobretudo pelas diferentes versões iniciais de quanto em quanto tempo os pais verificavam as crianças: «de 15 em 15 minutos, meia em meia hora e de hora a hora».
Mas o choque ia além disto: «Não conseguia perceber como aqueles pais tinham deixado os três filhos pequenos sozinhos para irem jantar com os amigos», desabafa. «E como é possível que após perderem uma filha deixassem os gémeos com outras pessoas para encetarem uma campanha pelo mundo e aparecerem na televisão? Não seria mais normal ficarem perto dos outros filhos?», questiona.
Em pouco tempo, colocou como «hipótese mais provável: a morte da criança e a ocultação do cadáver pelos pais e/ou amigos». «Dias depois», recorda ao tvi24.pt, «os McCann foram constituídos arguidos».
Queixa por negligência
O advogado britânico ainda apresentou queixa na justiça inglesa contra os McCann por negligência, mas não foi aceite. Apesar do caso ter sido arquivado pelas autoridades portuguesas, Bennett acredita que «novas provas» vão surgir e «reabrir o caso», mas só daqui «a muito tempo», conclui.
Se um caso idêntico tivesse acontecido no Reino Unido «teria havido uma investigação robusta e minuciosa como a que foi levada a cabo em Portugal até ser afastado do caso Gonçalo Amaral», afirma. Vai mais longe e defende que o afastamento do responsável foi «uma decisão política» e que, depois disso, o caso «perdeu força».
Perante as «muitas evidências» que encontrou na sua investigação de que Maddie «não tinha sido raptada» e com a ausência dessa informação nos jornais ingleses - «que têm medo de criticar os McCann» -, resolveu elaborar o pequeno livro: «What Really Happened to Madeleine McCann? 60 Reasons which suggest that she was not abducted» - (O que realmente aconteceu a Madeleine McCann? 60 razões que indicam que ela não foi raptada). «Só assim os britânicos poderão perceber o quão frágil é a teoria de rapto», explica.
E o que espera conseguir com a entrega deste livro aos deputados? «Uma menina desapareceu sem deixar rasto e poderá estar morta. Ninguém foi acusado, em tribunal, por estes factos», conta. «No Reino Unido já teria sido constituída uma comissão especial sobre o desaparecimento», diz.
Na carta aos parlamentares, Bennett apela a que estes intervenham junto do Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico «para que seja procurada uma colaboração junto das autoridades portuguesas e desenvolvido um inquérito» para descobrir «como, quando e porque Maddie desapareceu». «É preciso retirar lições disto. Se não houver inquérito em Portugal, espero que haja no Reino Unido», aponta.
sábado, 21 de março de 2009
Onde é que EXISTE um RIO AZUL igual ao meu...?!... Onde...?!
O Moinho de Marés da Mourisca está localizado no Estuário do Rio Sado, numa zona de sapal e salinas, rodeados de terrenos que outrora se utilizavam para a cultura do arroz. Existe uma lápide no seu interior, que assinala a data de 1601. Foi reconstruído por várias vezes no século passado. Este moinho é sem dúvida uma peça de arqueologia industrial e apresenta-se como o testemunho dos conhecimentos de engenharia medieval .
(Vidé Vídeo)
Agora digam lá:
onde, sim onde é que existe um RIO AZUL igual ao MEU... ?!...
quinta-feira, 19 de março de 2009
Os “buracos” de um... Spaceblog... !!!

Durante quase ano e meio assumi um Blog chamado “ruilindomenino” e com o sub-título de “A Vida é um Jardim...?!”
Neste espaço de tempo já contava com cerca de quase quatro mil (entre artigos e vídeos) postagens e quase 180.000 visitantes. Normalmente, ocupava sempre lugar de destaque ora nos ++ visitados ora nos blogs que eram ++ ativos e ocupava o 4º lugar em termos de publicações Totais.
Não era um blogger nada “passivo” e, cada vez que a Blogorama (nome do “Provedor”), tinha “lapsos” nos seus serviços ou tratava de “forma diferenciada” um ou outro blogger em detrimento dos outros, eu me insurgia claramente, o que me valeu “diversos puxões de orelhas” e algum tempo em que “ME CASTIGAVAM” e nem sequer anunciavam aquilo que eu publicava.
Desta vez, posso AFIRMAR que “nem sei o que fiz” para os senhores da Blogorama terem procedido ao DELETE do meu blog sem sequer terem feito uma comunicação para mim nesse sentido. Isso “aconteceu” a 02MAR09 e, até agora, posso ir esperando “sentado” pelas explicações dos senhores.
Aliás, a Blogorama, primou sempre pela TOTAL FALTA DE DIÁLOGO em qualquer situação. Fosse ela “simplesmente” técnica ou de outra ordem. Que “eles” têm um “espaço para contato”, lá “isso” têm... NÃO TÊM É O CONTATO... !!! No Spaceblog, lembro-me de vários problemas ao longo deste ano e meio e NUNCA por NUNCA vi um esclarecimento, uma simples comunicação...!!! Resultado: os usuários, ficavam “doidos” com as situações, assacavam culpas a quem não as tinha e a Blogorama “assobiava pró lado” como se não “tivesse sido um assunto seu”...!!!
Outro “assunto” por esclarecer ainda é o seu (deles...) critério (... se é que sabem o que isso é...!) na análise de artigos e fotos eróticos e descaradamente, pornôs “...!!! Normalmente, puniam os “eróticos” e “davam cobertura” aos pornôs, o que me leva a crer que aquela “visão abstrata” que possuem na análise dos blogs é realmente resultante de... “falta de saber”... !!! Sou Português e durante uma parte da minha vida enfrentei uma Censura feroz (...mas muito “iletrada”...) e que era uma das “armas” em que o Governo/Estado Fascista se “apoiava” para “conter”... “os comunas”... !!! Acho que a Blogorama é só, ainda, “uma aprendiz” na difícil tarefa de “censurar”... mas, com o tempo, pode ser que “lá chegue” porque de “iletrada”...ihhhhhhhh....
Outro aspecto “inédito” é o de terem uma tal BIA que deveria ter um papel ATIVO de esclarecimento de um “montão” de pessoas que apelam para os seus “pretensos conhecimentos” e que, para além de não esclarecer MERDA nenhuma, é também uma “concorrente potencial” aos Blogs mais visitados... RSRSRS... só VISTO mesmo que CONTADO não tem graça... !!!
E “foi” assim que um Blog “desapareceu” de um momento para o outro. Qual passado, qual presente... NADA...!!! Fez-se o DELETE e... ZÁS... está o “assunto resolvido”... !!!
A mim, sinceramente, só me falta saber mesmo é que ASSUNTO tão GRAVE é que eu abordei no meu blog que levou a uma “MEDIDA” tão “radical” dos “senhores da Blogorama”... ou teria sido um E-Q-U-Í-V-O-C-O... ?!
Um “beijinho” do ex-ruilindomenino do Spaceblog e que é agora 1lindomenino no Blogspot.
Tchau.
Ahhh... tenho quase a certeza de que não sabem o que quer dizer a palavra EQUÍVOCO escrita acima e, por isso, deixo aqui a “tradução”:
equívoco
subst m equívoco [i'kivuku] mal-entendido
adj equívoco, equívoca [i'kivukɐ] ambíguo
uma palavra equívoca
Kernerman Portuguese Learners Dictionary © 2008 K Dictionaries Ltd All rights reserved.
Uma última nota: os Blogs e afins só deviam ocupar espaço na Internet se tivessem um Provedor que “soubesse da coisa”... estão a perceber “senhores” da Blogorama ou querem que lhes faça um “desenho”... ?!
‘TEM PAI QUE É CEGO”... !!!

domingo, 8 de março de 2009
As SAUDADES "matam"...!!!
Coimbra é "uma canção de PAZ e TRADIÇÃO..."
Here you can see students crying in "Serenata da Queima das Fitas" while listening to "Fado of Coimbra"(typical song from Coimbra sang by students of this Portuguese University). The lyrics of this...
Here you can see students crying in "Serenata da Queima das Fitas" while listening to "Fado of Coimbra"(typical song from Coimbra sang by students of this Portuguese University). The lyrics of this song remind them of the upcoming end of their graduations and time to leave this city, their colleagues and friends.
Balada da Despedida do V Ano Jurídico
Original de Rui Lucas, António Vicente e João Paulo Sousa, Interpretado ao vivo na Serenata Monumental da Queima das Fitas de 2005 por Lacrima, com participação de elementos do Grupo de Fados Despertar
(Vidé Vídeo)
DIM sem TPM... felicitações prás NOSSAS Mulheres...!!!

sábado, 7 de março de 2009
Amigas de Balada - uma PIADA de "mau gosto"...

Quando voltavam para casa, resolveram urinar num cemitério, próximo a uma tumba.
A primeira se abaixou, urinou, tirou a calcinha, se secou e jogou-a fora. A outra urinou e quando acabou pensou: "eu não vou jogar a minha calcinha nova fora".
Agiu rápido e puxou a fita de uma coroa que estava sobre o túmulo e se secou.
Na manhã seguinte, o marido de uma ligou para o marido da outra e disse:
— A coisa está feia. A minha mulher chegou ontem com a cara cheia de cachaça e sem calcinha.
Aí o outro respondeu:
— Pior foi a minha, que chegou com uma fita presa na calcinha com os dizeres: "Jamais te esqueceremos: Fabrício, Tiago e Bruno".
domingo, 1 de março de 2009
Bocage (Elmano Sadino) de SETÚBAL para o MUNDO...

Magro, de olhos azuis, carão moreno,
Bem servido de pés, meão na altura,
Triste de facha, o mesmo de figura,
Nariz alto no meio, e não pequeno;
Incapaz de assistir num só terreno,
Mais propenso ao furor do que à ternura,
Bebendo em níveas mãos por taça escura
De zelos infernais letal veneno;
Devoto incensador de mil deidades
(Digo, de moças mil) num só momento,
E somente no altar amando os frades;
Eis Bocage, em quem luz algum talento;
Saíram dele mesmo estas verdades
Num dia em que se achou mais pachorrento.
Biografia
Poeta lírico neoclássico português, que tinha pretensão a vir a ser um segundo Camões, mas que dissipou suas energias numa vida agitada. Nasceu em Setúbal, em 15/09/1765 e morreu em Lisboa (21/12/1805), aos 40 anos de idade, vítima de um aneurisma. Nos últimos anos o poeta vivia com uma irmã e uma sobrinha, sustentando-as com traduções de livros didáticos. Para viver seus últimos dias, inclusive, teve de valer-se de um amigo (José Pedro da Silva) que vendia, nas ruas de Lisboa, suas derradeiras composições: Improvisos de Bocage na Sua Mui Perigosa Enfermidade e Coleção dos Novos Improvisos de Bocage na Sua Moléstia.
Filho de um advogado, fugiu de casa aos 14 anos para juntar-se ao exército. Foi transferido para a Armada dois anos depois. Como integrante da Academia da Armada Real, em Lisboa, dedicou seu tempo a casos amorosos, poesia e boêmia.
Em 1786 foi enviado, tal qual seu herói Camões, para a Índia (Goa e Damão) e, também como Camões, desiludiu-se com o Oriente. Depois, por vontade própria e à revelia de seus superiores, dirigiu-se a Macau, voltando a Portugal em 1790. Ingressou então na Nova Arcádia — uma academia literária com vagas vocações igualitárias e libertárias —, usando o pseudônimo de Elmano Sadino. Contudo, de temperamento forte e violento, desentendeu-se com seus pares, e suas sátiras a respeito deles levou à sua expulsão do grupo. Seguiu-se uma longa guerra de versos que envolveu a maior parte dos poetas lisboetas.
Em 1797, acusado de heresia, dissolução dos costumes e idéias republicanas, foi implacavelmente perseguido, julgado e condenado, sendo sucessivamente encarcerado em várias prisões portuguesas. Ali realizou traduções de Virgílio, Ovídio, Tasso, Rousseau, Racine e Voltaire, que o ajudaram a sobreviver seus anos seguintes, como homem livre. Ao recuperar a liberdade, graças à influência de amigos, e com a promessa de criar juízo, o poeta, envelhecido, parece ter abandonado a boêmia e zelado até seus últimos momentos por impor aos seus contemporâneos uma imagem nova: a de homem arrependido, digno e chefe de família exemplar. Sua passagem pelo Convento dos Oratorianos (onde é doutrinado, logo após sua saída da cadeia) parece ter contribuído para tal.
Portugal, na época de Bocage, era um império em ruínas, imerso no atraso, na decadência econômica e na libertinagem cortesã, feita às custas da miséria de servos e operários, perpetuando o pantanal cinzento do absolutismo e das atitudes inquisitoriais, da Real Mesa Censória e dos calabouços destinados aos maçons e descontentes.
Ninguém encarnou melhor o espírito da classe dirigente lusitana do fim do século XVIII do que Pina Manique. Ex-policial e ex-juiz, conquistou a confiança dos poderosos, tornando-se o grande senhor do reinado de D. Maria I (só oficialmente reconhecida como louca em 1795), reprimindo com grande ferocidade tudo o que pudesse lembrar as "abomináveis idéias francesas". Graças a ele, inúmeros sábios, cientistas e artistas conheceram o caminho do exílio.
Bocage usou vários tipos de versos, mas fez o melhor no soneto. Não obstante a estrutura neoclássica de sua obra poética, seu intenso tom pessoal, a freqüente violência na expressão e a auto-dramatizada obsessão face ao destino e à morte, anteciparam o Romantismo.
Suas poesias, Rimas, foram publicadas em três volumes (1791, 1799 e 1804). O último deles foi dedicado à Marquesa de Alorna, que passou a protegê-lo.
Os poemas não censurados do autor são geralmente convencionais e bajulatórios, copiando a lição dos mestres neoclássicos e abusando da mitologia, uma espécie de poesia acadêmica feita por e para iniciados. Outra parcela de sua obra é considerada pré-romântica, trazendo para poesia o mundo pessoal e subjetivo da paixão amorosa, do sofrimento e da morte.
Já sua poesia censurada surgiu da necessidade de agradar ao público que pagava: com admirável precisão, o poeta punha o dedo acusador nas chagas sociais de um país de aristocracia decadente, aliada a um clero corrupto, comprometidos ambos com uma política interna e externa anacrônica para aquele momento. Também está presente ali a exaltação do amor físico que, inspirado no modelo natural, varre longe todo o platonismo fictício de uma sociedade que via pecado e imoralidade em tudo o que não fosse convenientemente escondido.
Meu estro vai parar desfeito em vento . . .
Eu aos Céus ultrajei! O meu tormento
Leve me torne sempre a terra dura.
Conheço agora já quão vã figura
Em prosa e verso fez meu louco intento.
Musa! . . . Tivera algum merecimento,
Se um raio de razão seguisse, pura!
Eu me arrependo; a língua quase fria
Brade em alto pregão à mocidade,
Que atrás do som fantástico corria:
"Outro aretino fui . . . A santidade
Manchei . . . Oh!, se me creste, gente ímpia,
Rasga meus versos, crê na Eternidade!"
O "meu" BOCAGE
"Bocage convidou um sobrinho para pescar. Já dentro do barco, preparando as tralhas perguntou ao rapaz: -Você sabe porque o anzol é curvado? - Pra fisgar o peixe uai! Respondeu o rapaz. Bocage com ar de cafajeste disse:- Errou bobão. É para pescar peixe veado na curva do rio !!! ".
Agradecimento aos Sites:
http://www.secrel.com.br/JPOESIA/@boca12.html (biografia e poemas)



















