POR UM PORTUGAL DIFERENTE

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Estrela - DestaquesNinguém pode ser escravo de sua identidade; quando surge uma possibilidade de mudança é preciso mudar. (Elliot Gould)

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NÃO HÁ ACORDO...!!!...

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"Nunca faça graça de graça. Você é humorista, não político."

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"Nada descreve melhor o caráter dos homens do que aquilo que eles acham ridículo."

VELHO PROVÉRBIO PORTUGUÊS

"Dois olhos vêem mais do que um só."
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Menininhas e inhos venham a mim...

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PORTUGAL é "isto"... e MUITO MAIS...!!!

António GEDEÃO


Eu, quando choro, não choro eu. Chora aquilo que nos homens em todo o tempo sofreu. As lágrimas são as minhas mas o choro não é meu.A.GEDEÃO

SEJA ASSIM... COMO EU!

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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Blood Sweat and Tears - You've made me very happy

Nota de 1lindomenino: são desta "época"? Já foram? Ou será que NUNCA deixarão de ser?

HAVE A NICE WEEK-END.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Esta noite a Liberdade

Nota de 1lindomenino: 25 de Abril de 1974. Dia da Liberdade. Dia para não esquecermos e continuarmos a luta que SEMPRE foi característica do NOSSO POVO.

Força, Portugueses... ergam o NOVO PORTUGAL...!!!

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Amor Eterno (PIADA...!!! Tem "disso"...?!...)



Um rapaz entra em um bar numa cidadezinha do interior e vê apenas um senhor já de idade no balcão e uma senhora bem velhinha na cozinha. Então ele pede ao senhor:
— Por favor... Será que o senhor poderia me servir um café?
— Com toda certeza, meu jovem — diz ele, enquanto se vira em direção à sua senhora e diz:
— Amor da minha vida! Traz um café aqui para o rapaz!
— Sem querer abusar o senhor pode me trazer umas rosquinhas também? — indaga o jovem.
— Prontamente! — responde o senhor, que novamente se vira em direção à sua mulher e pede:
— Razão da minha existência! Traz umas rosquinhas para o jovem! Impressionado com o atendimento do senhor o rapaz se sente à vontade e pede também um pedaço de bolo.
— Sem problema! — replica o senhor e novamente fala com a esposa: — Meu docinho de coco! Traz um pedaço de bolo para o jovem! Já sem o que dizer o rapaz não se agüenta de curiosidade e pergunta:
— O senhor é casado com esta senhora?
—Sou sim, meu rapaz... Há 50 anos!
— Caramba! 50 anos! E o senhor continua com todo esse amor e carinho por ela! "Meu amor", "razão da minha existência", "meu docinho de coco"! Que romantismo!
— Romantismo nada, rapaz! É que faz uns cinco anos que eu não lembro o nome dela.



Agradecimento ao site http://www.piadasdodia.com.br/

quarta-feira, 26 de maio de 2010


Com o nível de intensidade com que a conhecemos hoje, a globalização é um fenómeno relativamente recente. Todavia, teremos de recuar até ao século XV para encontrarmos a origem deste processo. A campanha dos descobrimentos portugueses deu início a uma nova era e impulsionou a globalização.
O termo globalização não tem uma definição consensual, e é, não raras vezes, erradamente aplicado. Por ser usado quase em excesso para qualificar fenómenos novos, começa a estar saturado. Como a distância entre tudo e nada é muito curta, por ser usado para definir quase tudo, o termo globalização está a destituir-se de sentido.







O alcance do estádio actual do processo de globalização/interdependência deve-se muito aos avanços da ciência e às aplicações tecnológicas que suportam vários domínios, entre eles as comunicações e os transportes. Uma vez que os custos associados a essas aplicações baixaram, a sua utilização tornou-se frequente por parte de um cada vez maior número de pessoas. Este fenómeno de massificação do uso das novas tecnologias arrasta consigo um efeito de expansão e intensificação da interdependência.
Assim, os avanços da ciência, ao minimizarem as dificuldades associadas às distâncias, permitiram que a intensidade da globalização aumentasse, alterando as concepções adquiridas de tempo e de espaço. Todavia, estes avanços não tiveram uma progressão perfeita. Houve fases em que os impulsos foram mais acentuados.
Onde se situa então a origem do tópico que a Thema Questionis contempla nesta edição?
De acordo com Malcolm Waters “o percurso linear da globalização, tal como estamos a vivê-la agora, começou nos séculos XV e XVI, nos «primórdios da era moderna». Foi por esta altura que a humanidade compreendeu que habitava num globo. Waters acrescenta que “[...] até então, os habitantes da Eurásia, de África e da Austrália ignoravam totalmente a existência uns dos outros” [3] .



Foram os descobrimentos portugueses que puseram em contacto estes povos. Como impulso ao processo de globalização os descobrimentos só deverão ser igualados em relevância aos desenvolvimentos mais recentes da ciência e da tecnologia, materializados não só em meios de transporte mais rápidos, mas sobretudo nos novos instrumentos de informação e comunicação, desde a transmissão por satélite à Internet.
Também naquela altura foram os desenvolvimentos da ciência, e a aplicação de novas tecnologias, que criaram a base de apoio à campanha portuguesa. Portugal tinha um projecto de expansão marítima cujo objectivo era criar uma alternativa ao monopólio comercial que Veneza detinha na época. Portugal precisava por isso de descobrir e controlar vias de comércio alternativas.
Desta forma o país dotou-se dos meios à altura deste tão grande propósito.
Para levar a bom porto os seus objectivos o Infante D. Henrique criou a célebre Escola de Sagres, que viria a dirigir. A Escola de Sagres tornou-se o mais avançado centro de estudos e pesquisas sobre navegação da época, reunindo especialistas nas áreas da matemática, astronomia, navegação, geografia, cartografia e construção de instrumentos marítimos. Foi da Escola de Sagres que saíram os pilotos de navegação que deram cumprimento à campanha dos descobrimentos.
Dotados quer de conhecimentos e de instrumentos de navegação inovadores para a época, quer de embarcações também elas inovadoras, os navegadores portugueses abriram a porta para o conhecimento da existência de outros continentes e para a comunicação entre as várias regiões do mundo.
No século XV saíram da exiguidade do seu território na Península Ibérica e foram avançando para Sul, pela costa africana, de forma progressiva. Os navegadores bem sucedidos regressavam a Portugal para preparar novas missões exploratórias. No âmbito desta campanha foram chegando continuamente a sítios desconhecidos.

Alguns feitos alcançados por navegadores portugueses:
- Em 1434 Gil Eanes passa o Cabo Bojador.
- Em 1455-56 Cadamosto chega às Ilhas de Cabo Verde.
- Em 1471-72 João de Santarém e Pedro Escobar descobrem São Tomé e Príncipe.
- Em 1487 Bartolomeu Dias consegue ultrapassar com sucesso o Cabo da Boa Esperança, depois de anteriores tentativas falhadas que tiraram a vida a muitos navegadores.
- Em 1492-98 João Fernandes Lavrador e Pedro de Barcelos chegam à Gronelândia e à Terra Nova.
- Em 1498 Vasco da Gama chega a Calecute, na Índia. Saiu de Portugal em 1497 e regressou apenas em 1499.
- Em 1500 Pedro Álvares Cabral chega ao Brasil.
- Fomos os primeiros europeus a comerciar com a China e com o Japão.
- Alguns elementos históricos referem que teremos sido os primeiros a ter contacto com a Austrália [4] .
Estas descobertas foram possíveis sobretudo devido ao desenvolvimento de embarcações inovadoras – as Naus e as Caravelas, impulsionados à vela e dotadas de instrumentos de navegação pioneiros – e devido à habilidade dos pilotos formados na Escola de Sagres. Mais tarde, a rota de comércio controlada por Portugal passou a ser patrulhada por outro tipo de embarcação que também demonstrava o desenvolvimento naval de Portugal: os galeões.
Cerca de meio século após Vasco da Gama ter completado a primeira viagem por mar entre a Europa e a Ásia, Portugal detinha já uma vasta rede de fortalezas ao longo da rota. Modelski refere que, se compararmos um mapa de 1550 relativo à distribuição global das fortalezas portuguesas, essa distribuição não se assemelhará muito diferente à de um mapa contemporâneo da rede de bases militares dos Estados Unidos no estrangeiro [5] .
Logo em 1515 já havia uma considerável infra-estrutura estabelecida no ultramar. Essa infra-estrutura constituía um sistema político global rudimentar, envolvendo fortalezas, alianças, um método de regulação e mais tarde um sistema de patrulhamento marítimo que protegia as embarcações em trânsito na rota de comércio.
Mais tarde, por volta de 1540, com a presença no Oriente já consolidada, criámos o Estado Português da Índia, que era uma entidade político-administrativa demarcada de Portugal, na dependência de um vice-rei que tinha quase a totalidade dos poderes. Surgem as primeiras fortalezas e a presença meramente diplomática e comercial tomou gradualmente um cunho militar. Desta forma a presença portuguesa no ultramar passou de intermitente a contínua.
Por essa altura, quando já tínhamos também posições consolidadas ao longo da costa de África, dá-se início à colonização do Brasil e põe-se em funcionamento um sistema de comunicação entre vários espaços.
Durante quase um século, Portugal esteve numa posição de liderança internacional em decorrência da qual moldou a evolução da política mundial no sentido da globalização. Modelski usa o termo liderança global não querendo com isso referir-se a liderança como império mundial ou hegemonia, por serem normalmente associados a dominação política ou a preponderância económica. No caso português não era desse tipo de liderança que se tratava:
“By leadership I mean being first in (that is, innovating), and contributing substantially to, resolving critical global problems, and to building global political structures in response to such problems. In the XV century, that would mean leading in discovery and exploration, that which goes in Portuguese history by the name of «descobrimentos» was the first inkling of the possibility of a global system in a network mode, a system for facilitating and regulating oceanic and inter-continental exchanges without world empire” [6] .
Ao promover as descobertas Portugal deu um estímulo à globalização, na medida em que criou o primeiro sistema de comunicações e de comércio intercontinental, por via marítima, um sistema de alianças e o embrião de um sistema de integração económica entre o território europeu e as dependências em África, no Oriente e no Brasil.
Até hoje Portugal conserva algum património daqueles tempos de domínio. Um exemplo disso é o número de falantes de português no mundo. O português, segundo dados divulgados pela UNESCO em 1999, é a 6ª língua materna mais falada do mundo, com cerca de 170 milhões de falantes. Ocupa a posição de 3ª língua europeia mais falada, com a particularidade de deter um maior número de falantes fora do país de origem [7] . Para um país com apenas 10 milhões de habitantes este é um factor de grande importância ao nível da política externa. A proximidade do contacto pela língua, e por um passado em comum, é um potencial valioso no relacionamento entre os oito países [8] que a partilham.
Estar na vanguarda dos desenvolvimentos da ciência é um dos principais factores, que, associado a condições de estabilidade, organização, e circunstâncias favoráveis no contexto externo, determina a liderança (leadership) de uma organização política. Isto foi válido no início da globalização como continua a ser válido hoje. Portugal perdeu a liderança essencialmente por ter sido ultrapassado por outros países nas técnicas de navegação.
No século XV, navegando nas Caravelas, ou actualmente navegando na Internet, são os progressos da ciência que têm permitido descobrir novos Oceanos. Aquele tempo foi fascinante. E o tempo presente não o é menos. Com o número de cientistas que hoje desenvolvem a sua actividade, apoiada em consistentes projectos de I&D, é natural que, com maior frequência, novos Oceanos venham a ser descobertos e que novos impulsos sejam sucessiva e ininterruptamente suscitados à globalização.


João Sobral
Licenciado em Relações Internacionais


[1] Sebastião J. Formosinho, Globalização e Sociedade de Informação, Sociedade Científica da Universidade Católica Portuguesa, Lisboa, 2001, p. 36.
[2] Joseph Nye, Compreender os Conflitos Internacionais, Gradiva, Lisboa, 2002.
[3] Malcolm Waters, Globalização, Celta Editora, Oeiras, 1999.
[4] A atribuição deste feito aos portugueses não é ainda consensual entre os historiadores, mas recentemente têm surgido indícios que parecem comprová-lo.
[5] George Modelski, Portuguese Seapower and the Evolution of Global Politics, Academia da Marinha, Lisboa, 1996.
[6] Idem, ob. cit.
[7] Jorge Couto, Língua Portuguesa: perspectivas para o século XXI (2), Instituto Camões.
[8] Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné-Bissau e Timor-Leste. Estes países estão situados em regiões tão distantes como a Ásia, a Europa, a África e a América Latina.

* Este artigo foi originalmente publicado na revista polaca THEMA QUESTIONIS Número 2, Verão de 2004

Agradecimento ao site:


Nota de 1lindomenino: para quem só sabe denegrir a imagem de Portugal no Mundo e, nomeadamente, nos Descobrimentos, é bom que leiam, leiam e procurem se esclarecer "devidamente".
Como dizia o Poeta: POR MORRER UMA ANDORINHA NÃO ACABA A PRIMAVERA. E, Portugal, com 10 milhões de habitantes deu verdadeiras LIÇÕES na Arte de Navegar e de "descobrir NOVOS MUNDOS" ao Mundo. Curiosamente, há quem lhes chame de "achamentos"...!!!

terça-feira, 4 de maio de 2010

«Bento XVI sabe que é totalmente impossível ter havido uma aparição»

Fátima: onde ESTÁ a "verdade"...???!!!...

Padre Mário de Oliveira diz que Fátima é «o expoente máximo da alienação e da idolatria»
Autor da obra «Fátima Nunca Mais», Mário de Oliveira, padre sem paróquia, mantém o tom controverso em relação às aparições da Cova da Iria e afirma que a própria devoção de Fátima «é um engano, é uma ilusão».
«As populações não têm culpa de terem sido mal preparadas, mal informadas, de não terem sido esclarecidas ao nível da fé», disse à Lusa o padre, defendendo que Fátima é «o expoente máximo da alienação e da idolatria».
«Não tem nada que ver com Jesus, com as suas práticas, que são práticas políticas, libertadoras, que promovem as pessoas a sujeito» para que intervenham e transformem a sociedade, realçou.
Por isso, o «Padre Mário da Lixa», como é conhecido, insurge-se contra a vinda de Bento XVI a Fátima, em Maio. «Ele é um teólogo, e como teólogo sabe que é totalmente impossível alguma vez ter aparecido ou vir a aparecer uma aparição. Se admitirmos isso é melhor rasgar toda a teologia», concluiu.



Agradecimento ao site http://www.tvi24.iol.pt/

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Capitães de abril Filme 12/15

Filme Capitães de abril, realizado por Maria de Medeiros, em 2000.

Nota de 1lindomenino: continuo a dizer que isto é um FILME sobre o HISTÓRICO 25 de Abril de 1974 em Portugal. Este filme foi feito 26 anos depois e, portanto, embora tenha muitas semelhanças com o acontecimento, ele é FICCIONADO como quase TODOS os filmes o são.

Uma "ressalva" IMPORTANTE...!!!

Obrigado, desde já, pela vossa extraordinária audiência a este FILME.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Vitor Hugo, o campeão: uma história de morte e esperança



Acidente fatal deixou jogador do Paredes dois anos longe do futebol



5 de Fevereiro de 2008. A morte sai à rua e apanha Vitor Hugo desprevenido. O jovem, então com 18 anos, encara a tragédia nos olhos. Um hediondo acidente de viação vitima a namorada e deixa-o entre a vida e a morte. A tormenta atira-o para a cama de um hospital. O quadro clínico traçado assemelha-se a uma sentença de pena capital: traumatismo craniano fortíssimo, um pulmão perfurado e o fémur direito fracturado.
O destino puxa-lhe o tapete debaixo dos pés, Vitor Hugo cai, arrasado pelas dores do corpo e a negrura da alma. Uma história de morte é sempre uma história sem um final feliz. Mas o exemplo de Vitor Hugo, jogador do Paredes, merece ser contado. Ele sim, é o campeão.
Mais de dois anos depois, o jogador do Paredes consegue voltar a competir. A entrevista ao Maisfutebol é um testemunho de fé e perseverança. «Sinto-me orgulhoso pela minha recuperação. Sofri muito, chorei, pensei que não voltaria a jogar futebol. Enfim, estou aqui. Esta época quero ir jogando aos bocadinhos, 10/15 minutos. No próximo ano vou estar em grande.»


«Não me lembro nada do acidente»


«A morte saiu à rua num dia assim, naquele lugar sem nome para qualquer fim; uma gota rubra sobre a calçada cai, e um rio de sangue de um peito aberto sai.»
A genialidade de Zeca Afonso espelha o estupro suportado por Vitor Hugo naquela assombrada tarde de Carnaval. Perdeu a namorada, perdeu dois anos de futebol e quase perdia a vida.
«Não me lembro de nada do acidente. Recordo-me de tudo o que fiz nesse dia, até passar um cruzamento em Penafiel, a cerca de um quilómetro do embate. Depois disso, apagou-se tudo da minha cabeça», relata ao nosso jornal, ainda com os traços de revolta bem vincados no discurso.
«Lembro-me todos os dias da minha namorada, pois ela era minha vizinha. Levanto-me e vejo a casa dela. Assistir ao sofrimento dos pais dela é duríssimo e o irmão ainda hoje está perturbado. Faço tudo o que posso por eles, temos uma relação óptima.»
Vitor Hugo não soçobrou. Resistiu a tudo: à perda da companheira e às mazelas gravíssimas.
Aqui te afirmamos dente por dente assim, que um dia rirá melhor quem rirá por fim; na curva da estrada há covas feitas no chão, e em todas florirão rosas de uma nação.


Um ferro de 30 cms na coxa e o médico salvador


Solta-se o vitupério, o inconformismo, a esperança. A exortação da felicidade e da realização.
«Três meses depois do acidente, os médicos foram claros e disseram-me que o futebol para mim tinha acabado. Informei as pessoas do Paredes e foi aí que contactaram o dr. Leandro Massada. Foi ele que me recuperou para o futebol, juntamente com o fisioterapeuta Alcino Duarte e o senhor Fernando Valente, meu treinador. Deram-me esperança e agarrei-me a ela», evoca Vitor Hugo, mergulhado no regresso ao passado.
«Andei com um ferro de 30 cms na coxa durante largos meses. Mesmo na hora do regresso aos treinos. Passados sete/oito meses do acidente comecei a correr, devagar e cheio de dores. Era o desejo que me fazia esquecer o sentimento.»
Vitor Hugo dividia o tempo entre o ginásio, a piscina e tímidas aparições no relvado. Assistiu de fora à subida de divisão do Paredes; chorou na hora de receber a faixa de campeão. «Nunca joguei. Mas treinei muito, em condições físicas horríveis. Chegava à cama, à noite, e gritava com dores», lamenta.
Agora, é hora de vingança. Vitor Hugo só quer que o deixem jogar à bola. Está desde os 11 anos no Paredes e dizem ser um médio-esquerdo de grande talento. Chega de sofrimento, de pensar na morte e no destino soez.
Esta é a história de um campeão.



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terça-feira, 6 de abril de 2010

A NAZARÉ QUE EU AMO

Nota de 1lindomenino: esta nota é EXTREMAMENTE IMPORTANTE e, isto, porquê...?! Porque uma parte significativa do Povo Brasileiro julga que em Portugal nós ainda vestimos assim, as mulheres são feias e com bigode e vestem só roupa preta, que continuamos a nos transportar em carrinhos de bois ou de burrinhos... entendem...?!... A explicação para este VÍDEO é que é uma reposição da vila da Nazaré há muito tempo atrás e que, etnográficamente, foi-nos trazida à memória. A Nazaré vivia exclusivamente do mar e era o mar que trazia o sustento ou a morte.

Entendidos...?!...

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

You are my destiny - Paul Anka (High Quality)

Nota de 1lindomenino: lembram-se... ?! TÁ BOM, só eu é que sou um "cara idoso"... rsrs

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Viver a vida (PIADA...)


Um casal está comemorando o aniversário de casamento, com um jantar em um pequeno restaurante no campo. O marido se inclina e pergunta para a esposa:
- Meu bem, você se lembra da nossa primeira vez, há sessenta anos atrás? Nós fomos para a parte de trás do restaurante, você se apoiou na cerca e...
- Eu lembro muito bem, responde ela.
O que você acha de repetirmos agora, em louvor aos velhos tempos?
- Oh, você é um sátiro, mas me parece uma boa idéia.
Um policial sentado ao lado ouve a conversa e pensa: tenho que ver estes dois coroas fazendo sexo, encostados na cerca.
Eles saem e caminham até lá,se apoiando um ao outro, ajudados por bengalas. Chegam à cerca e a velha senhora ergue a saia, tira a calcinha, o coroa baixa as calças. Ela se agarra na cerca e ele vem por trás. De repente, eles explodem no sexo mais furioso que o policial já tinha visto na vida. Trepam como se tivessem dezoito anos. Repetem dezenas de vezes. Ela grita e ele agarra os quadris dela, furiosamente. O sexo mais atlético imaginável.
Finalmente caem exaustos no chão. Depois de mais de meia hora deitados se recuperando, os dois se levantam, apanham as roupas espalhadas e se vestem.
O policial, ainda perplexo, toma coragem, se aproxima do casal e pergunta:
- Vocês devem ter tido uma vida fantástica. Como vocês conseguem? Qual é o segredo?
- Sei lá... cinqüenta anos atrás a cerca não era eletrificada!





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sábado, 16 de janeiro de 2010

Decisões


Nossa vida se desenrola numa série de encruzilhadas, diante das quais precisamos fazer opções. Aí é que aparece este impulso de autodeterminação pessoal chamado liberdade. Nele pode estar toda a nossa grandeza se acertarmos, ou a nossa miséria, se errarmos.

Seus fracassos e decepções estão todos no passado. Eles nada têm a ver com o que você deseja conquistar a partir de hoje.

Só o homem que chegou ao ponto mais alto da árvore da vida é capaz de decidir...

Você começa cada dia como uma folha em branco. Cada momento é uma oportunidade de começar a transformar seus sonhos em realidade.

O que já passou não importa mais. Sim, o passado trouxe você até aqui. Mas agora, seu caminho se divide em infinitas direções, e você pode escolher qual delas deve seguir.

Aprenda com o passado e deixe-o para trás. Desejar que tivesse sido diferente é perda de tempo e energia.

Continuar convivendo com as limitações do passado é desperdiçar o enorme potencial da sua vida. Seu passado não define quem você é ou o que você pode conquistar. E quem decide isso é você.

"É mais fácil atirar pedras do que se defender delas."





Recebido via e-mail do site: www.portaldiabetes.com.br

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010


Uma moça estava para casar, chegou para sua mãe e disse:
- Mãe, o que faço? Falei para meu namorado que era virgem, não transamos ainda e agora que vamos nos casar ele vai descobrir na lua-de-mel que não sou mais.
A mãe dela disse:
- Não se preocupe minha filha, antes da lua-de-mel você coloca uma laranja lá dentro. Ele vai perceber que está apertado e vai achar que você é virgem.
Depois de uns dias após o casamento a moça apareceu na casa da mãe e disse:
- Mãe, meu marido ainda não conseguiu "tirar minha virgindade".
A mãe acalma a filha:
- Não se preocupe minha filha, seu pai levou um mês para conseguir furar o coco...




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sábado, 19 de dezembro de 2009

Hino dos Mineiros-Aljustrel (Alentejo)

Dedicado a quem faz do trabalho na mina o seu modo de vida.

(Vidé Vídeo)

Nota de 1lindomenino: uma palavra de enorme apreço pelos mineiros alentejanos de Aljustrel e pela sua "lição" de vida: combatividade, trabalho e humanidade. Para quem "aprecia" ainda os tempos idos do fascismo, devia estudar em "profundidade" como foi a vida destes e de outros mineiros e a perseguição de que foram VÍTIMAS. E, já agora, a vida dos Alentejanos, em geral...!!!

Abraço pró ALENTEJO de um Português no Brasil.

Bom Natal e Feliz Ano de 2010.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Dunga irónico: «Portugal? Vai ser Brasil A contra Brasil B»

Dunga e uma das suas camisas preferidas


Pepe, Deco e Liedson lembrados pelo seleccionador brasileiro



Carlos Dunga reagiu com ironia ao sorteio para o Mundial 2010. O seleccionador brasileiro considera que o confronto com Portugal na primeira fase será «um Brasil A contra Brasil B», numa clara referência aos três luso-brasileiros da Selecção Nacional.

«É Brasil contra Brasil. Brasil A contra Brasil B. Há muitos brasileiros na selecção de Portugal. Sem dúvida que será um jogo emocionante. Temos de estar preparados. O Brasil respeita Portugal. Respeitamos e somos respeitados», disse o campeão do mundo de 1994.

Sobre os restantes oponentes, Dunga também falou. «Conhecemos pouco a Coreia. Mas uma selecção que volta a disputar um Mundial, depois de tantos anos fora, mostra que houve uma evolução no seu futebol. Eles são velozes. Na Costa do Marfim há o Drogba, que é um dos melhores jogadores do mundo. Um dos três, quatro melhores da Europa.»



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Nota de 1lindomenino: já conhecíamos a “faceta” OLD FASHION do Dunga, ao apresentar aquelas camisas sociais dos anos 60/70 e que ele mantêm bem conservadas em “bolinhas de naftalina”. Agora, desconhecíamos a “face oculta” de COMEDIANTE em Dunga...!!! Meu “caro”: nós NUNCA deixamos de chamar à Seleção Nacional Portuguesa jogadores das ex-colônias Portuguesas. Vejamos: Matateu, Eusébio, Coluna, Alhinho, Mário Wilson e tantos outros jogadores de “bitola” e nível acima do normal. Agora aconteceu o mesmo processo com Deco, Pepe e Liedson e TODOS aqueles que queiram representar a Seleção Portuguesa e que estejam de acordo com aquilo que está SELADO entre os Governos de Portugal e do Brasil. Você não conhecia Deco antes de ele começar a jogar a “alto nível” no Porto... ou conhecia...?! Quando soube que Pepe era Brasileiro de nascimento e Pepe surgiu a grande altura no Porto e, depois, no Real Madrid ainda “tentou” chamá-lo para uma “experiência” na Seleção Brasileira. Não foi...?! De Liedson, o “amigo” NUNCA se manifestou...!!! Ora, na verdade, os 3 jogadores em causa sempre AFIRMARAM: QUEREMOS JOGAR NA SELEÇÃO PORTUGUESA...!!! Isso não “lhe BASTA”...?!...
Outra, ainda: você “anda mal de História”, sabe porquê...?!... O Brasil não colonizou Portugal mas SIM o contrário. Sabia?!... É que essa do Brasil A e B não é, propriamente, uma “coisa” que nos CONTINUE a preocupar. A, você, “colonizado Dunga”, a “coisa parece, 500 anos depois, AINDA NÃO se ter “apagado” da memória. Mas, infelizmente, você tem “seguidores”. Claro, TODOS não PRECONCEITUOSOS, eu sei... rsrs
Depois, em 2010. a “gente” vê quem é A e B... certo D(e)ungão...?!...



quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Piadas de Portugues: Ainda Populares e Controversas.


A razão deste artigo é curiosa: Piadas de Português ainda são muito populares entre os brasileiros e geram controvérsia e conflitos com os portugueses de Portugal, mesmo que todos saibamos que o “portuga”, Joaquim ou Manuel, o personagem central, seja uma figura fictícia, que, na prática, não representa o povo lusitano.

A popularidade do português como alvo de piadas: -Os Números.
Consideremos as cinco expressões usadas em buscas que aparecem abaixo:
piadas de portugues;
piadas portugues;
piada de portugues;
piada portugues e
piadas de portugues ari toledo;
somente este blog recebeu uma média mensal de 580 visitas nos últimos doze meses, ou seja, aproximadamente 20 por dia. Esses números podem parecer pequenos perto da enormidade da internet, mas essas mesmas expressões, quando buscadas no Google, apresentam juntas a soma de 5 milhões de resultados possíveis. Além disto, outra ferramenta do Google informa que o mesmo conjunto totaliza cerca de 79000 buscas mensais. Ou seja, se não podemos dizer que piada de português tem o prestígio de um Michael Jackson, é certo que não são completamente ignoradas e até são bastante populares.


Mas quem inventou e porque se faz piada de português?


Esta é uma boa questão para a qual não tenho ainda uma boa resposta. Arnaldo Jabor tem um texto no qual, incluindo os gaúchos entre as vítimas, explica porque os portugueses são alvo de piadas. Segundo ele “as origens estão na história da nossa colonização e na psicologia humana”. Honestamente, considerando o texto todo, acho a explicação um pouco “raivosa” e arriscaria algo mais simples e prosaico: o português em questão é muito mais recente que os colonizadores e a origem das piadas está intimamente ligada a diferenças culturais e dificuldades de comunicação. Ficou complicado?! Então me deixe dar um exemplo.

Suponha que você acabou de conhecer um português. Imagine também que ele mudou-se há pouco tempo para o Brasil. Então, num belo dia, o “portuga” está muito resfriado e fala: “- Vou pegar a bicha do hospital para tomar uma pica no c#, para ver se melhoro do resfriado.” Qual seria a sua reação? Aposto que, além de burro, vai chamar o cara de boiola e aprontar a maior zombaria. Certo? Pois você só demonstraria incompreensão e ignorância fazendo essas coisas. Bicha em Portugal significa fila, pica é injeção e c# são as nádegas. E aí, já tomaste uma pica no c#?

Sei que o exemplo acima é “meio forçado”, mas considere o seguinte: (1) o brasileiro médio adora fazer uma gozação com outras pessoas; (2) durante boa parte do século XX inúmeros portugueses imigraram para o Brasil; (3) todos eles falando com sotaque difícil de compreender; (4) usavam palavras do português que aqui têm um significado diferente do que têm em Portugal e (5) existem diferenças de comportamento, de atitude, de cultura, etc. Agora responda: este conjunto todo é ou não motivo suficiente para explicar porque existe o conjunto piada - português? Eu estou satisfeito.


Ao Português – Cidadão de Portugal.
Vez por outra, recebemos aqui no blog críticas ou reclamações de algum português, cidadão nativo e ou residente em Portugal, de forma que achamos apropriado fazer um esclarecimento.

No Brasil de hoje há pouquíssimos portugueses verdadeiros e imigrantes recentes. Isto também vale para imigrantes de várias nacionalidades que aqui aportaram no século passado, como alemães, espanhóis, italianos, japoneses, etc. O fluxo de imigração cessou ou decaiu brutalmente nos anos 60 e 70. Para que se tenha uma idéia os dois únicos portugueses natos que conheço vieram para cá há mais de 50 anos, portanto, assim como os outros imigrantes são pessoas perfeitamente integradas à sociedade e cultura brasileira. Alguns até perderam completamente seus sotaques, sendo impossível identificá-los como portugueses.

O que quero introduzir com o preâmbulo acima é uma idéia muito simples: o português das piadas não existe, hoje, é um personagem ficcional e, nem de longe, representa tentativa de ofender ou denegrir o povo de Portugal. Como nas piadas de sogra, piadas de gaúcho, piadas de bêbados e piadas de Joãozinho, fala-se de um personagem e não da realidade. Portanto, por favor, não se irritem ou ofendam. Se quiserem, fiquem à vontade para trocar o protagonista para “brasileiro” e contar a piada aí, em vosso querido Portugal, porque por aqui continuaremos a inventar, contar e rir das piadas de português
.


Agradecimento ao site: http://boaspiadas.blogspot.com/


Nota de 1lindomenino: entendi a explicação, embora não concorde TOTALMENTE com ela. Mas há uma coisa que nesse Site (Blog) pode ficar como certa: nós, em Portugal, fazemos SIM piadas de "brasuca" (nós não somos "portugas"?...) porque, as "hostilidades", começaram primeiro daquí. Sendo assim...!!!

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Michel Polnareff - Love Me Please, Love Me

Nota de 1lindomenino: certamente que "as meninas/meninos" da minha idade se lembram deste música do Michel Polnareff, ou não...?! Era MUITO "love me" pra cá, muito "love me" pra lá... ahhh, claro que se lembram...!!!

Abração e FAÇAM O FAVOR DE SEREM FELIZES.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

F.COMME FEMME - ADAMO (TRADUÇÃO)

Nota de 1lindomenino:... é, é das "tais" que eu guardo na memória e que me faz recordar a minha juventude. ADAMO, era então, um GALÃ que "encantava" TODOS com as suas "chansons d'amour"... !!!

BRAVOOO... !!!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Maria Armanda - Eu vi um sapo

Maria Armanda interpreta "Eu vi um sapo" com o Coro de Santo Amaro de Oeiras no programa "A Minha Geração" (2-Nov-2008) RTP1

domingo, 20 de setembro de 2009

Recomeçar


Guia de sobrevivência para mulheres separadas. Dê a volta por cima e prepare-se para amar de novo.


Recomeçar do que restou de uma paixão / Voltar de novo à mesma dor sem razão
Guardar no peito a mágoa sem reclamar
Acreditar no Sol da nova manhã
Dizer adeus e renunciar...
Vestir a capa de cobrir solidão
Para poder chorar...

Casa, separa. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o divórcio atingiu, em 2007, a maior taxa desde 1984. Um crescimento superior a 200%, passando de 30.847, em 1984, para 179.342 em 2007. A sentença do juiz tem custos emocionais, dizem psicólogos, que também garantem: é possível, sim, ser feliz sozinho. Tudo vai depender de como cada um encara os momentos de crise. Com mais ou menos disposição para sair dela e seguir adiante.

Segundo a psicóloga Teresa Negreiros, da PUC do Rio de Janeiro, atualmente, o ideal do “felizes para sempre” foi substituído por relações menos duradouras. São as mulheres, na maioria dos casos, que decidem se separar. Os custos emocionais, no entanto, sobram para ambos os lados. “Cada um sofre a sua maneira. Homens e mulheres mais dependentes afetivamente são os que ficam mais atordoados quando se veem sós, sem alguém a quem dedicar a própria vida. E isto pode até acarretar, inclusive, doenças", alerta.

Não é possível medir o peso do sofrimento. Mas a maneira como cada um vai enfrentar as perdas que a separação acarreta vai determinar o tamanho e o tempo da crise, diz a psicóloga Márcia Ferreira, especialista em terapia de casal e família pela PUC de São Paulo.

Apesar de ser uma experiência, em geral, negativa, a separação também tem seu lado positivo. Possibilita conhecer e vivenciar novas situações, proporciona o crescimento pessoal e o resgate da autoestima, quebra conceitos pré-estabelecidos e, principalmente, permite ao indivíduo a descoberta da força interna que cada um trás dentro de si, ponderam as especialistas.

Entender o fim é essencial. "Quando as pessoas lidam com o divórcio de maneira enriquecedora, após a separação podem enfrentar melhor as mudanças no seu ciclo de vida. Mas, para isso, é preciso uma boa elaboração de sua história passada. Ou essas mudanças podem ser desastrosas" afirma Márcia Ferreira.

Seguem alguns conselhos, com base na opinião de Teresa Negreiros e Márcia Ferreira, para quem deseja enfrentar melhor a vida e estar mais bem preparado para os dias que virão:

- Entender o divórcio e pensar com cautela na condição de separado e os motivos que determinaram esta condição;

- Distanciar-se do conflito conjugal, minimizando as brigas e voltar aos seus afazeres cotidianos;

- Lidar com a perda afetiva e abrir espaço para novos relacionamentos sociais, festas e encontros entre amigos;

- Livrar-se da culpa, é comum sentir raiva do cônjuge que pediu a separação ou sentir-se culpado por não ter tentando mais uma vez;

- Aceitar o divórcio como permanente e sem retorno;

- Arriscar-se a amar, alcançar uma esperança realista em relação aos seus próprios relacionamentos no futuro;

- Resíduos de tristeza, raiva e ansiedade em relação à intimidade e a relacionamentos que podem acabar sendo permanentes amedrontam, livrar-se deles é uma boa alternativa;

- É preciso investir, mas também saber a hora de prosseguir, lutar ou desistir;

- Entender o amor como uma coisa positiva;

- Saber que união não é uma prisão, e que nem sempre é a morte de um cônjuge que separa o casal.

Por fim, resta terminar o samba do Paulinho Viola, que iniciou esse texto. A lição do sambista é que "todo o mal reprimido pode, afinal, nos deixar. A vida tem seu renascer de uma dor. Toda ferida um dia tem que fechar. E quem secou esse pranto pode novamente amar". Alguém duvida disso?



Por Maria Fernanda Schardong

Recebido via e-mail do Site:
http://maisde50.uol.com.br/


sábado, 22 de agosto de 2009

Crónicas da minha "terra"... "O Santana maluco"

Troino> SETÚBAL


Uma figura típica de Setúbal, nascido no Bairro de Troino, que nada tinha de maluco, mas assim o apelidavam, especialmente pela sua mania bem inofensiva, de fazer muitas perguntas de algibeira, integrando algumas adivinhas; pessoa que bem conheci.

Era vê-lo nos anos trinta, muito impecável, alto, olhos pestanudos, redondos e esbugalhados, de bigode à americana, deambulando pela cidade, em passo apressado, com o seu chapéu de coco, bengala, ornamentando tudo sempre com o seu cachimbo.

Era funcionário camarário e desempenhava os seus serviços no antigo Mercado do Livramento.

Nas suas horas vagas, percorrendo a cidade, interrompia qualquer conhecido seu e perguntava-lhe por exemplo: Você sabe porque é que as senhoras não servem para serem electricistas? O interpelado titubeava e ele respondia rapidamente; é porque levam muitos meses para dar à luz! E voltava-lhe as costas, soprando o fumo que emanava da chaminé que transportava entre os lábios. Continuando o seu giro e encontrando um outro grupo em colóquio, fez-lhes a seguinte pergunta:

Vocês já alguma vez roubaram galinhas como brincadeira? Todos se calaram. Pois eu já, quando rapazola juntamente com outro amigo, que era conhecido por o Cócó. Resolvemos assaltar uma capoeira de uma vizinha. Assim que o meu comparsa pretendeu abrir a porta da capoeira, um galo começou a resmungar Còcò!.. Cócò. O meu companheiro ouviu e resolveu desistir do acto dizendo que o melhor era fugir, pois sendo a primeira vez, que veio aquela capoeira, o galo já sabia o seu nome. Passando pelo mercado municipal e dirigindo-se a um vendedor de peixe seu conhecido, disparou-lhe! Sabe qual é o peixe maior que existe em todo o Mundo? Talvez a baleia respondeu-lhe o outro! Não senhor, o maior peixe é o bacalhau, porque deixa a cabeça na Terra Nova (quando não era aproveitável a cabeça) e o rabo aqui.

Esta é dedicada aos alfaiates, dizia o Santana. Numa outra vez, apresentou um problema matemático como este: Um casaco e um colete custam 200$00 (a preços da época), um colete e uma calça 150$00, e uma calça e casaco, 180$00. Quanto custa um fato completo? Se não souberem, eu, para a semana lhes dou a resposta. Deixando as pessoas intrigadas, continuava o seu caminho, com a sua chaminé fumegando. Era assim o Santana, não maluco, mas uma pessoa de bem e funcionário zeloso, mas com uma certa mania que não prejudicava o próximo.




João Francisco Envia


Agradecimento ao Site: http://www.osetubalense.pt/