POR UM PORTUGAL DIFERENTE

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Estrela - DestaquesNinguém pode ser escravo de sua identidade; quando surge uma possibilidade de mudança é preciso mudar. (Elliot Gould)

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NÃO HÁ ACORDO...!!!...

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"Nada descreve melhor o caráter dos homens do que aquilo que eles acham ridículo."

VELHO PROVÉRBIO PORTUGUÊS

"Dois olhos vêem mais do que um só."
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1lindoMENINO ...


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1lindomenino

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PORTUGAL é "isto"... e MUITO MAIS...!!!

António GEDEÃO


Eu, quando choro, não choro eu. Chora aquilo que nos homens em todo o tempo sofreu. As lágrimas são as minhas mas o choro não é meu.A.GEDEÃO

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Mostrando postagens com marcador ditadura. Mostrar todas as postagens
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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Piada de Gago - Jo Joao


O homem, ao dar entrevista para conseguir trabalho, responde à primeira pergunta:
-Qual é o seu nome?
O homem responde:
-Jo-Jo-João S-Silva
-O senhor é gago?
-Não. Gago era meu pai. E o cara do cartório, um filho da puta.



Enviado por pwetrylu

Agradecimento ao site
http://www.piadasonline.com.br/

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Alemanha quer fazer testes de inteligência a candidatos a imigrantes


Responsáveis do partido conservador da chanceler alemã, Angela Merkel deram a ideia



Responsáveis do partido conservador da chanceler alemã, Angela Merkel, defenderam esta segunda-feira a exigência de testes de inteligência aos candidatos a imigrantes na Alemanha, segundo declarações publicadas no jornal diário alemão «Bild», escreve a Lusa.
«Devemos introduzir critérios que sirvam verdadeiramente o nosso Estado. Além de uma boa formação e de uma qualificação profissional, a inteligência deve entrar em consideração. Eu defendo testes de inteligência», afirmou ao jornal Bild Peter Trapp, membro da CDU de Angela Merkel.
«Esta questão não deve ser mais um tabu», adiantou o porta-voz para os Assuntos internos da secção de Berlim da CDU.


Agradecimento ao site: http://www.tvi24.iol.pt/



Nota de 1lindomenino: "HEIL, MERKEL"...!!! Agora é TODOS os PAÍSES reagirem em conformidade com os "ditadorzinhos" Alemães ("raça ariana", também...?!) e não admitirem nos seus Países, Alemães "de muitas espécies" meio-esquisitas...!!!

A VIDA é ASSIM, dear Angela...!!!

domingo, 25 de abril de 2010

Filme Capitães de abril, realizado por Maria de Medeiros, em 2000.

Nota de 1lindomenino: termina hoje a série de 15 Vídeos sobre o filme "Capitães de Abril" de Maria de Medeiros. Entre a VERDADE e a FICÇÃO ficam "momentos" INOLVIDÁVEIS da História de Portugal e na vida dos Portugueses.

Obrigado pelo VOSSO interesse e por terem seguido AQUÍ, no ++lindomenino, estes Vídeos.

25 de ABRIL, SEMPRE...!!!

25 DE ABRIL DE 1974



(25 de Abril de 1974)

Manhãzinha cedo, senti acordar-me o sopro da voz ciciada de minha mulher:
- O Fafe telefonou de Cascais... Lisboa está cercada por tropas...


Refilo, rabugento:
- Há?
E enrolo-me mais nos lençóis:
- É algum golpe militar reaccionário dos «ultras»... Deixa-me dormir.
Mas qualquer coisa começou a magoar-me a pele com dentes frios, para me dissuadir de adormecer.
E daí a instantes a minha mulher insistiu, baixinho, muito baixinho, com medo de não haver realidade:
- Só funciona o Rádio Clube que pede às pessoas que se conservem em casa.
Golpe militar? Reaccionário, evidentemente. Como se poderia conceber outra coisa?
Levanto-me preparado para o pesadelo de ouvir tombar pedras sobre cadáveres. Espreito através da janela. Pouca gente na rua. Apressada. Tento sintonizar a estação da Emissora Nacional.
Nem um som. Em compensação o telefone vinga-se desesperadamente. Um polvo de pânico desdobra-se pelos fios. A campainha toca cada vez mais forte.
Agora é o Carlos de Oliveira.
- Está lá? Está lá? É você, Carlos? Que se passa?
Responde-me com uma pergunta qualquer do avesso.
Às oito da manhã o Rádio Clube emite um comunicado ainda pouco claro:
- Aqui, Posto de Comando das Forças Armadas.. Não queremos derramar a mínima gota de sangue.
De novo o silêncio. Opressivo. De bocejo. Inútil. A olhar para o aparelho.
Custa-me a compreender que se trate d’e revolução. Falta-lhe o ruído (onde acontecerá o espectáculo?), o drama, o grito. Que chatice!
A Rosália, chama-me, nervosa:
- Outro comunicado na Rádio. Vem, depressa.
Corro e ouço:
- Aqui o Movimento das Forças Armadas que resolveu libertar a Nação das forças que há muito a dominam. Viva Portugal!
Também pede à polícia que não resista. Mas Senhor dos Abismos!, trata-se de um golpe contra o fascismo (isto é: salazarismo-caetanismo).
São dez e meia e não acredito que os «ultras» não se mexam, não resistam, não contra-ataquem!
Ou tudo ruirá de podre, sem o brandir de uma bandeira qualquer de heroísmo, um berro, um suicídio, um brado? Nas ruas (avisto da janela da sala de jantar) as mulheres correm com sacos de alimentos. A poetisa Maria Amélia Neto telefona-me: «Não resisti e vim para o escritório».
Os revoltosos estão a conferenciar com o ministro do Exército. Na Rádio a canção do Zeca Afonso: Grândola, vila morena... Terra da fraternidade... O povo é quem mais ordena...

Sinto os olhos a desfazerem-se em lágrimas. Ainda assisti, ainda assisti à morte deste maldito meio século de opressão imbecil. Ao mesmo tempo nunca vivi horas mais aborrecidas de espera, de frigorífico, ao som de baladas medíocres, sem lances dramáticos. E não serão assim sempre as verdadeiras revoluções?... interrogo-me. Em silêncio. Sem teatro por fora. Em segredo. Com pantufas.
De súbito, aliás, a Rádio abre-se em notícias. O Marcelo está preso no Quartel do Carmo. A polícia e a Guarda Republicana renderam-se. O Tomás está cercado noutro quartel qualquer. E, pela primeira vez, aparece o nome do General Spínola. Novo comunicado das Forças Armadas. O Marcelo ter-se-ia rendido ao ex-governador da Guiné. (Lembro-me do Salazar: «o poder não pode cair na rua»).
Abro a janela e apetece-me berrar: acabou-se! Acabou-se finalmente este tenebroso e ridículo regime de sinistros Conselheiros Acácios de fumo que nos sufocou durante anos e anos de mordaças. Acabou-se. Vai começar tudo.
A Maria Keil telefonou. O Chico está doente e sozinho em casa. Chora. (Nesta revolução as lágrimas são as nossas ‘balas'. Mas eu vi, eu vi, eu vi!...)
Antes de morrer a televisão mostrou-me um dos mais belos momentos humanos da História deste povo, onde os militares fazem revoluções para lhe restituir a liberdade: a saída dos prisioneiros políticos de Caxias.
Espectáculo de viril doçura cívica em que os presos... alguns torturados durante dias e noites sem fim... não pronunciaram uma palavra de ódio ou de paixões de vingança.
E o telefone toca, toca, toca... Juntámos as vozes na mesma alegria. (Só é pena que os mortos não nos possam também telefonar da Morte: o Bento de Jesus Caraça, o Manuel Mendes, o Casais Monteiro, o Redol, o Edmundo de Bettencourt, o Zé Bacelar, Ofélia e o Bernardo Marques, o Pavia, o Soeiro Pereira Gomes e outros, muitos, tantos... Tenho de me contentar com os vivos. Porque felizmente dos vivos poucos traíram ou desanimaram. Resistimos quase todos de unhas cravadas nas palmas das mãos...
De repente, estremeço,
aterrado.
Mas isto de transformar o mundo, só com vivos não será difícil? Saio de casa. E uma rapariga que não conheço, que nunca vi na vida, agarra-se a mim aos beijos.

Revolução.




José Gomes Ferreira


Posted by 2dedos

Agradecimento ao site
http://2dedosprosaepoesia.blogs.sapo.pt/


Nota de 1lindomenino: foi assim que, há 36 anos atrás, um dos maiores escritores Portugueses e resistente anti-fascista "viu" o 25 de Abril de 1974. Dia de ENORMES emoções para a maIoria do Povo que despertava, enfim, de um PESADELO que parecia não ter fim. Mas teve... a 25ABR74, através de militares corajosos que quiseram devolver aos Portugueses TUDO a que tinham DIREITO: DIGNIDADE, DEMOCRACIA, LIBERDADE, PÃO, FIM DAS GUERRAS COLONIAIS, ELEIÇÕES LIVRES E JUSTAS...!!!
Nesse dia, EU estava em Angola a cumprir o Serviço Militar (Cuíto Cuanavale, próximo à fronteira com a África do Sul) e, através de "meias-informações" escutadas na rádio sul-africana, percebi que "algo" em Lisboa "acontecia. O 25 de Abril, a Revolução dos Cravos, estava em "andamento"...!!! NUNCA TINHA SENTIDO, ATÉ ENTÃO, TANTO ORGULHO NA MINHA FARDA DE MILITAR PORTUGUÊS...!!!

Bom Dia, PORTUGAL.

Um excelente dia de DOMINGO e FERIADO.

Viva PORTUGAL.

sábado, 24 de abril de 2010

Dia da Liberdade | eb23amarante | Abril2008


Registo das comemorações do 25 de Abril pelos alunos do Agrupamento de Escolas de Amarante. Exposição de trabalhos.Org. Departamento de Formação Humana e SocialColabor. Centro de Recursos/Departamento de Expressões/Escolas do Agrupamento.

-Vídeo info-

Nota de 1lindomenino: excelente trabalho este do Agrupamento de Escolas de Amarante. Aquí "SENTE-SE" a pedagogia de ensinar e de aprender.

PARABÉNS, AMARANTE...!!!

Capitães de abril Filme 14/15

Filme Capitães de abril, realizado por Maria de Medeiros, em 2000.

Nota de 1lindomenino: amanhã, 25ABR10, comemora-se em LIBERDADE o 36º Aniversário da Revolução dos Cravos. Este filme aborda de uma forma "fantasiada" alguns aspectos importantes nesse dia mas... é a forma como Maria de Medeiros quis nos passar essa data e, em Democracia e Liberdade, ISSO É não só POSSÍVEL como é desejável...!!! Se vivessemos ainda em FASCISMO/DITADURA nem essa nem QUALQUER OUTRA FORMA - que não fosse a "forma de ver do Estado"- e SÓ ESSA, seria possível...!!!

LIBERDADE é, também, estas "pequeninas coisas"...!!!

25 de Abril: criticada forma de ensino nas escolas



Resistentes Antifascistas apontam «branqueamento» dos factos



A União de Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP) criticou este sábado a forma como é divulgada a memória do 25 de Abril junto das novas gerações.

Em declarações à agência Lusa, Mário Araújo, dirigente da URAP, sustentou que, depois da «explosão de felicidade que foi o 25 de Abril», tem havido «um branqueamento da história a todos os níveis e não interessa que se saiba muito sobre o que aconteceu antes da Revolução».

Para o resistente antifascista, «por aqui se percebe a falta de liberdade que existe hoje». «Por aqui se vê que a liberdade é cada vez mais um sonho que se vai desvanecendo», acrescentou.

Filho de mãe corticeira e de pai tanoeiro, Mário Araújo criou a sua consciência cívica e política com os livros proibidos que ia lendo. Hoje, passa pelas escolas a contar cenários de um tempo que viveu e que, defende, nem os livros, nem os professores, fazem chegar às escolas.

«Não estamos a contar da melhor forma aos nossos jovens a história da luta pela liberdade e isso faz com que seja abismal a diferença de perspectivas entre as gerações que viveram a ditadura e as que não viveram», considerou, sublinhando que «nem isso é culpa dos jovens, nem se trata de um acaso».

«Podemos ver pelos compêndios. Vêm dez páginas a falar sobre o Estado Novo, que durou 26 anos, e chama-se-lhe sempre Estado Novo, não fascismo. E depois, a partir de 25 de Abril de 1974, fala-se em página e meia. E são 36 anos passados. É uma disparidade», acrescentou.

Para Mário Araújo, a diferença de tratamento entre estes dois episódios é intrigante: «Fico perplexo quando percebo que a data é vista como se tivesse acontecido por milagre. Fala-se pouco nas lutas de trabalhadores e de intelectuais, nas mudanças de um povo que se insurgiu, que deixou de se deixar amedrontar.»

Em 1967, Mário Araújo foi preso durante 18 meses, acusado de actividades subversivas contra o Estado Português. Passou por Caxias e por Peniche.

«Nessa altura, e até 74, a consciência do revolucionário era baseada na dificuldade económica, cultural, social e, portanto, era a formação dos jovens era sofrida, era feita por necessidade», recorda.

Actualmente, «o jovem tem praticamente tudo, tudo lhe aparece feito». «Isso dificulta que perceba o que é não ter sapatos para calçar, o que é não ter liberdade, viver em ditadura. E reforça a responsabilidade que as gerações que sabem o que isso foi têm», lamentou.

Agora, o resistente reafirma a sua oposição a qualquer museu sobre Salazar. «Se a ideia fosse achar a história, de facto, faria sentido. Mas a intenção não é essa. O museu não será informativo, será pretexto para se fazer romarias e adular um homem que foi um ditador», afirmou.




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sexta-feira, 23 de abril de 2010

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Exílio - Sophia de Mello Breyner Andresen



Quando a pátria que temos não a temos


Perdida por silêncio e por renúncia


Até a voz do mar se torna exílio


E a luz que nos rodeia é como grades.





Sophia de Mello Breyner Andresen

Agradecimento ao site http://www.mulheres-ps20.ipp.pt/