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Eu, quando choro, não choro eu. Chora aquilo que nos homens em todo o tempo sofreu. As lágrimas são as minhas mas o choro não é meu.A.GEDEÃO

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sexta-feira, 1 de julho de 2011

A Vaidade e a Inveja Desaparecem com a Idade



Com o passar do tempo, há dois sentimentos que desaparecem: a vaidade e a inveja. A inveja é um sentimento horrível. Ninguém sofre tanto como um invejoso. E a vaidade faz-me pensar no milionário Howard Hughes. Quando ele morreu, os jornalistas perguntaram ao advogado: «Quanto é que ele deixou?» O advogado respondeu: «Deixou tudo.» Ninguém é mais pobre do que os mortos.

António Lobo Antunes, in "Diário de Notícias (2004)"






Posted by 1lindomenino Dated01jul2011

segunda-feira, 9 de maio de 2011

SaRAmaGO - O Amor não Tem nada que Ver com a Idade



Penso saber que o amor não tem nada que ver com a idade, como acontece com qualquer outro sentimento. Quando se fala de uma época a que se chamaria de descoberta do amor, eu penso que essa é uma maneira redutora de ver as relações entre as pessoas vivas. O que acontece é que há toda uma história nem sempre feliz do amor que faz que seja entendido que o amor numa certa idade seja natural, e que noutra idade extrema poderia ser ridículo. Isso é uma ideia que ofende a disponibilidade de entrega de uma pessoa a outra, que é em que consiste o amor.


Eu não digo isto por ter a minha idade e a relação de amor que vivo. Aprendi que o sentimento do amor não é mais nem menos forte conforme as idades, o amor é uma possibilidade de uma vida inteira, e se acontece, há que recebê-lo. Normalmente, quem tem ideias que não vão neste sentido, e que tendem a menosprezar o amor como factor de realização total e pessoal, são aqueles que não tiveram o privilégio de vivê-lo, aqueles a quem não aconteceu esse mistério.

José Saramago, in "Revista Máxima, Outubro 1990"

Origem: ocitador.pt




Posted by 1lindomenino Dated09may2011

terça-feira, 22 de março de 2011

Pega na mentira



Psicólogo afirma que esconder a verdade é um mal desnecessário




Atire a primeira pedra aquele que nunca mentiu. A mentira é tão comum na sociedade que ninguém sabe dizer quando foi contada pela primeira vez. Sabemos, no entanto, que mentimos. Muitas vezes, pode parecer mais fácil mentir do que explicar o porquê do nosso comportamento ou simplesmente dizer a verdade. Entretanto, quem entende do assunto garante: a verdade sempre deve prevalecer.

A necessidade de mentir geralmente está associada à insegurança ou à falta de confiança na possível reação com a revelação da verdade. “Parece exagerado, mas este é o papel social da mentira, levar adiante ideias tendenciosas e equivocadas sobre diferentes realidades, ludibriar o ouvinte ou ocultar reais intenções”, explica o psicólogo Wallace Hetmanek, especialista em Geriatria e Gerontologia pela UERJ.

Usada geralmente como mecanismo de defesa, a mentira evita o sofrimento de qualquer consequência que a verdade pode gerar. Hetmanek lista algumas das muitas ocasiões em que mentir é visto como a melhor saída – ou pelo menos a mais falsamente segura: “O objetivo central da mentira é desviar-se de algo indesejado como, por exemplo, algo que coloque em risco a imagem que quero que os outros tenham de mim. Portanto, mentimos para fugir, mentimos para nos safar e mentimos com a desculpa de que isso é comum e ajuda. No final das contas, mentimos para poupar os outros, para não brigar, enfim, mentimos fingindo que as mentiras não prejudicam todos os tipos de relação”.

Mas, e quando se mente para não magoar o próximo ou para evitar que outro sofra sem necessidade? Para algumas pessoas, a mentira pode ter um lado positivo no que diz respeito às relações sociais. Mas, para o psicólogo, não. “Mesmo que moralmente sejam aceitas mentiras, desculpas e omissões, na prática elas trazem resultados muito parecidos e são conhecidos por todos nós, que é o mal estar e a sensação de algo fora do lugar”, alerta Wallace.

Para mentir também não há idade. Crianças e adultos mentem com igual frequência mas, quanto mais elaborada for a mentira, mas perigosa ela é. O psicólogo explica que a frequência geralmente não varia entre as faixas etárias, mas sim entre os diversos grupos sociais. “Infelizmente os idosos, adolescentes, gays e negros compõem alguns desses grupos, portanto são convidados a se comportar de maneira específica, a desempenhar determinadas atividades em determinados espaços. Quanto mais mentimos, mais expomos nossa vulnerabilidade e a nossa força reside justamente em como se lida com a verdade, seja ela qual for“, exemplifica Wallace.

Você que já passou dos 50 e ainda tenta esconder uma dor ou um problema para não preocupar a família, Hetmanek tem um apelo a fazer. “Vocês que se mostram habilidosos para se colocar frente às imposições sem sentido da família e proibições equivocadas, não devem ocultar sentimentos, dores ou qualquer outro sintoma incomum de seu médico, pois as consequências podem ser graves. Gostaria de me despedir com um pedido: por favor, se mostrem de maneira espontânea e natural, vocês são ótimos com poucas máscaras”, finaliza ele.


Por Ilana Ramos





Posted by 1lindomenino

Dated22mar2011

domingo, 28 de novembro de 2010

Seguir em frente - Como superar um coração partido e fazer um recomeço feliz


De repente do riso fez-se o pranto. Pode não ser tão de repente, como vaticinou Vinícius de Moraes no Soneto da Separação. A dissolução de uma relação amorosa tenha ela o tempo que tiver pode levar instantes bem menos breves. Rompimentos são sempre difíceis, atestam especalistas e também quem já teve o seu quinhão de coração despedaçado. O que faz diferença é o modo como cada um vai tratar de botar a vida novamente nos eixos. Mas superar, todos superam.

“Toda separação é uma morte. Não é nada fácil para ninguém”, defende Carla Portella, da Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica (SBPA). Para a psicóloga Aline Melo de Aguiar, que além de ouvir os pacientes, teve a experiência própria do divórcio, ter em mente que o casamento é eterno agrava as consequências negativas de seu fim. “É uma sensação de perda e fracasso muito grande”, alega.

Problemas financeiros, busca pela liberdade, traição, desamor, incompatibilidades. O leque de motivos que podem levar uma relação ao fim é extenso. Quando nem mesmo os momentos prazerosos conseguem inibir o desgaste emocional, estar junto da outra pessoa se torna um fardo. “Isso só pode gerar desgastes e mágoas mútuas”, diz o divorciado Maurício Neto, de 51 anos, que já passou pela experiência duas vezes.

Da aceitação à hora de estar pronto para um novo amor, passando pelo aprendizado de novas habilidades e pela prática de exercícios físicos, há uma série de dicas que ajudam a acalmar a mente e recompor o coração.

Confira oito conselhos que ajudam a enfrentar o término da relação e entender que mesmo que o amor tenha ido embora, a vida continua – e novas paixões podem surgir no horizonte.

Admitir. Fingir que está bem não leva a nada de bom. Tudo que se pode conseguir com isso é acumular mágoa e frustração. Ainda que, segundo Portella, seja muito difícil admitir que uma relação acabou, é preciso aceitar o término. Passar o tempo com amigos é importante. Eles estão aí para oferecer um ombro amigo e dividir a dor e o sofrimento. Socializar-se é fundamental. Se a vontade de estar em companhia for baixa, a opção é se forçar a isso. O convívio com outras pessoas faz bem, especialmente em momentos difíceis como uma separação. Reunir os amigos para tomar um vinho, discutir um livro ou simplesmente assistir à novela. Manter a agenda social cheia é de grande importância para superar as dificuldades do fim do relacionamento. E antes de admitir o sofrimento para outra pessoa, é preciso admiti-lo para si mesmo. “Se você tem um problema e vai jogando para debaixo do tapete, ele vai acumulando e chega uma hora que estoura”, diz Aguiar. Problema é para ser resolvido.

Aprender. Dominar novas habilidades também ajuda. Inscrever-se em uma aula de pintura, culinária ou mesmo informática avançada ajuda a manter o cérebro focado na nova tarefa e sem tempo para pensar no término da relação. “Uma atividade ajuda muito”, alega Aguiar. Além disso, o fim do relacionamento pode ajudar a dar um impulso na vida. “Quando acontece a separação, um tanto de energia que estava presa nessa história, se desprende”, diz Portella. Esta energia pode ser usada para investir em novas jornadas pessoais. “Buscar sonhos antigos, amigos, parcerias, trabalho. Cada um precisa descobrir as suas próprias motivações”, completa a psicóloga da SBPA. “Novos interesses, antigos hobbies esquecidos, novos cursos, circular por locais onde não costumava freqüentar, tudo isso é importante para encarar a nova realidade”, diz Neto.

Escrever.
Manter um diário ou mesmo tentar escrever um livro clareia os pensamentos. Passar os sentimentos para o papel ajuda a liberar sentimentos de mágoa, raiva e frustração de maneira construtiva. Até mesmo escrever uma carta como se fosse enviá-la para a pessoa perdida é um tremendo auxílio para a recuperação emocional. Reler o material escrito no futuro oferece maior compreensão de si mesmo através da observação de como se reagiu a este momento difícil. “Colocar tudo no papel, sem mentir, enfiar na gaveta por um mês ou mais e depois reler. Pode ser surpreendente”, explica Neto. O ser humano é um ser da linguagem, por isso transformar os sentimentos em palavras tende a fornecer grandes melhorias. Segundo Aguiar, é como se tudo fosse observado de fora, proporcionando uma nova análise da situação. “Eu acredito que o processo de escrita é muito libertador”, diz Portella.

Interagir. Há uma grande rede de apoio e suporte para espantar a solidão e a vontade de estar só. Encontrar grupos de apoio – mesmo que na internet – com pessoas que passaram pela mesma situação é um modo de superar. Aguiar ressalta a importância de estar com pessoas que possam ouvir, pois desabafar é fundamental. A troca de experiências é um impulso para superar o término e até construir novas amizades. No entanto, é preciso que a pessoa ou grupo onde se deseja trocar experiências também queira seguir em frente. “Se a pessoa com quem você quiser fazer esta troca estiver procurando alguém apenas para ‘chorar junto’ acho uma péssima companhia”, afirma Neto.

Sair. Fazer um cruzeiro, conhecer outra cidade ou simplesmente dar uma volta na praça. O importante é se manter fora de casa e em contato com o mundo. Sair e ver o que acontece fora do casulo da melancolia é bom para entender que a vida não para e tudo segue em frente, por maiores que sejam os obstáculos. O ideal é fazer isso com parentes, amigos ou mesmo um grupo de viagens, pois estar sozinho após o fim de um relacionamento é difícil, mesmo que a solidão pareça a melhor companhia. O objetivo é voltar renovado. “É bom estar fora de casa e aí a gente volta para aquele ponto da atividade, que é tirar o foco do problema”, afirma Aguiar.

Exercitar.
Natação, caminhada, musculação. A prática de atividades físicas, além de ser saudável e ajudar a entrar em forma, ajuda o organismo a se livrar das toxinas que causam o stress e gera satisfação. “É comprovado cientificamente que os exercícios físicos liberam hormônios naturais do relaxamento e do prazer”, explica Aguiar. A rapidez com que um bom exercício dissipa a nuvem de emoções ruins é surpreendente. Se ainda não há uma rotina de atividades físicas, não há melhor hora para estabelecer uma.

Adotar.
Não um filho, mas um animal. Bichos de estimação podem até dar trabalho, mas sabem amar melhor que ninguém. Com um pouco de atenção e carinho, eles se tornam uma imensa fonte de afeição, lealdade e bondade. “O animal de estimação é curativo no processo depressivo por conta do afeto”, defende Aguiar. O Maisde50 já fez uma matéria sobre o quanto um animal de estimação pode melhorar a vida.


Amar. Sim, se apaixonar de novo. Pode levar tempo para se recuperar de um coração partido, mas uma vez que a ferida tenha cicatrizado, é importante estar consciente que alguém especial pode aparecer a qualquer momento. Não vale a pena viver de mágoas passadas. Deixar o coração aberto para novos amores é bom. Para Aguiar, o que mais marca a superação é o retorno da auto-estima. “Você se sente mulher de novo”, diz, deixando de lado a postura de psicóloga e falando como alguém que já passou por uma separação. “Quando nos abrimos e aceitamos os riscos da vida, a chance de refazermos nossas parcerias aumenta”, explica Portella.

“Várias pessoas passaram depois da minha separação, até que aconteceu um novo relacionamento que virou o atual casamento”, conclui Neto, que se entregou a um novo amor na casa dos 50 anos. Idade não importa. Ninguém é velho demais para se apaixonar. Pelo contrário, a experiência só tem a beneficiar uma relação.


Por Filipe de Paiva



Recebido via e-mail do site http://maisde50.com.br/



Posted by 1lindomenino

Dated 28nov2010

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Sexo cansa


Leitora reclama da disposição do marido, diz que prefere outras atividades e pergunta o que fazer

"Tenho 52 anos e meu marido está com 59. Estamos juntos há quase 30 anos e temos dois filhos já adultos. Eu sou assistente social, ainda trabalho e muito. Ele é engenheiro e também ainda trabalha. Apesar de aposentado, mantém um escritório. Vivemos bem. No entanto, temos um problema. Apesar da idade, ele ainda me procura muito e quer sexo quase todos os dias. Eu não tenho mais esse fôlego nem lubrificação. A verdade é que eu prefiro não fazer mesmo sexo.

Uma vez por mês seria o ideal. Sexo não é tudo, eu digo sempre a ele. Mas ele insiste e, às vezes, nós discutimos. Penso que ele poderia ser mais compreensivo. Mas a verdade é que eu me pergunto de onde vem tanta disposição. Não sei se ele toma algum remédio, nunca achei nada nas coisas dele. Mas isso não me parece normal para um homem de quase 60 anos.

Penso até que ele tem amantes, já que eu não correspondo. Mas isso na verdade não me incomoda tanto. Pelo menos assim, eu fico liberada. Ele faz sexo ‘na rua’ e eu não tenho dor de cabeça. Minhas amigas dizem que eu sou louca, que eu deveria aproveitar o tesão que ele tem por mim. Sinceramente? Eu prefiro fazer outras coisas. O que a senhora acha?"
Helena

Confira a resposta da psicóloga Ana Fraiman*



Você tem o mérito de falar com muita franqueza de uma situação que se faz presente em muitas casas, mas sobre a qual poucos falam. Parabéns por escancarar o jogo e nos ajudar a desmistificar os casamentos.

O ideal de que os casais se completem sexualmente é muito recente. Até o início do século passado mal se esperava que os casais tivessem prazer um com o outro. Primeiro que a mulher nem sabia que tinha direito ao prazer. Segundo, mesmo que soubesse, era educada a calar a boca e nunca se recusar ao seu marido. O que importava era que ela o satisfizesse. Longe do que hoje se entende por ‘satisfazer’ ao seu marido, pois também ele era educado para ter uma mulher com quem gerar filhos e outra com quem se divertir e extrair prazer da atividade.

Corria, à boca solta, a expressão: dama na sociedade e puta na cama! Nem sempre ambas se tratavam da mesma pessoa! Havia coisas que não se fazia com as próprias esposas, porque seria até considerado desrespeito. Então, os homens procuravam outras fora de casa, como a coisa mais natural do mundo.

Isso durou até uns 40, 50 anos atrás. Na história social do sexo, isso é bem pouco tempo. Tratado desse jeito, sexo era uma questão de obrigação: para fazer filhos em casa (por que os de fora eram considerados bastardos e não tinham os mesmos direitos que os legítimos, havidos pelo matrimônio) e para servir ao marido. São muitas as histórias em que a mulher perguntava ao marido após servir a ceia: O senhor pode me informar se hoje serei de vossa serventia?

Caso ele dissesse que sim, ela tomaria um banho. Se não, daria graças a Deus e iria dormir feliz e satisfeita, aliviada por não ter que se sujeitar àquelas coisas nojentas que ele tanto esperava dela e que ela fazia submissa, só para não deixá-lo mais nervoso ainda e rezando para ele acabasse logo, querendo morrer por estar ali.

Parece negro esse quadro? Pois era assim para a grande maioria dos casais. Pergunte-se às mães, tias e avós de não tão antigamente e ouçam as suas histórias. Sexo era uma provação. Não era de estranhar que as mulheres detestassem fazer sexo e que os homens preferissem fazer com as outras. Na rua, como você diz, ou dentro de casa mesmo, com as empregadas, de quem se esperava, também a prestação desse tipo de favor, senão... Rua!

Os homens que têm hoje seus 50, 60 anos, a maioria teve sua iniciação sexual com as empregadas da própria casa, da casa das tias e dos pais dos amigos, quando estavam viajando. Daí a festa rolava. A maioria das mulheres começou a fazer sexo com seus noivos ou maridos, sentindo muita vergonha, culpa e medo de ser descoberta. Ambos, homens e mulheres, aprenderam tudo muito mal aprendido e muitos casais ainda trazem em seu íntimo as seqüelas de uma vida sexual iniciada aos trancos e barrancos, sem amor e sem qualquer tipo de orientação.

Não sei se isso a levou, como a tantas mulheres que nasceram antes dos anos 60, a inibir sua vontade de sexo e a achar que aos 50, 60 anos os desejos já devessem estar arrefecidos.
Claro que os apetites são menos vorazes, mas as pessoas que superaram as dificuldades iniciais continuam a gostar de sexo até além dos 80 e, se for ver, até depois dos 90 anos de idade. Também quando os seus companheiros não foram jeitosos, foram muito afoitos e, direto ao pote, as mulheres se sentiram muito abusadas e mal amadas. Doía muito e os carinhos, a preparação, o clima, pouco era considerado. Homem não tinha paciência para isso não e mulher se defendia com as célebres ‘dores de cabeça’. Sexo era meter, meter, meter. Virar para o outro lado e a mulher... Oras, a mulher. Virava para o lado e chorava, sem coragem de mudar.

Muitas também conseguiram mudar. Conversaram com seus médicos, buscaram psicoterapia, aconselhamento de casal, orientação sexual e... Nossa, o sexo tornou-se uma maravilha. Mas a maioria desistiu. Sexo sem cuidado, sem enamoramento...? Deixaram para lá. Ou depois se masturbavam como forma de se aliviar. Às escondidas, claro. Mas, quando o sexo machuca e faz doer na alma, as pessoas se desinteressam mesmo. Sempre existem aquelas que não são ligadas em sexo, não fazem questão. Porém muita gente que pensa que não faz questão, é porque não conseguiu lidar direito com os traumas sofridos: no período de noivado, casamento ou até antes, por parentes e vizinhos, professores, os já conhecidos abusos sexuais. Só sei dizer que fazer sexo sem vontade equivale a um estupro. Então, como apreciar?!

O homem, por sua vez, tinha que provar que era macho e viril. Mandava ver toda noite e, por vezes durante o dia também. Quantidade era sinônimo de macheza. Era patético: nas festas, falando sobre sexo, ele com a cara toda sorridente, ela com cara de coitada. Isso era vida?! Mas muitos casais prosseguiram, mesmo que em ritmos e interesses diferentes, sem conversar, sem se esclarecer, sem se afinar.

Muita gente sente, sim, vontade de sexo, mas com aquela pessoa. Desejaria outra. E se a pessoa fica insistindo, piora. Começa a dar nojo. Irrita demais da conta. Vira uma relação tipo cabo de guerra: ele insiste, ela dá um chega pra lá. Ele sai humilhado, ela fica enraivecida. Nesse clima, sexo bom não rola mesmo. O que os homens deveriam aprender é que, insistir em fazer sexo, quando a mulher não está a fim, é o que há de pior. Homens que querem por que querem quase todas as noites, que cutucam e até acordar a mulher no meio da noite para montá-la, envenenam a relação, seja ela uma mulher mais quente ou menos interessada nisso. Insistir? Não deveriam.

Nenhuma esposa, porém, deveria usar do sexo para humilhar seu marido. Tipo premiá-lo: Ah, hoje você foi bonzinho para mim, fez o que eu queria, então vai rolar. Ou simplesmente comunicar, diretamente ou por gestos mais ou menos sutis: Hoje estou a fim. Aproveita. Sexo não deve ser usado como moeda de troca: Vou ceder, que é para ele não acordar de bico, amanhã de manhã. Ou: Vou aproveitar o dia em que ela está a fim, porque se não for hoje, sei lá quando teremos sexo de novo!

Se o casal faz ou não faz sexo entre si. Se ele sente mais necessidade ou pelo contrário, o fato é que, para aqueles que dialogam fica mais fácil de buscar orientação e decidir. Não é necessário que haja sexo entre um casal. Mas é necessário, sim, que o sexo não seja ruim, constrangedor nem doloroso de nenhuma maneira, para nenhum dos dois. Dessa forma, também não vejo, querida leitora internauta, que diferença faria se vocês viessem a fazer sexo somente uma vez por mês. A questão não é a freqüência, mas a plenitude ou o vazio do depois.

Se sexo junto faz vocês dois felizes, então lutem por mais. Mas não lutem um contra o outro e, sim, busquem uma forma que seja muito aprazível para ambos. Lutem pela qualidade do relacionamento. Não só na horizontal, como na vertical. Nessa idade mais velha, a qualidade do sexo depende muito mais da afetividade do que dos hormônios, lembre-se disso. Sexo acaba por muitas razões, mas o relacionamento, sendo importante e digno, merece ser mantido com muito empenho e carinho. Se ambos quiserem assim.

Quanto a ser louca, conforme suas amigas dizem, penso que não. Você tem o pensamento muito bem articulado, só está entregando o marido de bandeja para quem quiser pegar. É só você saber dos riscos. Em relação ao conselho, que você deveria aproveitar a disposição dele, isso me parece coisa de criança, porque em matéria de sexo e boa educação, sabendo usar, não vai faltar. Você vai aproveitar o que?! Isso me lembra o conselho de uma velha tia, já falecida, que há mais de quarenta anos atrás me aconselhou: Olha, minha linda, marido é que nem vaca. Você tem que tirar o leite dele todos os dias. Se não, vem outra, passa e se serve, hein? Que horror! Sabe que eu quase desisti de casar?!

*Ana Fraiman é psicóloga formada em Psicologia Social, especialista nas áreas clínica e social, com mestrado pela USP e, atualmente, cursa doutorado na PUC de São Paulo na área de Antropologia. Possui vários livros publicados, é articulista e Diretora da APFraiman Consultoria, empresa pioneira em Programas de Preparação para a Aposentadoria e Pós-carreira.

Ana Fraiman escreve semanalmente no Maisde50. Para enviar sua dúvida, envie um email para editora@maisde50.com.br



Recebido via e-mail do site http://www.maisde50.com.br/

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Brincadeira de Idoso (PIADINHA...)


A velhinha de ciquenta, brincava com o velho lá na cozinha, passou a mão no lugar que antes ele guardava a besteirinha que possuia. Ele arretou-se e disse :
- Ò mulé, tu deixa disso se não eu te como!
A velhinha perguntou:
- O que tá esperando?
- Qui indureça.
Ela conferiu:
- Pois pelo jeito vai demorar muito!



Agradecimento ao site http://www.mundodaspiadas.com/

sábado, 9 de outubro de 2010

Qual é a - sua - música?


Especialistas explicam a relação entre sons, sensações e lembranças



Por Filipe de Paiva


Bons amigos e uma boa canção. Um grande amor, muitos tons. Quem não carrega uma forte referência musical da infância, da adolescência, da juventude, da maturidade, de ontem à noite? A música tem poder sobre os sentimentos. Sendo um fenômeno complexo, ela pode trazer lembranças, marcar momentos importantes da vida e proporcionar bem estar, dizem especialistas. Os acordes, definitivamente, são capazes de derrubar barreiras, aproximar pessoas e dar início a longas amizades e até romances.

A vida tem sons e a música é um fenômeno complexo. “Consideramos como música todo o processo relacionado à organização e à estruturação de unidades sonoras”, dizem o neurologista Mauro Muszkat, e as musicoterapeutas Cleo Correia e Sandra Campos no artigo Música e Neurociências.

A música tem Intensidade do som (volume), altura (se é grave ou agudo), timbre (metal, sopro, madeira, etc), tempo (ritmo e andamento da música, que podem ser lentos, moderados ou rápidos) e a harmonia (o modo como os sons progridem entre si, podendo ser alegres, maiores, ou tristes, menores). E essa soma de fatores pode influenciar diretamente o comportamento de uma pessoa e seu modo de lidar com o próximo e com o ambiente.

Uma maneira de relaxar e escapar do estresse, a música é comumente associada a sensações agradáveis. “A música é uma forma de dispersar tensões de nosso pensamento, além de ser um estímulo considerado positivo, prazeroso na vida humana”, explica o psicólogo Oswaldo Rodrigues.

Desde os primeiros anos de vida, a música rodeia o ser humano e este a associa a diversas emoções. Na adolescência, cada estilo musical já está relacionado a algum sentimento ou lembrança, e isso estabelece o gosto de cada pessoa. “As preferências musicais se estabelecem ao redor dos 15 a 20 anos de idade e cada indivíduo tenta manter inalterado este padrão ao longo da vida. Assim, já constituindo um padrão de prazer, o organismo sempre está à procura daquele estímulo conhecido para alcançar o bem estar”, diz Rodrigues.

Existe uma ponte entre músicas e sensações, e essa ligação se dá através da experiência vivida no meio em que cada um foi criado, da cultura adquirida. “Nós aprendemos quais músicas são associadas a quais sensações de acordo com as normas e padrões culturais do meio em que vivemos, bem como pelas nossas experiências individuais”, esclarece o médico Théo Lerner.

Uma música pode ter força suficiente para despir uma pessoa de suas barreiras emocionais, ampliando, assim, a facilidade para se relacionar com outras pessoas. “A música é sem dúvida uma das formas de expressão humana mais completas. Através dela, a pessoa coloca todas as suas emoções, sensações e percepções em funcionamento”, alega a terapeuta Marilandes Braga.

A partir daí, amizades e até mesmo romances passam a ter sua trilha sonora. Por exemplo, a música que tocou em um primeiro encontro fica marcada na lembrança dos casais e eles comumente vão recorrer a ela para se sentir bem. “Aquela, que a gente pede no restaurante”, brinca o psiquiatra Paulo Zampieri.A nossa música! Vamos dançar?”

O poder da música se deve ao fato dela ser um estímulo sensorial, que afeta, entre outras partes do sistema nervoso, a que é responsável pelo emocional. “O processamento de qualquer estímulo sensorial passa por diversas áreas do cérebro, entre elas o sistema límbico, que é o responsável por nossas emoções”, afirma Lerner.

“Por envolver um armazenamento de signos estruturados, estimula nossa memória não-verbal. Tem acesso direto ao sistema de percepções integradas, ligadas às áreas associativas de confluência cerebral, que unificam as várias sensações, incluindo a gustatória, a olfatória, a visual e a proprioceptiva em um conjunto de percepções que permitem integrar as várias impressões sensoriais em um mesmo instante, como a lembrança de um cheiro ou de imagens após ouvir determinado som ou determinada música”, afirmam os autores de “Música e Neurociências”.

Mais que provocar sensações, a música também induz ao movimento. É possível evitar uma visão apenas fechando os olhos ou virando o rosto, mas é impossível fugir dos sons. “Não se pode fechar os ouvidos e somos muito permeáveis às vibrações energéticas da música, que entram pelo corpo todo, além dos ouvidos. Entram pelo esqueleto, pelo abdome, pelas pernas”, diz Zampieri.

Você tem alguma música preferida, que seja importante na sua vida? Conte para a gente.



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Nota de 1lindomenino: VC tem...?! Conta pra "NÓIS"...?!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Filha fumando (PIADINHA: há lá "mininas" dessas...!)


A menina chega em casa fumando. O pai, assustado, pergunta:
- Minha filha! Você fuma?! Desde quando?
- Ih pai...desde que eu perdi a virgindade.
- Mas você não é mais virgem?! Como foi isso?
- Eu não me lembro. Eu estava bêbada.

sábado, 4 de setembro de 2010

Quim Barreiros

Nota de 1lindomenino: QUIM BARREIROS faz musica popular. O Povo entende-o, os Estudantes convidam-no para as festas, escuta-se em Discotecas. Enfim: será BOM ou será "isso" mau...?!

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Dieta da menopausa




Os alimentos ideiais e o que evitar para garantir um climatério tranquilo



A lista de queixas é grande. Mulheres na faixa dos 50 anos, prestes a entrar na menopausa, reclamam de fogachos, suores noturnos, ficam irritadiças, sofrem alterações nos órgãos sexuais, perdem elasticidade na pele. Nem todas sofrem, mas os sintomas do climatério afetam boa parte delas, dizem especialistas. A recomendação para quem está no segundo grupo é cuidado com a alimentação. Com atenção ao que come, é possível amenizar os sintomas e passar por essa fase com mais tranquilidade.

Uma dieta específica, equilibrada e rica em nutrientes podem ser salvadores, defende a nutricionista Márcia Oliveira, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a UFRJ.
“Evitar o estresse, manter uma boa alimentação e praticar exercícios regularmente são três medidas cruciais para suavizar a experiência dos sintomas vasomotores da menopausa".

Segundo a nutricionista, é preciso estar atento para ficar forte.
Consumir vitaminas A e E, incluir os peixes no cardápio com mais frequência, manter uma dieta rica em grãos de fitoestrogênios são medidas simples, que podem fazer diferença diante dos sintomas desagradáveis da menopausa.


Determinados grupos de alimentos podem garantir até o bom humor. Elemento natural de certos grãos, os fitoestrogênios imitam o estrogênio do organismo e ajudam a aliviar os calores, por exemplo. Atenção aos grãos que contém isoflavonas. "Uma dieta rica em alimentos compostos de isoflavonas, como é o caso da soja, dos grãos integrais, como as sementes de linhaça, podem de fato abaixar a temperatura do corpo e trazer alívio”, recomenda
Marcia Oliveira.

Os nutrientes essenciais

Peixes: porque contém óleos importantes que, ao nutrir a pele, acrescentam brilho e maciez à sua aparência.
Não deixe de incluir os pescados em seu cardápio, pelo menos duas vezes por semana.

Sementes de linhaça: são uma fonte excelente de ômega três, que contribui para manter a saúde da pele. Vários tipos de pães integrais contêm a semente e devem ser consumidos de preferência diariamente, no café da manhã.
Mesmo porque a semente de linhaça também tem componentes fitoestrogênicos, que são hormônios naturais e desempenham papel importante nessa fase de desequilíbrio hormonal e queda dos níveis de estradiol no organismo.

Vitamina A: é essencial para manter a pele saudável e deve ser incorporada à dieta diária com generosidade.
É encontrada em legumes cor de laranja escura, como cenouras e abóboras, em batatas doces e em vegetais de folhas verde escuras, como brócolis, espinafre e couve.

Vitamina E: ajuda a melhorar muito a aparência da pele. E abundante nas nozes, amêndoas e castanhas, que devem ser consumidas como pequenos lanches.
Use para substituir os alimentos industrializados.

Prefira



Bebidas geladas como água e sucos não muito calóricos.
Cereais integrais e soja, sob a forma de suplemento, em grão ou pasta de missô diluída em água, como sopa.

Evite


Excesso de café, refrigerantes do tipo cola, e outras bebidas que contenham cafeína.
Bebidas alcoólicas.
Alimentos muito condimentados.
Comer demais nas refeições.

As mudanças de humor também são comuns no período da menopausa. "Os nutrientes corretos influenciam positivamente no humor e ajudam, sim, o combate às oscilações e depressões”, confirma a nutricionista Márcia Oliveira.

Alimentos para o humor

Açúcar e cafeína formam uma eficiente dupla energética, mas costumam provocar desânimo mais adiante. Diminuir o consumo destes dois ingredientes pode atenuar sintomas de depressão, mesmo os mais leves.

Uma alimentação pobre em Ômega 3 deixa o sistema nervoso mais vulnerável à depressão, de modo que uma dieta de bem estar mental não pode deixar de incluir muito peixe e semente ou óleo de linhaça.

A carência de alguma vitamina no organismo, mesmo que pequena e sem conseqüências clínicas, pode afetar negativamente o humor. Uma dieta adequada, associada a suplementação multivitamínica e sais minerais, facilita o trabalho do organismo de absorver as substâncias essenciais à saúde física e mental.

Manter a taxa de açúcar no sangue estável ajuda a manter o equilíbrio do organismo. Os carboidratos cumprem essa função de regulador do nível de açúcar no sangue e por isso devem estar presentes em todas as refeições.

Da Redação
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terça-feira, 31 de agosto de 2010

Garoto envergonhado (uma PIADA, claro...!!!)


O garoto de quinze anos chega na farmácia e pede uma camisinha.
O farmacêutico olha para o rapaz com olhar indignado.
- É que eu vou jantar na casa da minha namorada - justifica-se o garoto - e nunca se sabe... de repente, pode rolar um clima...
O farmacêutico entrega o preservativo para o rapaz, este paga e vai embora. Cinco minutos depois está de volta e pede outra camisinha.
- Lembrei-me que a prima da minha namorada também vai estar lá... e ela é muito bonita! Talvez ela se interesse por mim... acho melhor garantir!
O rapaz embolsa a segunda camisinha e vai embora. Logo depois está de volta.
- Sabe, moço! Eu estive pensando e acho que seria melhor eu levar mais uma. Eu ouvi que a mãe dela gosta de rapazes novos e quem sabe ela também se interesse por mim.
À noite, no jantar com a namorada, a família toda reunida à mesa, o rapaz permanece o tempo inteiro no mais absoluto silêncio. A certa altura, a menina cochicha para o rapaz:
- Puxa, querido! Você não falou uma palavra! Não sabia que você era tão tímido!
- E nem eu sabia que o seu pai era farmacêutico!!




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sábado, 28 de agosto de 2010

PIADA DE JOAOZINHO


A professora pergunta ao Joãozinho:

- Quantos ovos uma galinha põe por dia?

- Não sei, fessora.

E com ironia ela diz: - Te peguei.

Ele também faz uma pergunta:

- Fessora, quantas tetas tem uma porca?

- Não sei.

- Viu, tu me pega pelos ovo que eu te pego pelas tetas!!!



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quarta-feira, 25 de agosto de 2010

A lição da tartaruga


Eu percebia que meu comportamento aborrecia muito os meus pais, porém pouco me importava com isso. Desde que obtivesse o que queria, dava-me por satisfeito. Mas, é claro, se eu importunava e agredia as pessoas, estas passavam a tratar-me de igual maneira.


Cresci um pouco e um dia percebi que a situação era desconfortante. Preocupei-me, mas não sabia como me modificar.

O aprendizado aconteceu num domingo em que fui, com meus pais e meus irmãos, passar o dia no campo. Corremos e brincamos muito até que, para descansar um pouco, dirigi-me à margem do riacho que corria entre um pequeno bosque e os campos. Ali encontrei uma coisa que parecia uma pedra capaz de andar.


Era uma tartaruga. Examinei-a com cuidado e, quando me aproximei mais, o estranho animal encolheu-se e fechou-se dentro de sua casca. Foi o que bastou. Imediatamente decidi que ela devia sair e, tomando um pedaço de galho, comecei a cutucar os orifícios que haviam na carapaça. Mas os meus esforços resultavam vãos e eu estava ficando, como sempre, impaciente e irritado.


Foi quando meu pai se aproximou de mim. Olhou por um instante o que eu estava fazendo e, em seguida, pondo-se de cócoras junto a mim, disse calmamente: "Meu filho, você está perdendo o seu tempo. Não vai conseguir nada, mesmo que fique um mês cutucando a tartaruga. Não é assim que se faz. Venha comigo e traga o bichinho".


"Acompanhei-o. Ele se deteve perto da fogueira acesa e me disse: "Coloque a tartaruga aqui, não muito perto do fogo. Escolha um lugar morno e agradável.


"Eu obedeci. Dentro de alguns minutos, sob a ação do leve calor, a tartaruga colocou a cabeça de fora e caminhou tranqüilamente em minha direção. Fiquei muito satisfeito e meu pai tornou a se dirigir a mim, observando: "Filho, as pessoas podem ser comparadas às tartarugas. Ao lidar com elas, procure nunca empregar a força. O calor de um coração generoso pode, às vezes, levá-las a fazer exatamente o que queremos, sem que se aborreçam conosco e até, pelo contrário, com satisfação e espontaneidade."



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sábado, 21 de agosto de 2010

Sinais de alerta


É melhor ser alegre que ser triste. Estudo mostra que estresse em mulheres de meia idade pode gerar demências na velhice.



A vida moderna pode ser boa e confortável. Mas o que deveria apenas facilitar o cotidiano pode trazer situações estressantes. O celular que não para de tocar, o trânsito, o trabalho, a ociosidade. Quem passa por essas situações e perde as estribeiras ainda na meia idade pode enfrentar consequência mais graves na velhice. Um estudo feito pela Universidade de Gotemburgo, da Suécia, reforça que as mulheres, principalmente, podem ser vitimas de demências, após os 60 anos.

O estudo é um alerta, assegura a especialista em neuropsicologia Andrea Banderas. Basicamente, o estresse é uma resposta do organismo frente a um perigo, que prepara o corpo para fugir ou lutar. É bom, mas até certo nível, e é preciso manter sob controle. “Muitas vezes pode ser inevitável, mas é preciso conhecer formas de amenizar a ansiedade, que pode se transformar em estresse crônico. E é exatamente nesse estágio que ele pode ser o causador das demências, quando se extende por um longo período, ou seja, atinge seu pico e se mantêm sem cessar”,
explica Banderas.

A equipe de pesquisadores de Gotemburgo acompanhou 1.415 pessoas do sexo feminino, que tinham entre 38 e 60 anos no início da pesquisa. Os níveis de estresse foram avaliados em três anos: 1968, 1974, 1980. O distúrbio psicológico foi definido como uma "sensação de irritação, tensão, nervosismo, ansiedade, medo ou problemas de sono", com duração de um mês ou mais. Durante o período do trabalho, 161 participantes receberam o diagnóstico
de demência.

A partir desses dados, os cientistas concluíram que o risco da patologia foi 65% maior em quem sofreu estresse frequente na meia idade. A chance subiu para 73% quando as voluntárias relataram o problema em duas das avaliações,
e mais do que o dobro quando os três levantamentos mostraram sinais de estresse.

Além de doenças neurológicas como o Alzheimer, o estresse também funciona como um gatilho para o Transtorno Cognitivo leve. “Os hormônios gerados pelo estresse, como o cortisol, por exemplo, entram na corrente sanguínea, então passam para o corpo e o cérebro, e logo após atingem o hipocampo - que é responsável pela memória -, fazendo com que ele diminua de tamanho, o que afeta diretamente o funcionamento cerebral”,
explica a neuropsicóloga.

Recado às mulheres de meia idade: é preciso manter o equilíbrio. “Que a vida é corrida, todos sabemos, mas existem formas de garantir o controle. Primeiro, pela conscientização e do entendimento dos causadores do estresse. Depois, é preciso buscar técnicas para controlar seus efeitos, além de um programa de relaxamento específico. O resultado pode ser surpreendente”,
garante Andrea.

Manter a rotina e as emoções sob controle é uma tarefa que exige empenho e também disciplina. Veja as dicas de Andrea Banderas
para iniciar o seu próprio programa de controle do estresse.



Adote uma dieta saudável
Este é o primeiro passo em qualquer programa de redução do estresse. A saúde em geral e a resistência imunológica podem melhorar com uma dieta rica em cereais integrais, vegetais e frutas. Vale o velho conselho de evitar abuso de álcool, cafeína e cigarro.

Faça exercícios e mexa o corpo
O exercício físico é uma ótima maneira de se distrair dos eventos estressantes. E o estresse lesa menos a saúde de pessoas fisicamente ativas. Procure uma atividade que proporcione prazer. Algumas sugestões são: ginásticas aeróbicas, caminhadas, natação, yoga e tai chi. Mas comece devagar e vá aumentado a intensidade e a freqüência gradualmente.

Use técnicas de relaxamento
Relaxe através de técnicas específicas, como exercícios de respiração profunda, prestando atenção na respiração e respirando profunda e lentamente. Dá para garantir o relaxamento muscular de modo igualmente simples: em uma posição confortável, concentre-se em cada parte do corpo e sinta os músculos se relaxando totalmente. Você também pode adotar a meditação e a massagem.


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domingo, 11 de julho de 2010

O que as mulheres querem - As queixas mais comuns quando assunto é sexo e casamento


Nas novelas e nos comerciais de margarina, os casamentos são quase sempre felizes e sem conflitos. O que se vê na TV ou nas revistas, no entanto, pouco tem a ver com a realidade entre quatro paredes. No dia-a-dia, homens e mulheres têm visões diferentes sobre a vida a dois, encaram frustrações e tentativas mal sucedidas, e o sexo feminino, em grande parte, carrega mais ressentimentos e insatisfações.

A conclusão é da psicóloga Giovana Dal Bianco Perlim, coordenadora do curso de Psicologia da Faculdade Regional da Bahia, que há mais de 20 anos estuda as questões de gênero.

A grande queixa das mulheres é que sobra trabalho e falta afeto dentro de casa, revela o estudo de Giovana, defendido na Universidade de Brasília (UNB). "As mulheres ainda sentem que existem regras diferentes, e essas regras trazem limitações nos espaços sociais. Elas sentem que são pouco compreendidas nas suas necessidades afetivas e que não são valorizadas no seu esforço de dar conta da casa, dos filhos e do trabalho", diz a psicóloga.

A culpa de tamanho descompasso entre os sexos tem dono. Segundo Giovana, a mídia ainda insiste em divulgar imagens irreais sobre a vida a dois. "As pessoas continuam se casando como nos contos de fadas: casaram-se e foram felizes para sempre utilizando claramente um modelo romântico de relacionamento. Cada vez mais a sociedade padroniza como deve ser o casamento perfeito sem ensinar como dar conta de tamanha tarefa", opina a especialista.

Se as expectativas se distanciam da realidade, o resultado ganha a forma de frustração, que vem de ambas as partes. "Enquanto as mulheres relacionam o casamento a um local para intimidade, sexo e romantismo, os homens vinculam a união a família, filhos e aconchego. É claro que se as expectativas são diferentes, elas conflitam na forma como cada cônjugue vai entender a satisfação no casamento. E, nesse sentido, a mulher tende a frustrar-se mais com o projeto romântico do casamento do que o homem", define.

Embora o "Felizes para sempre" esteja mais para Hollywood, nem tudo são espinhos na vida a dois. Existem caminhos que levam à felicidade conjugal, e um deles, como aponta Giovana, é concordar sobre questões fundamentais para ambos.

Outra característica de casamentos felizes é o exercício de poder de forma igualitária. "Ambos devem sentir que são igualmente valorizados e respeitados pelo outro, possuindo as mesmas oportunidades e fazendo valer as mesmas regras. Mesmo que um seja melhor em alguma coisa, isso não significa que o outro deva ser desvalorizado. Apenas significa que eles possuem diferentes especialidades sem que elas impliquem na desqualificação do parceiro", diz Giovana.

Mas essa realidade não surge sem esforço. Além de frear as expectativas, é preciso gastar energia, tijolos, paciência e todo o estoque de afeto para construir o relacionamento. "Um projeto que tenda ao amor companheiro em vez do amor romântico, que questione os modelos vigentes, em que cada um construa a sua felicidade, de acordo com o que serve para si", sinaliza Giovana.



Da redação

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sexta-feira, 9 de julho de 2010

Anedota: Fases da Vida


O pequeno Zézito diz ao pai:

- Pelo Natal, gostaria de ter um revólver verdadeiro!

- O quê!? - Rezingou o pai - tu és doido, ou quê?

- Quero um revólver verdadeiro! Quero um revólver verdadeiro! - Choraminga o Zézito.

- Basta - ralha o pai - quem é aqui o dono da casa?

Diz o Zézito, com fleuma:

- És tu, mas se eu tivesse um revólver verdadeiro...



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quarta-feira, 7 de julho de 2010

Na Lata (Tem "coisa" de SOGRA que não seja UMA PIADA...?!...)

As SOGRAS devem ser tratadas com o carinho que "merecem". Passeie ela no mar, na montanha, em grutas... e "dê-lhe" sempre um empurrãozinho "carinhoso"... rsrs
VOCÊ MERECE esse "carinho"...!!!

A sogra vai visitar a filha e o genro. Ela toca a campainha, o genro abre a porta e diz, empolgado:
— Sogrinha! Há quanto tempo a senhora não aparece! Quanto tempo vai ficar conosco desta vez?

Querendo ser gentil, a sogra responde:
— Até vocês ficarem cansados de mim!

Então, o genro diz:
— Sério? Mas a senhora não vai nem tomar um cafezinho?



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segunda-feira, 28 de junho de 2010

PIADA DE JOAOZINHO (o "tal"...)


Na sala de aula, a professora pergunta:

- Qual a coisa mais pesada que existe?

- O elefante - responde a Aninha.

- A baleia - diz o Pedrinho.

- Um caminhão - diz o Paulino.

- É o pinto do meu pai!

- O que é isso, Joãozinho? Quem foi que te disse essa asneira?

- Minha mãe, professora! À noite, eu sempre ouço ela dizer pro meu pai: 'Esse negócio nem Deus levanta!'



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quinta-feira, 24 de junho de 2010

Criança com camisola da selecção portuguesa não entrou na escola


Menor de cinco anos, filho de um português e de uma belga foi impedido de entrar no jardim-de-infância



Uma criança de cinco anos, filho de um português e uma belga, foi impedida de entrar no jardim-escola por estar a usar uma camisola da selecção portuguesa de futebol, noticia esta quinta-feira a imprensa francesa, escreve a Lusa.
De acordo com o jornal francês «Le Parisien», o jardim-escola Petits-Champs-Ronds, em Massy, nos arredores de Paris, decidiu proibir o uso de camisolas de selecções de futebol para evitar discussões entre as crianças e os seus pais.
«Quando cheguei à escola, a mãe de outra criança disse-me que era proibido o uso de camisolas de selecções de futebol, mas julguei que era uma brincadeira», disse a mãe da criança, citada pelo diário.
«Fui falar com a directora, que confirmou. Ela explicou-me que o uso dessas camisolas é discriminatório e pode levar a conflitos entre os pais e as crianças por muitas irem pedir camisolas iguais e existirem pais sem possibilidades de as comprar», acrescentou.
A mãe da criança mostrou-se surpreendida com o argumento, tendo dito ao jornal francês que a camisola custou cinco euros.
A inspecção escolar, que não tem conhecimento de outros casos, disse ao «Le Parisien» que essa foi uma decisão interna da escola e que teve o consentimento dos pais.
No entanto, a mãe da criança contesta, afirmando não ter sido informada deste «novo regulamento».
Como se recusou a tirar a camisola ao filho ou a escondê-la debaixo de outra peça de roupa, a criança não pôde entrar. Os pais da criança já decidiram que vão tirá-la daquela escola.
Este caso já chegou ao Ministério da Educação francês e os pais vão ser recebidos terça-feira por um inspector da Educação.
A Agência Lusa tentou, sem sucesso, contactar com o Ministério da Educação francês.



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Nota de 1lindomenino: igualité, fraternité... mas para ELES...!!! Como as coisas correram mal para o time de França, toca a fazer "leis internas"...!!! Alguma coisa tá mal no "Reino de França"...!!!

domingo, 23 de maio de 2010

Os anos contam


A idade dos parceiros pode determinar o tempo de vida de cada um, diz estudo



Estatura, peso, situação financeira, nível intelectual, senso de humor. Na hora de escolher um parceiro, muitas características são levadas em conta. À já quase infindável lista de exigências e afinidades, um estudo alemão acaba de acrescentar mais um item. De acordo com pesquisadores, a idade conta, principalmente, para as mulheres: casar com parceiros mais jovens ou mais velhos pode determinar o tempo de vida que elas terão. Já a realidade no Brasil é outra, diz sexóloga.


A pesquisa realizada pelo Instituto Max Planck, na Alemanha, e publicada revista científica "Demography", analisou mais de dois milhões de casais dinamarqueses e concluiu que o risco de morte de uma mulher casada com um parceiro entre sete e nove anos mais jovem aumenta 20%. Se o parceiro for entre sete e nove anos mais velho, esse risco cai para 10%. A regra para os homens é oposta. Aqueles que casam com parceiras mais jovens teriam redução de 11% nas chances de mortalidade precoce.



Os efeitos do estudo podem não ser os mesmos no Brasil. Para a psicanalista e sexóloga Regina Navarro Lins, a ideia de que o homem, necessariamente, deve ser mais velho que a mulher é coisa do passado. “Houve um período na História em que as mulheres casavam muito novas, mas por uma questão de necessidade. O papel de reprodutora era muito importante, uma vez que os filhos ajudavam o pai no trabalho. E de lá pra cá, essa história só se repete, ninguém questiona o assunto. Entretanto, esse cenário vem mudando cada vez mais, estamos vivendo um importante processo de transformação na mentalidade das pessoas”, afirma.



Apesar de ainda desconhecidas, os pesquisadores alemães têm algumas hipóteses paras as diferenças de mortalidade em razão das diferenças de idade entre parceiros. Uma delas é a de que, tanto homens quanto mulheres, escolhem parceiros mais jovens porque são mais saudáveis e com uma maior expectativa de vida. Além disso, ter um parceiro mais jovem pode ser útil nos cuidados durante a velhice.

Regina Navarro discorda. “O ideal de felizes para sempre não existe. E o número de divórcios cada vez maior só comprova isso, inclusive entre pessoas com mais de 60 anos. Casar com alguém mais novo pensando no futuro, para que essa pessoa cuide de você mais para frente, é pura bobagem. Com a expectativa de vida aumentando, as pessoas mais velhas querem mais é curtir a vida, viajar e, por que não, fazer mais sexo. A reposição hormonal e o Viagra têm possibilitado isso para a população idosa”, opina.

Ainda existe preconceito, claro, mas muito menos do que antes, defende Regina. "Algumas mulheres sentem vergonha, se culpam por estarem envolvidas com parceiros mais jovens. Já os homens, pelo contrário, acham o máximo. Mas acredito que, aos poucos, as mulheres vão acabar com esse medo, daqui há 10, 20 anos as relações serão muito mais modernas. Estamos vivendo um momento em que a fronteira entre os sexos está sumindo, e com isso surgirá uma sociedade de parceria entre homens e mulheres”, diz. E ponto.



Por Maria Fernanda Schardong


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