POR UM PORTUGAL DIFERENTE

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"Nada descreve melhor o caráter dos homens do que aquilo que eles acham ridículo."

VELHO PROVÉRBIO PORTUGUÊS

"Dois olhos vêem mais do que um só."
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Eu, quando choro, não choro eu. Chora aquilo que nos homens em todo o tempo sofreu. As lágrimas são as minhas mas o choro não é meu.A.GEDEÃO

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terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Maturidade com prazer

Dicas para homens e mulheres aproveitarem melhor os momentos a dois




Compartilhar por Regina Racco*

Tenho sido agradavelmente surpreendida nos cursos e palestras que ministro sobre a técnica de fortalecimento genital com a grande procura por parte de mulheres e homens com mais de cinqüenta anos.

O interesse em melhorar a musculatura genital , obter maior saúde intima e intensificar o prazer em sua vida amorosa faz com que homens e mulheres nesse faixa etária deixem de lado a timidez (ainda bem!) e as desculpas (ainda próprias da timidez) falta de tempo, nenhuma necessidade em mudar, satisfação com sua vida etc e partirem a procura de soluções para os problemas que existem ou mesmo para melhorar o que está bom, mas que pressentem, pode ser intensificado.

Para mim, é gratificante. Para a maioria deles, uma surpresa. Esperam encontrar uma menina, corpo perfeito, vinte e poucos aninhos, falando sobre pompoarismo e malabarismos sexuais fantásticos. Encontram a Regina, cinqüenta e um anos muito bem vividos e muito por viver, cabelos grisalhos e uma abordagem consciente e real da técnica e dos benefícios que ela pode nos trazer.

Mas não é somente isso que importa. Treinar é possível, melhorar sua perfomace sexual e saúde íntima, também e é bem mais fácil do que se supõe. Nosso corpo, maravilhoso presente de Deus, nos brinda com uma resposta rápida e intensa aos cuidados que dispensamos a ele. Isso é importante, mas é ainda mais importante, em nossa faixa etária, a compreensão de nossas possibilidades de conquistar um prazer cada vez maior e mais intenso, aprender o caminho do outro e as enormes possibilidades de proporcionar uma satisfação muito grande a ele.

Estamos adultos, livres dos problemas inerentes a juventude. Criar os filhos, trabalhar, estudar e correr, correr muito para que dê tempo de transformar nossos sonhos em realidade. Aos cinqüenta anos, ainda criamos filhos, lógico, muitos estão saindo agora da adolescência, mas regra geral, já conseguimos obter um tempo mais flexível para trabalharmos em prol de nossa própria satisfação pessoal, e se por ventura, ainda estamos dentro do olho do furação, correndo feito loucos e hora de dar uma paradinha, pesar nossos afazeres, e pensar seriamente em dedicar esse tempo a nós mesmos e aos nossos parceiros. Olhar com atenção nossa vida amorosa e investir em prazer. Seja do modo que quiser. Fazer cursos sobre desempenho sexual, aprender técnicas de fortalecimento genital, massagem sensual, são apenas algumas das inúmeras possibilidade que temos de transformar nossa vida em dias mais prazerosos e alegres.

Namorar por exemplo. Isso mesmo, namorar. Convide seu parceiro(a) para sair, vá à praia, ao campo, ou apenas saia, rua à fora, caminhando, mãos dadas... Perdi o numero de mulheres principalmente e também alguns homens, que se queixavam exatamente disso. Falta de namoro. O sexo, fruto de uma parceria de anos, era bom, estavam satisfeitos sim, não sentiam necessidade de mudar, mas era como se sua vida amorosa tivesse se resumido somente nisso. Sexo. Faltava namoro, flerte, a conquista que nunca deve faltar. Você pensa que já conquistou seu marido ou sua esposa pelo simples fato de que estão juntos e dividem uma vida?

Lamento informar que não. A conquista é um exercícios diário. A paixão, uma brasa que adormece e quase se apaga, principalmente se soterrada em baixo de pilhas de "realidades" contas a pagar, problemas cri -cri –vi- pa. Crianças, criadas, vizinhos, parentes e o que mais se somar aí.

Conquistar diariamente a mesma pessoa! Esse é o verdadeiro desafio! Afinal quando se conquista um estranho é fácil, temos a nosso favor a novidade. Quando tenho que conquistar o meu marido, aí sim, me vejo frente a frente com um verdadeiro problema. Fácil de solucionar, se eu entender que: NÃO O CONHEÇO.

Pronto, agora tenho que conquistar um estranho e tenho a meu favor a novidade! Fácil não? Calma, não estou brincando. Estou falando sério. Muito sério mesmo. Faça uma análise profunda. Realmente você pode dizer que conhece o seu marido, ou você, homem, conhece a sua esposa?

Se vamos ser honestos em nossa resposta, tenho certeza que todos responderão não. Somos humanos, mudamos a cada lua nova. Capazes de nos surpreender a nós mesmos, imagine então ao outro? Sim, não conhecemos e a boa noticia é que isso não é ruim, pelo contrário, é ótimo!

Porque? Simplesmente porque se olharmos por esse ângulo, teremos sempre ao nosso lado alguém que estará nos surpreendendo sempre e também nós poderemos surpreende-lo. E a conquista diária nos ajuda nesse intento de forma perfeita.

Que tal algumas sugestões?

Para as mulheres
Mande flores, isso mesmo, flores para ele.

Beije-o ao amanhecer, deite-se sobre ele, mostre o quanto é gostoso a proximidade de seu corpo.

Surpreenda-o com uma declaração pelo telefone, ligue no meio do dia e diga que o ama. Vamos, coragem! Vai valer à pena!

Faça um jantarzinho romântico, com direito a velas e flores na decoração.

Faça uma massagem. Assim, sem nada marcado.

Ele está lendo jornal, morda-lhe a orelha e mostre que está disposta ao amor.

E, principalmente, não se entristeça ou mostre decepção se nesse dia o amor não acontecer, respeite o tempo dele.

Para os homens:

As dicas acima servem perfeitamente para você, mas gostaria de dar mais uma sugestãozinha. Realmente você está atento à sua esposa? É fundamental que tenha sempre a atenção no que ela está fazendo, como está, se precisa de carinho, conversar, sei que talvez sua vida seja corrida, conheço bem isso, como a vida profissional junto a toda a satisfação que nos dá, também nos rouba um tempo muito grande e que por vezes acaba por faltar à nossa família.

Mas faça uma forcinha. Vai valer à pena, garanto. Não deixe que aconteça o que aconteceu com um amigo. Sua esposa se queixou comigo, que sentindo um imenso desejo de mudar, começou mudando a cor dos seus cabelos, era morena e pela primeira vez na vida ousou descolorir e pintar os cabelos de louro. Ao voltar para casa e vendo no jantar que o marido nada falava, perguntou-lhe sobre sua aparência.

- O que achou de minha aparência? Você não comentou nada, não gostou?

Ele olhou-a demoradamente e depois de alguns minutos de silencio, soltou a pérola.

- Linda blusa, é nova?

Parece uma piada? Não é, aconteceu de fato, e hoje essa mulher, que continua minha amiga, tem um marido novinho em folha. Sintomático, não?

Nem todos os casais chegam a uma atitude tão radical e nem devem. O dia a dia estressante quase sempre é o responsável pelo desgaste na relação, mas sempre é hora de resgatar e mais ainda, melhorar a nossa vida amorosa e enriquecer assim todo o nosso mundo familiar, porque sempre que existe harmonia entre o casal, existe um núcleo familiar feliz e tranqüilo e esse é talvez o nosso premio maior.

São inúmeras as possibilidades quando realmente queremos algo novo em nossa vida, basta estar atentos e disponíveis e as mudanças acontecerão. E desejo sinceramente que isso também esteja acontecendo ou passe a acontecer com você. Essa é uma ótima jornada, caminhar em direção a sua satisfação pessoal e a harmonia em seu relacionamento. Não se demore! Aproveite que o tempo é chegado. Maturidade, sim, mas com muito prazer!



*Regina Racco é terapeuta. Para entrar em contato, escreva para pompoar@pompoarte.com.br. O site da autora é
www.pompoarte.com.br



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Posted by 1lindomenino


Dated04jan2011


domingo, 28 de novembro de 2010

Seguir em frente - Como superar um coração partido e fazer um recomeço feliz


De repente do riso fez-se o pranto. Pode não ser tão de repente, como vaticinou Vinícius de Moraes no Soneto da Separação. A dissolução de uma relação amorosa tenha ela o tempo que tiver pode levar instantes bem menos breves. Rompimentos são sempre difíceis, atestam especalistas e também quem já teve o seu quinhão de coração despedaçado. O que faz diferença é o modo como cada um vai tratar de botar a vida novamente nos eixos. Mas superar, todos superam.

“Toda separação é uma morte. Não é nada fácil para ninguém”, defende Carla Portella, da Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica (SBPA). Para a psicóloga Aline Melo de Aguiar, que além de ouvir os pacientes, teve a experiência própria do divórcio, ter em mente que o casamento é eterno agrava as consequências negativas de seu fim. “É uma sensação de perda e fracasso muito grande”, alega.

Problemas financeiros, busca pela liberdade, traição, desamor, incompatibilidades. O leque de motivos que podem levar uma relação ao fim é extenso. Quando nem mesmo os momentos prazerosos conseguem inibir o desgaste emocional, estar junto da outra pessoa se torna um fardo. “Isso só pode gerar desgastes e mágoas mútuas”, diz o divorciado Maurício Neto, de 51 anos, que já passou pela experiência duas vezes.

Da aceitação à hora de estar pronto para um novo amor, passando pelo aprendizado de novas habilidades e pela prática de exercícios físicos, há uma série de dicas que ajudam a acalmar a mente e recompor o coração.

Confira oito conselhos que ajudam a enfrentar o término da relação e entender que mesmo que o amor tenha ido embora, a vida continua – e novas paixões podem surgir no horizonte.

Admitir. Fingir que está bem não leva a nada de bom. Tudo que se pode conseguir com isso é acumular mágoa e frustração. Ainda que, segundo Portella, seja muito difícil admitir que uma relação acabou, é preciso aceitar o término. Passar o tempo com amigos é importante. Eles estão aí para oferecer um ombro amigo e dividir a dor e o sofrimento. Socializar-se é fundamental. Se a vontade de estar em companhia for baixa, a opção é se forçar a isso. O convívio com outras pessoas faz bem, especialmente em momentos difíceis como uma separação. Reunir os amigos para tomar um vinho, discutir um livro ou simplesmente assistir à novela. Manter a agenda social cheia é de grande importância para superar as dificuldades do fim do relacionamento. E antes de admitir o sofrimento para outra pessoa, é preciso admiti-lo para si mesmo. “Se você tem um problema e vai jogando para debaixo do tapete, ele vai acumulando e chega uma hora que estoura”, diz Aguiar. Problema é para ser resolvido.

Aprender. Dominar novas habilidades também ajuda. Inscrever-se em uma aula de pintura, culinária ou mesmo informática avançada ajuda a manter o cérebro focado na nova tarefa e sem tempo para pensar no término da relação. “Uma atividade ajuda muito”, alega Aguiar. Além disso, o fim do relacionamento pode ajudar a dar um impulso na vida. “Quando acontece a separação, um tanto de energia que estava presa nessa história, se desprende”, diz Portella. Esta energia pode ser usada para investir em novas jornadas pessoais. “Buscar sonhos antigos, amigos, parcerias, trabalho. Cada um precisa descobrir as suas próprias motivações”, completa a psicóloga da SBPA. “Novos interesses, antigos hobbies esquecidos, novos cursos, circular por locais onde não costumava freqüentar, tudo isso é importante para encarar a nova realidade”, diz Neto.

Escrever.
Manter um diário ou mesmo tentar escrever um livro clareia os pensamentos. Passar os sentimentos para o papel ajuda a liberar sentimentos de mágoa, raiva e frustração de maneira construtiva. Até mesmo escrever uma carta como se fosse enviá-la para a pessoa perdida é um tremendo auxílio para a recuperação emocional. Reler o material escrito no futuro oferece maior compreensão de si mesmo através da observação de como se reagiu a este momento difícil. “Colocar tudo no papel, sem mentir, enfiar na gaveta por um mês ou mais e depois reler. Pode ser surpreendente”, explica Neto. O ser humano é um ser da linguagem, por isso transformar os sentimentos em palavras tende a fornecer grandes melhorias. Segundo Aguiar, é como se tudo fosse observado de fora, proporcionando uma nova análise da situação. “Eu acredito que o processo de escrita é muito libertador”, diz Portella.

Interagir. Há uma grande rede de apoio e suporte para espantar a solidão e a vontade de estar só. Encontrar grupos de apoio – mesmo que na internet – com pessoas que passaram pela mesma situação é um modo de superar. Aguiar ressalta a importância de estar com pessoas que possam ouvir, pois desabafar é fundamental. A troca de experiências é um impulso para superar o término e até construir novas amizades. No entanto, é preciso que a pessoa ou grupo onde se deseja trocar experiências também queira seguir em frente. “Se a pessoa com quem você quiser fazer esta troca estiver procurando alguém apenas para ‘chorar junto’ acho uma péssima companhia”, afirma Neto.

Sair. Fazer um cruzeiro, conhecer outra cidade ou simplesmente dar uma volta na praça. O importante é se manter fora de casa e em contato com o mundo. Sair e ver o que acontece fora do casulo da melancolia é bom para entender que a vida não para e tudo segue em frente, por maiores que sejam os obstáculos. O ideal é fazer isso com parentes, amigos ou mesmo um grupo de viagens, pois estar sozinho após o fim de um relacionamento é difícil, mesmo que a solidão pareça a melhor companhia. O objetivo é voltar renovado. “É bom estar fora de casa e aí a gente volta para aquele ponto da atividade, que é tirar o foco do problema”, afirma Aguiar.

Exercitar.
Natação, caminhada, musculação. A prática de atividades físicas, além de ser saudável e ajudar a entrar em forma, ajuda o organismo a se livrar das toxinas que causam o stress e gera satisfação. “É comprovado cientificamente que os exercícios físicos liberam hormônios naturais do relaxamento e do prazer”, explica Aguiar. A rapidez com que um bom exercício dissipa a nuvem de emoções ruins é surpreendente. Se ainda não há uma rotina de atividades físicas, não há melhor hora para estabelecer uma.

Adotar.
Não um filho, mas um animal. Bichos de estimação podem até dar trabalho, mas sabem amar melhor que ninguém. Com um pouco de atenção e carinho, eles se tornam uma imensa fonte de afeição, lealdade e bondade. “O animal de estimação é curativo no processo depressivo por conta do afeto”, defende Aguiar. O Maisde50 já fez uma matéria sobre o quanto um animal de estimação pode melhorar a vida.


Amar. Sim, se apaixonar de novo. Pode levar tempo para se recuperar de um coração partido, mas uma vez que a ferida tenha cicatrizado, é importante estar consciente que alguém especial pode aparecer a qualquer momento. Não vale a pena viver de mágoas passadas. Deixar o coração aberto para novos amores é bom. Para Aguiar, o que mais marca a superação é o retorno da auto-estima. “Você se sente mulher de novo”, diz, deixando de lado a postura de psicóloga e falando como alguém que já passou por uma separação. “Quando nos abrimos e aceitamos os riscos da vida, a chance de refazermos nossas parcerias aumenta”, explica Portella.

“Várias pessoas passaram depois da minha separação, até que aconteceu um novo relacionamento que virou o atual casamento”, conclui Neto, que se entregou a um novo amor na casa dos 50 anos. Idade não importa. Ninguém é velho demais para se apaixonar. Pelo contrário, a experiência só tem a beneficiar uma relação.


Por Filipe de Paiva



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Dated 28nov2010

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Sexo cansa


Leitora reclama da disposição do marido, diz que prefere outras atividades e pergunta o que fazer

"Tenho 52 anos e meu marido está com 59. Estamos juntos há quase 30 anos e temos dois filhos já adultos. Eu sou assistente social, ainda trabalho e muito. Ele é engenheiro e também ainda trabalha. Apesar de aposentado, mantém um escritório. Vivemos bem. No entanto, temos um problema. Apesar da idade, ele ainda me procura muito e quer sexo quase todos os dias. Eu não tenho mais esse fôlego nem lubrificação. A verdade é que eu prefiro não fazer mesmo sexo.

Uma vez por mês seria o ideal. Sexo não é tudo, eu digo sempre a ele. Mas ele insiste e, às vezes, nós discutimos. Penso que ele poderia ser mais compreensivo. Mas a verdade é que eu me pergunto de onde vem tanta disposição. Não sei se ele toma algum remédio, nunca achei nada nas coisas dele. Mas isso não me parece normal para um homem de quase 60 anos.

Penso até que ele tem amantes, já que eu não correspondo. Mas isso na verdade não me incomoda tanto. Pelo menos assim, eu fico liberada. Ele faz sexo ‘na rua’ e eu não tenho dor de cabeça. Minhas amigas dizem que eu sou louca, que eu deveria aproveitar o tesão que ele tem por mim. Sinceramente? Eu prefiro fazer outras coisas. O que a senhora acha?"
Helena

Confira a resposta da psicóloga Ana Fraiman*



Você tem o mérito de falar com muita franqueza de uma situação que se faz presente em muitas casas, mas sobre a qual poucos falam. Parabéns por escancarar o jogo e nos ajudar a desmistificar os casamentos.

O ideal de que os casais se completem sexualmente é muito recente. Até o início do século passado mal se esperava que os casais tivessem prazer um com o outro. Primeiro que a mulher nem sabia que tinha direito ao prazer. Segundo, mesmo que soubesse, era educada a calar a boca e nunca se recusar ao seu marido. O que importava era que ela o satisfizesse. Longe do que hoje se entende por ‘satisfazer’ ao seu marido, pois também ele era educado para ter uma mulher com quem gerar filhos e outra com quem se divertir e extrair prazer da atividade.

Corria, à boca solta, a expressão: dama na sociedade e puta na cama! Nem sempre ambas se tratavam da mesma pessoa! Havia coisas que não se fazia com as próprias esposas, porque seria até considerado desrespeito. Então, os homens procuravam outras fora de casa, como a coisa mais natural do mundo.

Isso durou até uns 40, 50 anos atrás. Na história social do sexo, isso é bem pouco tempo. Tratado desse jeito, sexo era uma questão de obrigação: para fazer filhos em casa (por que os de fora eram considerados bastardos e não tinham os mesmos direitos que os legítimos, havidos pelo matrimônio) e para servir ao marido. São muitas as histórias em que a mulher perguntava ao marido após servir a ceia: O senhor pode me informar se hoje serei de vossa serventia?

Caso ele dissesse que sim, ela tomaria um banho. Se não, daria graças a Deus e iria dormir feliz e satisfeita, aliviada por não ter que se sujeitar àquelas coisas nojentas que ele tanto esperava dela e que ela fazia submissa, só para não deixá-lo mais nervoso ainda e rezando para ele acabasse logo, querendo morrer por estar ali.

Parece negro esse quadro? Pois era assim para a grande maioria dos casais. Pergunte-se às mães, tias e avós de não tão antigamente e ouçam as suas histórias. Sexo era uma provação. Não era de estranhar que as mulheres detestassem fazer sexo e que os homens preferissem fazer com as outras. Na rua, como você diz, ou dentro de casa mesmo, com as empregadas, de quem se esperava, também a prestação desse tipo de favor, senão... Rua!

Os homens que têm hoje seus 50, 60 anos, a maioria teve sua iniciação sexual com as empregadas da própria casa, da casa das tias e dos pais dos amigos, quando estavam viajando. Daí a festa rolava. A maioria das mulheres começou a fazer sexo com seus noivos ou maridos, sentindo muita vergonha, culpa e medo de ser descoberta. Ambos, homens e mulheres, aprenderam tudo muito mal aprendido e muitos casais ainda trazem em seu íntimo as seqüelas de uma vida sexual iniciada aos trancos e barrancos, sem amor e sem qualquer tipo de orientação.

Não sei se isso a levou, como a tantas mulheres que nasceram antes dos anos 60, a inibir sua vontade de sexo e a achar que aos 50, 60 anos os desejos já devessem estar arrefecidos.
Claro que os apetites são menos vorazes, mas as pessoas que superaram as dificuldades iniciais continuam a gostar de sexo até além dos 80 e, se for ver, até depois dos 90 anos de idade. Também quando os seus companheiros não foram jeitosos, foram muito afoitos e, direto ao pote, as mulheres se sentiram muito abusadas e mal amadas. Doía muito e os carinhos, a preparação, o clima, pouco era considerado. Homem não tinha paciência para isso não e mulher se defendia com as célebres ‘dores de cabeça’. Sexo era meter, meter, meter. Virar para o outro lado e a mulher... Oras, a mulher. Virava para o lado e chorava, sem coragem de mudar.

Muitas também conseguiram mudar. Conversaram com seus médicos, buscaram psicoterapia, aconselhamento de casal, orientação sexual e... Nossa, o sexo tornou-se uma maravilha. Mas a maioria desistiu. Sexo sem cuidado, sem enamoramento...? Deixaram para lá. Ou depois se masturbavam como forma de se aliviar. Às escondidas, claro. Mas, quando o sexo machuca e faz doer na alma, as pessoas se desinteressam mesmo. Sempre existem aquelas que não são ligadas em sexo, não fazem questão. Porém muita gente que pensa que não faz questão, é porque não conseguiu lidar direito com os traumas sofridos: no período de noivado, casamento ou até antes, por parentes e vizinhos, professores, os já conhecidos abusos sexuais. Só sei dizer que fazer sexo sem vontade equivale a um estupro. Então, como apreciar?!

O homem, por sua vez, tinha que provar que era macho e viril. Mandava ver toda noite e, por vezes durante o dia também. Quantidade era sinônimo de macheza. Era patético: nas festas, falando sobre sexo, ele com a cara toda sorridente, ela com cara de coitada. Isso era vida?! Mas muitos casais prosseguiram, mesmo que em ritmos e interesses diferentes, sem conversar, sem se esclarecer, sem se afinar.

Muita gente sente, sim, vontade de sexo, mas com aquela pessoa. Desejaria outra. E se a pessoa fica insistindo, piora. Começa a dar nojo. Irrita demais da conta. Vira uma relação tipo cabo de guerra: ele insiste, ela dá um chega pra lá. Ele sai humilhado, ela fica enraivecida. Nesse clima, sexo bom não rola mesmo. O que os homens deveriam aprender é que, insistir em fazer sexo, quando a mulher não está a fim, é o que há de pior. Homens que querem por que querem quase todas as noites, que cutucam e até acordar a mulher no meio da noite para montá-la, envenenam a relação, seja ela uma mulher mais quente ou menos interessada nisso. Insistir? Não deveriam.

Nenhuma esposa, porém, deveria usar do sexo para humilhar seu marido. Tipo premiá-lo: Ah, hoje você foi bonzinho para mim, fez o que eu queria, então vai rolar. Ou simplesmente comunicar, diretamente ou por gestos mais ou menos sutis: Hoje estou a fim. Aproveita. Sexo não deve ser usado como moeda de troca: Vou ceder, que é para ele não acordar de bico, amanhã de manhã. Ou: Vou aproveitar o dia em que ela está a fim, porque se não for hoje, sei lá quando teremos sexo de novo!

Se o casal faz ou não faz sexo entre si. Se ele sente mais necessidade ou pelo contrário, o fato é que, para aqueles que dialogam fica mais fácil de buscar orientação e decidir. Não é necessário que haja sexo entre um casal. Mas é necessário, sim, que o sexo não seja ruim, constrangedor nem doloroso de nenhuma maneira, para nenhum dos dois. Dessa forma, também não vejo, querida leitora internauta, que diferença faria se vocês viessem a fazer sexo somente uma vez por mês. A questão não é a freqüência, mas a plenitude ou o vazio do depois.

Se sexo junto faz vocês dois felizes, então lutem por mais. Mas não lutem um contra o outro e, sim, busquem uma forma que seja muito aprazível para ambos. Lutem pela qualidade do relacionamento. Não só na horizontal, como na vertical. Nessa idade mais velha, a qualidade do sexo depende muito mais da afetividade do que dos hormônios, lembre-se disso. Sexo acaba por muitas razões, mas o relacionamento, sendo importante e digno, merece ser mantido com muito empenho e carinho. Se ambos quiserem assim.

Quanto a ser louca, conforme suas amigas dizem, penso que não. Você tem o pensamento muito bem articulado, só está entregando o marido de bandeja para quem quiser pegar. É só você saber dos riscos. Em relação ao conselho, que você deveria aproveitar a disposição dele, isso me parece coisa de criança, porque em matéria de sexo e boa educação, sabendo usar, não vai faltar. Você vai aproveitar o que?! Isso me lembra o conselho de uma velha tia, já falecida, que há mais de quarenta anos atrás me aconselhou: Olha, minha linda, marido é que nem vaca. Você tem que tirar o leite dele todos os dias. Se não, vem outra, passa e se serve, hein? Que horror! Sabe que eu quase desisti de casar?!

*Ana Fraiman é psicóloga formada em Psicologia Social, especialista nas áreas clínica e social, com mestrado pela USP e, atualmente, cursa doutorado na PUC de São Paulo na área de Antropologia. Possui vários livros publicados, é articulista e Diretora da APFraiman Consultoria, empresa pioneira em Programas de Preparação para a Aposentadoria e Pós-carreira.

Ana Fraiman escreve semanalmente no Maisde50. Para enviar sua dúvida, envie um email para editora@maisde50.com.br



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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Como encontrar objetos perdidos


Doze passos essenciais para que você recupere o que não está mais à vista




Você corre pela casa, abre todas as gavetas, armários, bolsas e até geladeira, mas nada da chave do seu carro aparecer e essa não é a primeira vez. Constantemente você se vê na situação de desespero à procura de algum objeto perdido e, com isso, além do tempo, a sua calma também vai embora.

Há muitas razões possíveis, mas a explicação pode ser também mais simples do que imagina. Você apenas não entendeu a melhor forma de agir nesse momento. Quem garante é autor do livro que fala sobre como achar objetos perdidos How to find Lost Objects, Michael Solomom. Segundo ele, é fácil achar qualquer coisa. Desde que você saiba como procurar.

No livro e também no blog que mantém, Solomom mostra os 12 passos essenciais. Veja nas próximas páginas. Você pode continuar apelando para São Longuinho, mas vai ter mais chances.

Perdeu? Não comece a procurar imediatamente

Caso tenha perdido alguma coisa, e sua primeira iniciativa é colocar o sofá de cabeça pra baixo, as chances maiores são de encontrar centavos perdidos e o chocolate do seu filho ou neto. De acordo com Solomom, é mais eficaz esperar e refletir até ter uma boa idéia por onde começar a procurar.

Você pode estar perdido e não o objeto

Pode parecer que o objeto se perdeu sem motivos ou explicação. Você o deixou bem ali e agora ele desapareceu. Segundo Solomom, o objeto não está perdido e sim você, para isso uma busca sistemática deve ser feita.

Não entre em pânico

Você pode estar 15 minutos atrasado para o trabalho, mas procurar no pote de biscoitos pelo seu celular não faz sentido. Utilize o que Solomom chama de três C e comece a procurar quando se sentir confortável, calmo e confiante.

Procure no lugar de sempre

Geralmente o objeto perdido está exatamente onde normalmente ele costuma ficar. É possível que você ainda não tenha procurado neste lugar, ou não parou para pensar nessa possibilidade. A tendência é sempre imaginar os lugares mais inusitados.

Tente lembrar onde viu pela última vez

Pare um momento para pensar sobre onde deixou pela última vez o que perdeu. Não procure pela sua escova de dentes na cozinha, a não ser que tenha escovado os dentes lá. Tente ser mais prático e raciocine antes de iniciar a busca.

Cheque mais uma vez

Volte ao último lugar que esteve e procure novamente o objeto. Mas lembre-se do que está realmente procurando. Muitas vezes quando estamos desesperados em busca de algo, esquecemos exatamente o que procuramos. Tente repetir a o nome do objeto várias vezes.

Efeito camuflado

Considere que o objeto pode estar no lugar certo, mas não exposto à sua vista. Procure por debaixo de outros objetos, como almofadas, travesseiros, portes, vasos. Pode estar somente escondido.

A regra dos 20cm

Às vezes os objetos se movem. Alguns deles têm capacidade de rolar, como a caneta, por exemplo. Se é este o caso, ele provavelmente estará a 20cm do lugar onde foi colocado. Tente desenhar um círculo imaginário de 20 cm na área e inicie a busca. De acordo com Solomom, este círculo é a “Zona Eureka.”

Onde você perdeu?

Quando você perde alguma coisa é garantia que ouvirá esta típica pergunta “Onde viu pela última vez?” Procurar pelo lugar onde viu o objeto pela última vez é senso comum. A melhor forma para achar algo é lembrar onde estava e para isso antes é preciso de um momento para pensar.

Não perca tempo

Se já procurou algo por todos os lugares possíveis e imagináveis, por inúmeras vezes, não consegue mais raciocinar e já se estressou o suficiente, desista momentaneamente, e volte quando estiver mais calmo e tranqüilo.

Rastreie os seus passos

Leve um momento para repensar sobre seus últimos passos. Você poderá não lembrar onde exatamente perdeu o objeto, mas o que recordar será muito útil para o sucesso da busca.

Pergunte em volta

Se tudo o que foi feito não deu resultado, é seguro assumir que pode não ter sido você a perder o que procura. Quem sabe alguém em sua casa pegou emprestado, ou trocou de lugar para um outro que você desconhece, ou seu cachorro comeu. É bom nessas horas perguntar às pessoas de sua convivência.





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sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Na hora do jantar



Boas conversas e companhia fazem a diferença e ajudam a combater desnutrição




O mundo envelhece, os problemas aparecem. Um estudo recente feito na Universidade de Montreal, no Canadá, mostra que aproximadamente 35% das pessoas com mais de 60 sofrem de desnutrição. E para combater a deficiência é preciso mais que uma dieta saudável. A socialização é tão importante quanto um prato balanceado. A dieta ideal inclui ter boas companhias à mesa, dizem os especialistas.


A pesquisa foi feita observando 30 pacientes durante refeições, na unidade de readaptação do Instituto Universitário de Geriatria de Montreal (IUGM). Os pesquisadores analisaram o nível de sociabilidade dos pacientes e mediram quanta comida foi ingerida e o resultado foi claro: quem estava acompanhado comia mais e melhor. A presença de um parente ou amigo é agradável e isso abre o apetite.

A equipe também notou que pacientes que comiam sozinhos em seus quartos tinham maiores riscos de ficar desnutridos, o que reforça a necessidade de ter companhia na hora das refeições. “Por comer mal, os mais velhos correm o risco de desenvolver problemas de saúde relacionados à idade”, afirma Danielle St-Arnaud McKenzie, uma das coordenadoras da pesquisa.

Além de boas companhias, o sabor e a aparência da comida também são fundamentais. O cardápio não precisa ser o que se costuma ver em hospitais. “As refeições têm que ser bonitas e ter os pratos que a pessoa gosta. Não é porque você é velhinho que você é doente,” diz a geriatra e gerontóloga Beatriz Carvalho, da Secretaria Estadual de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro.

É importante adotar hábitos saudáveis o mais cedo possível. O Ministério da Saúde mantém em sua página na internet dez dicas para cuidar bem da alimentação e manter a saúde em dia.

1) Faça pelos menos três refeições e dois lanches por dia. Não pule as refeições.

2) Inclua diariamente seis porções de cereais (arroz, milho, trigo, tubérculos – batata, raízes, mandioca, aipim - e massas) nas refeições. Dê preferência aos grãos integrais e aos alimentos na sua forma natural.

3) Coma pelo menos três porções de legumes, verduras e três porções ou mais de frutas.

4) Coma feijão com arroz todos os dias ou pelo menos cinco vezes por semana.

5) Consuma diariamente três porções de leite e derivados e uma porção de carnes (boi, aves, peixes ou ovos). Retirar a gordura aparente das carnes e pele das aves na preparação dos alimentos.

6) Consuma no máximo uma porção por dia de óleos vegetais, azeite, manteiga ou margarina.

7) Evite refrigerantes e sucos industrializados, bolos, biscoitos doces e recheados, sobremesas doces e guloseimas, coma-os no máximo duas vezes por semana.

8) Diminua a quantidade de sal na comida e retire o saleiro da mesa.

9) Beba pelo menos dois litros de água por dia (6 a 8 copos). Dê preferência ao consumo de água nos intervalos das refeições.

10) Torne sua vida mais saudável. Pratique pelo menos 30 minutos de atividade física todos os dias e evite as bebidas alcoólicas e o fumo.


O combate à má nutrição começa em casa. Com essas práticas, pratos apetitosos e boas companhias, isso não será difícil.





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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Pavio curto



Especialistas mostram como controlar melhor as emoções e não explodir à toa




Fulano explode à toa, ciclano é um descontrolado, beltrano tem o pavio curto. A expressão é velha, mas é assim que muita gente reage em situações de estresse, diante de uma desavença, quando precisa dizer o que sente. No outro extremo, estão aqueles que calam. E ponto. Afinal, o que fazer quando a emoção vem feito uma avalanche em nossa direção? Como reagir a situações de extrema descarga emocional? Na opinião dos especialistas, vale tudo. Ou quase tudo. Leia o que eles dizem. Pode ajudar na próxima situação limite que você enfrentar.

Considere que você, os seus amigos, os seus parentes, os colegas de trabalho e com quem mais você se relacione já estão bem grandinhos. Como sabemos, o mundo dos adultos tem regras preestabelecidas. “O comportamento das pessoas está ligado às relações sociais e muitas de nossas funções só estão amadurecidas à partir dos 20 anos de idade. Assim como aprendemos a controlar nossos impulsos e nossos comportamentos diante de nossos desejos e necessidades, aprendemos também a canalizar nossas frustrações em algo”, afirma a psicóloga Vilma Pellegrino.

Especializada em Psicodrama Terapêutico, a psicóloga Marina Vasconcelos, explica que o discernimento é um fator de grande importância em todos os setores da vida de um indivíduo, já que pode contribuir com uma melhor qualidade de vida, comportamento e aceitação no meio social.

“A importância da percepção do contexto para a melhor colocação das emoções é de grande valia, já que é necessário se dar conta das regras sociais que devem ser obedecidas para que um problema maior não seja causado. Ambientes profissionais, em um hospital ao receber uma notícia ruim, perto de crianças pequenas. Há inúmeras situações onde o melhor a fazer é expressar as emoções de forma controlada”, complementa Marina.

O diálogo é sempre uma boa escolha, defende a diretora do Instituto de Psiquiatria da UFRJ, Maria Tereza Tavares, mas é preciso falar com calma e tranquilidade sobre o que o emociona. “O ideal é conversar sobre a situação que causou a emoção a pessoa que a desencadeou. Contudo, muitas vezes não há possibilidade de conversa no momento exato em que a situação ocorre, ainda assim, se for possível. Se não, é externar em um momento posterior e mais adequado. Mas não deixar de fazê-lo”, explica.

Controlar as emoções não significa não senti-las ou não vivenciá-las. "Dor e raiva são sentimentos legítimos. Quem tem tendência a guardar tudo para si, corre o risco também de bloquear as emoçoes positivas", alerta a psicanalista Claudia Finamore, que é adepta em seus tratamentos do ensinamento sobre o equilíbrio entre razão e emoção.

Qualquer excesso, segundo Finamore, é prejudicial. Tanto a racionalidade como a sensibilidade à flor da pele. "A razão excessiva faz com que o sujeito vivencie e expresse pouco de suas emoções e absorva para si toda carga emotiva. A pessoa mais sensível, por sua vez, que explicita seus sentimentos com facilidade, age por impulso e gera situações sociais desconfortáveis", explica.

Solução para essa corda bamba? Existe. O equilíbrio emocional. Esse, sim, merece todo o esforço. "É cada um conhecer suas emoções e sentimentos e também os seus limites. E nunca ir contra eles", prega Finamori.



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quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Um remédio para dormir





Especilistas alertam para uso indiscriminado de medicamentos entre idosos



Como se fosse água com açúcar ou chá de camomila, o paciente pede "o senhor poderia me receitar uma caixa de Vallium? É que meu pai, um senhor muito idoso, só dorme com esse remedinho". O médico, prontamente, prescreve. Longe do consultório, nas rodas de amigos e na família, há sempre quem tenha uma caixa sobressalente para casos de "emergência". A ciranda prossegue e os psiquiatras alertam: são os próprios médicos que recomendam o uso de tranquilizantes. O problema é que eles nem sempre enxergam quando termina a necessidade e começa a dependência.

Pelo menos, 9,7% dos jovens, 19,5% dos maiores de 50 anos e 24% dos idosos maiores de 65 tomam regularmente Lorax, Lexotan, Vallium, Diazepan ou remédio semelhante para diminuir a ansiedade, de acordo com pesquisa conjunta da UNIFESP, UFBA e UFRS. Mais recentemente, um levantamento feito pelo Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas (OBID) constatou um aumento do uso desses remédios. Segundo o levantamento, 56% da população acima dos 35 anos já fez uso desse tipo de medicação. Sendo o Diazepan e o Lexotan os mais usados, com um índice de 3,05% e 1,54%, respectivamente.

Desde então, essa situação não mudou muito, na opinião do coordenador da pesquisa e de dois profissionais dos maiores núcleos de estudo sobre drogas no Brasil. Nem a comunidade científica se esforçou para conscientizar os médicos sobre o uso indiscriminado dos remédios tranqüilizantes. Os receituários partem, na grande maioria das vezes, de clínicos gerais, cardiologistas, reumatologistas e outros especialistas. "Muitas vezes, os médicos prescrevem tranquilizantes para acalmar os ânimos e melhorar a saúde física. Só que esquecem de alertar para o risco de dependência do medicamento", diz o psiquiatra e pesquisador do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Atenção ao Uso de Drogas, Jairo Werner.

A origem do problema pode estar na formação do médico, defende a maioria. "As escolas de medicina pouco abordam as questões do psiquismo humano e as drogas", afirma o psiquiatra da UNIFESP, Sérgio Blay, um dos autores da pesquisa sobre os psicotrópicos. Por trás da compulsão pelo remédios, podem estar dores psíquicas, a necessidade de luto, de entendimento das perdas, de orientação familiar, de diálogo. Mas os médicos ignoram tanto as causas latentes quanto a possibilidade de diagnósticos e tratamento dos males psíquicos. "Falta insistir no assunto em programas de educação continuada, congressos, encontros de especialidade", completa Sérgio Blay. "É preciso saber quando termina o papel do médico e quando começa o do psiquiatra", completa Jairo Werner.

As campanhas contra as drogas, na opinião dos psiquiatras, também são equivocadas. Nelas, estimatiza-se a imagem do jovem como viciado, enquanto os tranqüilizantes ou ansiolíticos como objeto de dependência e os idosos - seus principais usuários - sequer são citados. "Acredito que 10% dos dependentes químicos que atendo têm como objeto de vício as drogas legalizadas", afirma Werner. Nos casos mais graves, eles furtam receituários ou mesmo os próprios medicamentos dos hospitais. Nos mais brandos e, portanto, menos detectáveis, os dependentes sofrem a diminuição da capacidade de raciocínio, riscos de tontura e desmaio, perdas de memória e problemas de sono.

Além dos médicos, é preciso alertar a população sobre o uso de medicamentos sem a orientação médica. Muitos são os "amigos" que trocam remédios entre si. "Há uma banalização dos medicamentos, como solução imediata para os males", analisa Jairo Werner. Como explicava o site do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (CEBRID), que pertence à UNIFESP, a população valoriza o poder de cura dos medicamentos legalizados – ainda que existam restrições sobre a compra deles – e subestima as drogas ilegais. Como se as drogas pudessem ser separadas em categorias, boas ou más. Mas, o uso de cada medicamento pode pender para o bem ou para o mal, depende principalmente dos que as receitam e dos seus usuários. "O bom profissional é o que sabe e busca ajustar a dose para cada paciente", afirma José Carlos Galduroz, coordenador do CEBRID.


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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Viver bem - Dez maneiras de tornar o seu dia a dia muito mais saudável e até divertido



Você sabia que começar o dia com flores aumenta as chances de uma semana sem ansiedade? Afeto também conta, e muito, na manutenção da saúde emocional. Concorde conosco: manter um estilo e um ritmo de vida mais tranquilo pode não ser tão difícil.

Especialistas garantem que com boa dose de atenção, é possível reduzir o número de visitas ao médico, a quantidade de remédios e até aquela sensação de que algo está prestes a estourar em alguma parte do corpo.

Sem exageros, até o chocolate pode ser liberado na dieta. De acordo com um recente estudo feito pela Northumbria University, na Grã-Bretanha, as guloseimas contêm flavonóides que ajudam o nosso corpo a reparar danos e combater as toxinas. Melhor ainda é que o chocolate pode aguçar a memória e dar um basta à fadiga.


Com base em pesquisas, nós listamos dez atitudes simples, como o improviso de situações agradáveis, que vão trazer trazer mais prazer à sua vida. Navegue nas próximas páginas. E aproveite para dividir as suas receitas.

Comece o dia com flores
Enquanto a rotina pode acabar o nosso nível de energia e nos arrebatar antes mesmo do final de semana chegar. Esta descarga de energia pode ser reabastecida no florista mais perto de você. De acordo com uma pesquisa feita pela Rutgers University, flores promovem efeitos positivos em nossa energia e humor, e ainda conseguem reduzir sintomas de depressão e ansiedade.

Se aconchegue junto a quem ama
Novas pesquisas sugerem que ganhar e dar carinhos de seu companheiro o trarão mais benefícios do que bolos de chocolate. Qualquer coisa desde um cafuné a se ocupar por dentre os lençóis, farão de você uma pessoa de bem com a vida. Para cada minuto de carinho, o hormônio responsável pelo estresse, cortisol, é reduzido até 7%. Não perca tempo e se aconchegue nos braços de quem ama, fará bem ao seu corpo.

Coma chocolate – com moderação
Não sinta culpa ao querer comer aquele pedaço de chocolate que está guardado no armário da cozinha. De acordo com um recente estudo feito pela Northumbria University, na Grã-Bretanha, os chocolates contêm flavonóides que ajudam o nosso corpo a reparar danos e combater as toxinas. Chocolates podem melhorar a memória e evitar a fadiga.

Aumente o volume
A próxima vez que se encontrar subindo pelas paredes em uma situação estressante, pegue seu fone de ouvido e trate de sintonizar o rádio e colocar em uma música que o agrade. De acordo com um estudo feito pela Cleaveland Clinic, música pode diminuir as transmissões neuronais e reduzir a temperatura do sangue e o nível do estresse.

Dê uma gargalhada
Quando se trata de estresse, rir é o melhor remédio. Ajuda a reduzir a dor, melhorar a função imunológica, e aliviar a tensão. Alugue um filme divertido, ouça piadas e pare de levar tudo tão a sério.
Dê uma caminhada com seu bichano
O melhor amigo do homem é mais do que uma simples companhia hoje em dia. Dar uma bela caminhada pelo quarteirão com seu animal de estimação é uma ótima forma de se exercitar, e elevar os níveis de setrotonina e dopamina, o nervo transmissor que tem propriedades de prazer e relaxamento.

Respire profundamente
Quem diria que para melhorar a saúde e sensação de alegria bastava respirar fundo? Melhora a digestão, o exercícios físicos, e saúde mental. Para um melhor relaxamento a respiração correta e profunda está de acordo com um estilo de vida saudável. Vá em frente, inspire e expire.

Uma maçã por dia
Os ricos nutrientes da maça são um dos maiores acertos para qualquer dieta. Recheado de antioxidantes, e flavonóides, as maças ajudam a sustentar a saúde do coração e matêm o nível de colesterol sob controle.

Aprecie uma taça de vinho
De acordo com o American Journal of Clinical Nutrition, uma taça de vinho diariamente pode melhorar a quantidade de ômega 3 no seu sangue. Protege o sangue contra inflamções e melhora a saúde das artérias.

Vá mais devagar
Se a correria do dia a dia e as preocupações com as responsabilidades andam tirando sua calma e tranquilidade, experimente pensar menos e fazer as coisas com mais calma sem antecipar os problemas. Uma coisa de cada vez é a melhor saída.



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terça-feira, 14 de setembro de 2010

Silêncio interior



Quinze minutos que vão fazer diferença no seu dia e nas suas relações afetivas




O silêncio é raro para quem vive na cidade. Os ruídos são constantes, a TV, o rádio, o ambiente de trabalho, sem contar o falatório de nossa mente que insiste em não parar. Desta forma ficamos ansiosos e deixamos de experimentar a paz.

Se você quer o amor, precisa entender qual é o ambiente propício para que ele se desenvolva. Uma semente contém a possibilidade de uma planta, mas para que ela brote é preciso que o solo esteja preparado, com uma boa umidade e que contenha os nutrientes devidos.

A semente do amor precisa, dentre outras coisas, da paz. O amor não se desenvolve bem no meio de muita confusão. Amor combina com confiança, com aceitação, com um ambiente mais tranqüilo. O amor combina com autoconhecimento. Pessoas que não se conhecem e que se ocupam sempre para fugir de si, não produzem bons relacionamentos.


Por isso, uma forma de cultivar o amor que você tanto quer é dedicando-se à meditação, rumo ao silêncio interior. Você pode fazer isto de maneira bem simples. Ao acordar, sinta bem a sua respiração, sinta que está vivo. Sente-se em sua cama, com a coluna ereta e os olhos fechados e preste atenção em sua respiração, no ar que entra e que sai do seu corpo. Esta é uma hora muito boa para meditar. Sua mente ainda não está muito desperta e você pode aproveitar para aprofundar este sentimento de silêncio interior. Relaxe bem os seus olhos e quanto mais você os relaxa, mais tranqüila sua mente fica.


Perceba que com o tempo você atinge um estado muito prazeroso de paz. Você sente o eterno no aqui-agora. Você se delicia com o momento presente.
Esta é uma forma de se colocar em ordem, de colocar tudo no lugar dentro de você. É uma espécie de faxina diária da mente, como se você estivesse arrumando sua casa. E quem não gosta de uma casa limpinha, em ordem? Mas para isto algum trabalho deve ser feito. Neste caso o trabalho consiste em fazer nada. Isso mesmo, acostume-se todos os dias em fazer nada por um tempo. Pode ser apenas 15 minutos por dia. Só isto fará uma grande diferença em seu cotidiano.

E quanto mais você acostuma a se encontrar com esta boa sensação de intimidade consigo mesmo, aumenta sua auto-estima. Você se sente pleno e cheio de amor para dar. E quando você aprende a tranqüilizar a mente e a suavizar o coração, entende também que os julgamentos não nos dão um bom direcionamento para a vida. Quanto mais meditamos, mais aceitamos a realidade sem brigar tanto com ela. Mesmo quando os fatos ou as pessoas parecem negativos, pode ser que eles estejam lhe trazendo uma bela mensagem. Portanto, pare de julgar. "Isto está certo, isto está errado". Pare com isso e ficará mais feliz. Diante das controvérsias da vida, veja o que tem a aprender com cada circunstância.

Pratique o silêncio diariamente e veja o que acontece com você e com seus relacionamentos. Não estou pedindo que acredite em mim. Estou somente lhe convidando a experimentar algo que pode mudar radicalmente sua vida e sua forma de se relacionar.




SÉRGIO SAVIAN *


*Sergio Savian é terapeuta e escritor, especializado em relacionamentos e mudança de hábitos. Ministra palestras, cursos, trabalha com aconselhamento, terapia individual e para casais. Mais informações no site http://www.sergiosavian.com.br/




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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

O que traz felicidade



Ocupação com tarefas diárias gera satisfação e sensação de utilidade



Ter tempo livre pra fazer o que se quer é o sonho de consumo de muita gente. Quem não sonha com dias de pernas para o ar, sem absolutamente nenhuma responsabilidade, nenhuma louça para lavar, nem neto para levar à escola, nenhuma ida ao supermercado? O que parece certeza de felicidade pode representar justamente o contrário. Toda pausa na correria e no ritmo acelerado é bem vinda. Mas a falta do que fazer, continuamente, pode gerar efeito contrário. Um estudo da Universidade de Chicago, EUA, indica que as pessoas com tarefas diárias, mesmo que maçantes, podem ser mais felizes que aquelas que simplesmente não fazem nada.

O pesquisador Christopher Hsee junto a Liangyan Wang, da Universidade de Shangai, estudaram o nível de felicidade que tarefas diárias trazem para os indivíduos. Segundo Christopher as pessoas têm excesso de energia e evitar o ócio faz parte da natureza humana.

Há diferenças entre o tempo livre e o tempo desocupado de acordo com psicoterapeuta Márcia Queiroga. “O tempo livre permite à pessoa realizar o lazer isento de obrigações de qualquer natureza, é o tempo que cada um tem para si, para fazer o que gosta, para conviver com quem gosta. Já o tempo desocupado pode se entendido como um período flutuante no qual o indivíduo não usa o tempo ao seu favor e não possui produtividade”, afirma Queiroga.

A chegada da aposentadoria pode trazer questionamentos quando o tempo que sobra não é bem administrado. “O mais importante é despertar no idoso a motivação em ocupar seu tempo livre conquistado após anos de trabalho, dedicação e contribuição para a sociedade. Devemos auxiliar o idoso na manutenção de seu equilíbrio físico e social, afastando-o do processo de isolamento, o que o torna vulnerável a doenças”, diz Márcia.

Segundo a psicoterapeuta, uma das modificações que ocorrem na vida social das pessoas idosas é o aumento considerável do tempo livre que elas adquirem principalmente com o processo da aposentadoria e do envelhecimento. Esse tempo pode ser aproveitado de diferentes maneiras com outras práticas que não as ocupacionais, como as atividades de lazer, por exemplo.

O tempo livre na terceira idade pode ser o momento do despertar das potencialidades para aspectos criativos, para a sociabilização. É a hora de trocar e compartilhar experiências, aguçar a sensibilidade, as emoções e as formas de expressão. "Aprender coisas novas permite uma vida ativa sem obrigações, com mais satisfação e qualidade", reforça Queiroga.


Por Viviane d'Avilla


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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Dieta da menopausa




Os alimentos ideiais e o que evitar para garantir um climatério tranquilo



A lista de queixas é grande. Mulheres na faixa dos 50 anos, prestes a entrar na menopausa, reclamam de fogachos, suores noturnos, ficam irritadiças, sofrem alterações nos órgãos sexuais, perdem elasticidade na pele. Nem todas sofrem, mas os sintomas do climatério afetam boa parte delas, dizem especialistas. A recomendação para quem está no segundo grupo é cuidado com a alimentação. Com atenção ao que come, é possível amenizar os sintomas e passar por essa fase com mais tranquilidade.

Uma dieta específica, equilibrada e rica em nutrientes podem ser salvadores, defende a nutricionista Márcia Oliveira, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a UFRJ.
“Evitar o estresse, manter uma boa alimentação e praticar exercícios regularmente são três medidas cruciais para suavizar a experiência dos sintomas vasomotores da menopausa".

Segundo a nutricionista, é preciso estar atento para ficar forte.
Consumir vitaminas A e E, incluir os peixes no cardápio com mais frequência, manter uma dieta rica em grãos de fitoestrogênios são medidas simples, que podem fazer diferença diante dos sintomas desagradáveis da menopausa.


Determinados grupos de alimentos podem garantir até o bom humor. Elemento natural de certos grãos, os fitoestrogênios imitam o estrogênio do organismo e ajudam a aliviar os calores, por exemplo. Atenção aos grãos que contém isoflavonas. "Uma dieta rica em alimentos compostos de isoflavonas, como é o caso da soja, dos grãos integrais, como as sementes de linhaça, podem de fato abaixar a temperatura do corpo e trazer alívio”, recomenda
Marcia Oliveira.

Os nutrientes essenciais

Peixes: porque contém óleos importantes que, ao nutrir a pele, acrescentam brilho e maciez à sua aparência.
Não deixe de incluir os pescados em seu cardápio, pelo menos duas vezes por semana.

Sementes de linhaça: são uma fonte excelente de ômega três, que contribui para manter a saúde da pele. Vários tipos de pães integrais contêm a semente e devem ser consumidos de preferência diariamente, no café da manhã.
Mesmo porque a semente de linhaça também tem componentes fitoestrogênicos, que são hormônios naturais e desempenham papel importante nessa fase de desequilíbrio hormonal e queda dos níveis de estradiol no organismo.

Vitamina A: é essencial para manter a pele saudável e deve ser incorporada à dieta diária com generosidade.
É encontrada em legumes cor de laranja escura, como cenouras e abóboras, em batatas doces e em vegetais de folhas verde escuras, como brócolis, espinafre e couve.

Vitamina E: ajuda a melhorar muito a aparência da pele. E abundante nas nozes, amêndoas e castanhas, que devem ser consumidas como pequenos lanches.
Use para substituir os alimentos industrializados.

Prefira



Bebidas geladas como água e sucos não muito calóricos.
Cereais integrais e soja, sob a forma de suplemento, em grão ou pasta de missô diluída em água, como sopa.

Evite


Excesso de café, refrigerantes do tipo cola, e outras bebidas que contenham cafeína.
Bebidas alcoólicas.
Alimentos muito condimentados.
Comer demais nas refeições.

As mudanças de humor também são comuns no período da menopausa. "Os nutrientes corretos influenciam positivamente no humor e ajudam, sim, o combate às oscilações e depressões”, confirma a nutricionista Márcia Oliveira.

Alimentos para o humor

Açúcar e cafeína formam uma eficiente dupla energética, mas costumam provocar desânimo mais adiante. Diminuir o consumo destes dois ingredientes pode atenuar sintomas de depressão, mesmo os mais leves.

Uma alimentação pobre em Ômega 3 deixa o sistema nervoso mais vulnerável à depressão, de modo que uma dieta de bem estar mental não pode deixar de incluir muito peixe e semente ou óleo de linhaça.

A carência de alguma vitamina no organismo, mesmo que pequena e sem conseqüências clínicas, pode afetar negativamente o humor. Uma dieta adequada, associada a suplementação multivitamínica e sais minerais, facilita o trabalho do organismo de absorver as substâncias essenciais à saúde física e mental.

Manter a taxa de açúcar no sangue estável ajuda a manter o equilíbrio do organismo. Os carboidratos cumprem essa função de regulador do nível de açúcar no sangue e por isso devem estar presentes em todas as refeições.

Da Redação
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sábado, 21 de agosto de 2010

Sinais de alerta


É melhor ser alegre que ser triste. Estudo mostra que estresse em mulheres de meia idade pode gerar demências na velhice.



A vida moderna pode ser boa e confortável. Mas o que deveria apenas facilitar o cotidiano pode trazer situações estressantes. O celular que não para de tocar, o trânsito, o trabalho, a ociosidade. Quem passa por essas situações e perde as estribeiras ainda na meia idade pode enfrentar consequência mais graves na velhice. Um estudo feito pela Universidade de Gotemburgo, da Suécia, reforça que as mulheres, principalmente, podem ser vitimas de demências, após os 60 anos.

O estudo é um alerta, assegura a especialista em neuropsicologia Andrea Banderas. Basicamente, o estresse é uma resposta do organismo frente a um perigo, que prepara o corpo para fugir ou lutar. É bom, mas até certo nível, e é preciso manter sob controle. “Muitas vezes pode ser inevitável, mas é preciso conhecer formas de amenizar a ansiedade, que pode se transformar em estresse crônico. E é exatamente nesse estágio que ele pode ser o causador das demências, quando se extende por um longo período, ou seja, atinge seu pico e se mantêm sem cessar”,
explica Banderas.

A equipe de pesquisadores de Gotemburgo acompanhou 1.415 pessoas do sexo feminino, que tinham entre 38 e 60 anos no início da pesquisa. Os níveis de estresse foram avaliados em três anos: 1968, 1974, 1980. O distúrbio psicológico foi definido como uma "sensação de irritação, tensão, nervosismo, ansiedade, medo ou problemas de sono", com duração de um mês ou mais. Durante o período do trabalho, 161 participantes receberam o diagnóstico
de demência.

A partir desses dados, os cientistas concluíram que o risco da patologia foi 65% maior em quem sofreu estresse frequente na meia idade. A chance subiu para 73% quando as voluntárias relataram o problema em duas das avaliações,
e mais do que o dobro quando os três levantamentos mostraram sinais de estresse.

Além de doenças neurológicas como o Alzheimer, o estresse também funciona como um gatilho para o Transtorno Cognitivo leve. “Os hormônios gerados pelo estresse, como o cortisol, por exemplo, entram na corrente sanguínea, então passam para o corpo e o cérebro, e logo após atingem o hipocampo - que é responsável pela memória -, fazendo com que ele diminua de tamanho, o que afeta diretamente o funcionamento cerebral”,
explica a neuropsicóloga.

Recado às mulheres de meia idade: é preciso manter o equilíbrio. “Que a vida é corrida, todos sabemos, mas existem formas de garantir o controle. Primeiro, pela conscientização e do entendimento dos causadores do estresse. Depois, é preciso buscar técnicas para controlar seus efeitos, além de um programa de relaxamento específico. O resultado pode ser surpreendente”,
garante Andrea.

Manter a rotina e as emoções sob controle é uma tarefa que exige empenho e também disciplina. Veja as dicas de Andrea Banderas
para iniciar o seu próprio programa de controle do estresse.



Adote uma dieta saudável
Este é o primeiro passo em qualquer programa de redução do estresse. A saúde em geral e a resistência imunológica podem melhorar com uma dieta rica em cereais integrais, vegetais e frutas. Vale o velho conselho de evitar abuso de álcool, cafeína e cigarro.

Faça exercícios e mexa o corpo
O exercício físico é uma ótima maneira de se distrair dos eventos estressantes. E o estresse lesa menos a saúde de pessoas fisicamente ativas. Procure uma atividade que proporcione prazer. Algumas sugestões são: ginásticas aeróbicas, caminhadas, natação, yoga e tai chi. Mas comece devagar e vá aumentado a intensidade e a freqüência gradualmente.

Use técnicas de relaxamento
Relaxe através de técnicas específicas, como exercícios de respiração profunda, prestando atenção na respiração e respirando profunda e lentamente. Dá para garantir o relaxamento muscular de modo igualmente simples: em uma posição confortável, concentre-se em cada parte do corpo e sinta os músculos se relaxando totalmente. Você também pode adotar a meditação e a massagem.


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