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sábado, 16 de janeiro de 2010

Rio Azul



Não há um rio na minha terra!..
Só a três léguas, pra cada lado.
Mas eis que a vida aqui me desterra
Pra me dar um — o meu terno Sado!

Rio tranquilo, rio do Sul,
De águas puras como um cristal.
Doutro não sei, mais claro e azul,
Rio mais belo de Portugal!!!

Passo os meus dias a ver-me nele
Plas duas margens, atento e só.
Raro me ausento, me afasto dele,
Tenho mais sorte do que Feijó...

Como um ser vivo, o Sado arqueja
Todo inteirinho, da fronte aos pés.
Agora enche, logo despeja,
Ao ritmo crónico das marés.

É cuidadoso, é sossegado,
Não sofre cheias, raro trasborda.
Adolescente sempre ensonado,
Sono tranquilo que o sol acorda.

La vão os cercos plo Sado abaixo,
Ao mar vizinho, à sua lida.
«Voltem pesados, co’a borda em baixo !»
Gritam gaivotas em despedida.

Depois, ao largo, um cantar se eleva
Dos pescadores. Que lindo que é!
«Olivolé — ai arriba e leva!
Arriba e leva! — ai ólivolé!»

Mira-se a Arrabida nesse espelho
De águas serenas, à luz da aurora.
E o velho Outão, qual Neptuno velho,
E que as vigia, de dentro e fora.

Rio amoroso, beija as areias
Da Tróia nua, deitada a seu lado.
E abraça e beija brônzeas sereias
Que se refrescam na praia, a nado.

Abrem-lhe o peito, lá pra montante,
Tiram-lhe sal, alvejando em montes:
Brancas salinas de alvor brilhante,
Almas de virgens plos horizontes.

Verdes pinheiros, descendo a serra,
Vêm cautelosos molhar os pés,
Bronzes de estátua, verde que berra
Sarapintando o violento grés.
... ... ... ...
... ... ... ...
E quando, à noite, o luar se abata
No Sado azul, preguiçoso, terno,
Todo ele é salva de nívea prata
Pra as alianças dum amor eterno!


O autor:

Luís Cabral Adão (Vila Flor, Trás-os-Montes, 24 de Junho de 1910 - Almada, 6 de Agosto de 1992), médico estomatologista, exerceu a sua actividade clínica em Setúbal, Alcácer do Sal e Almada.
Era o árcade Medronho da Mata da arcádia setubalense Fonte do Anjo.


O autor por ele próprio:

«O homem nasceu entre perfumes de fenos lá no Norte, longe do mar.
E a vinda para o Sul, perto do mar, refinou-lhe o pendor inato de enamorar-se da Natureza, e de cantá-la em poesia, estruturada a seu modo. Setúbal foi-lhe a segunda almofada de recostar a cabeça.
O homem é o poeta destes versos e canta por gratidão à terra que o acolheu, no XXV aniversário da sua chegada a estas paragens de encanto
(30-IV-938).
O homem... sou eu, mais o leitor que me entender.»




Agradecimento ao site: http://lersetubal.blogspot.com/

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