POR UM PORTUGAL DIFERENTE

POR UM PORTUGAL DIFERENTE
ABRIL VIRÁ...!!!

EXPERIMENTE... VÁ ATÉ LÁ!

MUDAR...

Estrela - DestaquesNinguém pode ser escravo de sua identidade; quando surge uma possibilidade de mudança é preciso mudar. (Elliot Gould)

Frases e Mensagens -

NÃO HÁ ACORDO...!!!...

NÃO HÁ ACORDO...!!!...
... Português há só UM...!!!

TRADUÇÃO/TRANSLATE/TRADUCION

SEM IMITAÇÕES...

ACREDITE...

"Nunca faça graça de graça. Você é humorista, não político."

A Hora em Poá (BRASIL)

"Nada descreve melhor o caráter dos homens do que aquilo que eles acham ridículo."

VELHO PROVÉRBIO PORTUGUÊS

"Dois olhos vêem mais do que um só."
Veja Frases para Orkut - Kifrases.com

LOVE, love, LoVe

OvEr ThE RaInBoW

1lindoMENINO ...

Verdade, Verdadinha...!!!

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1lindomenino

Menininhas e inhos venham a mim...

Posting

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PORTUGAL é "isto"... e MUITO MAIS...!!!

António GEDEÃO


Eu, quando choro, não choro eu. Chora aquilo que nos homens em todo o tempo sofreu. As lágrimas são as minhas mas o choro não é meu.A.GEDEÃO

SEJA ASSIM... COMO EU!

recadosparablogseorkut.com


Mais Um(a)...!!! OBRIGADO...!!!

sábado, 25 de abril de 2009

João Villaret :: Liberdade :: Fernando Pessoa

Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
O Sol doira
Sem literatura.

O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
A brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como tem tempo não tem pressa...

Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.

Quanto é melhor, quando há bruma,
Esperar por D.Sebastião,
Quer venha ou não!

Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.

O mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...

FERNANDO PESSOA



Portugal * Lusitana Paixao *

Dulce Pontes numa das mais belas canções Portuguesas.

E, para além de tudo o mais, a "LUSITANA PAIXÃO" é...

isto MESMO... !!!

Pedra Filosofal

"O Sonho comanda a vida." -António Gedeão

Um maravilhoso poema de Gedeão numa não menos linda melodia espectacularmente interpretada por Manuel Freire.


As PALAVRAS de ARY dos SANTOS

Meu amor, meu amor

Meu amor meu amor
meu corpo em movimento
minha voz à procura
do seu próprio lamento.

Meu limão de amargura meu punhal a escrever
nós parámos o tempo não sabemos morrer
e nascemos nascemos
do nosso entristecer.

Meu amor meu amor
meu nó e sofrimento
minha mó de ternura
minha nau de tormento

este mar não tem cura este céu não tem ar
nós parámos o vento não sabemos nadar
e morremos morremos
devagar devagar.
Ary dos Santos

Agradecimento ao Site: http://www.luso-poemas.net/

Hoje na sessão comemorativa dos 35 anos do 25ABR74 na Assembleia da República (Portugal)




Aníbal Cavaco Silva – Presidente da República Portuguesa

O Presidente da República pediu aos políticos de Portugal, no discurso de comemoração dos 35 anos do 25 de Abril, que dêem o «exemplo» no ano eleitoral que se avizinha. Cavaco Silva pede que não se perca tempo com «questões artificiais», que não se «gaste» em demasia, que não se use «linguagem excessiva» e diz ainda que «este não é o tempo de promessas fáceis».

O Presidente da República, em dia de Liberdade, confessa ainda que não perdeu a «esperança no futuro», que a «crise será vencida» e,
«então, seremos dignos daqueles que, há mais de três décadas, tiveram a coragem de se levantar porque acreditaram num país novo e num futuro melhor».



Os Partidos Políticos e o “momento Nacional”

Bloco de esquerda (BE) – Ana Drago

«O modelo liberal não ficou aquém das expectativas, não foi a suposta ética traída por alguns agentes de mercado. Não. Falhou redondamente - e não pode ser "consertado". Tem de ser abandonado, substituído por outro. Precisamos de um outro modelo de desenvolvimento.

Partido Social-Democrata (PPD-PSD)



Paulo Rangel afirmou esta sexta-feira que o «Governo tudo tem feito para roubar a liberdade das gerações seguintes» no discurso que efectuou na sessão solene dos 35 anos do 25 de Abril.

O líder parlamentar criticou as opções económicas do Governo e defendeu que as escolhas de executivo de José Sócrates comprometem a liberdade das gerações seguintes. Uma geração que sequestre e aprisione o futuro das gerações seguintes nega e renega a liberdade. Não é digna nem está à altura da liberdade que as mulheres e os homens de Abril quiseram fundar», disse.

Partido “Os Verdes” (PV)


Apelando por liberdade, democracia e paz, deputado do partido «Os Verdes» abriu o ciclo de discursos da comemoração do 25 de Abril.

José Luís Ferreira afirmou que devido «à gula do sector privado o Estado tem vindo a retroceder em direitos essenciais, na Educação, na Saúde, na Justiça, na Segurança Social».

Segundo o deputado,
«tal como há 35 anos, a situação que vivemos, não é obra do destino, nem tão pouco fruto do acaso», «a situação que vivemos tem autores, tem protagonistas, tem responsáveis.»

Partido Popular (CDS-PP)


Na cerimónia de comemoração do 35º aniversário do 25 de Abril, o CDS-PP mostra-se mais preocupado «com o facto de Portugal não se ter desenvolvido como podia e devia», afirmando que «a Revolução foi feito sem sangue» e que «o Estado de Direito não pode, por isso, confundir-se com aqueles que acharam que tinham o direito de fazer sangue em nome da revolução».
Teresa Caeiro alertou ainda para o facto de que «sem segurança não há liberdade» e deixou o alerta para os «dois milhões de pessoas que vivem abaixo do limite de pobreza», recordando que «a cada direito corresponde um dever e a cada liberdade corresponde uma responsabilidade».

(grafia original)

Agradecimentos ao Site: http://www.tvi24.iol.pt/politica/


Nota de 1lindomenino: esta é “essência” de um País LIVRE. Tudo pode ser dito e escrito sem “termos uma Polícia” a nos controlar. A questão económica... isso é um outro problema para a qual “teremos de encontrar as devidas respostas” no plano político e no âmbito nacional e internacional. Já não vivemos mais “orgulhosamente SÓS”, como dizia o ditador Salazar. Em LIBERDADE, portanto. A LIBERDADE que o 25ABR74 nos trouxe e de que nos devemos orgulhar.

SEMPRE... !!!



25 DE ABRIL DE 1974 (de manhã...)

Manhãzinha cedo, senti acordar-me o sopro da voz ciciada de minha mulher:
- O Fafe telefonou de Cascais... Lisboa está cercada por tropas...
Refilo, rabugento:
- Há?
E enrolo-me mais nos lençóis:
- É algum golpe militar reaccionário dos «ultras»... Deixa-me dormir.
Mas qualquer coisa começou a magoar-me a pele com dentes frios, para me dissuadir de adormecer.
E daí a instantes a minha mulher insistiu, baixinho, muito baixinho, com medo de não haver realidade:
-
Só funciona o Rádio Clube que pede às pessoas que se conservem em casa.
Golpe militar? Reaccionário, evidentemente. Como se poderia conceber outra coisa?
Levanto-me preparado para o pesadelo de ouvir tombar pedras sobre cadáveres. Espreito através da janela. Pouca gente na rua. Apressada. Tento sintonizar a estação da Emissora Nacional.
Nem um som. Em compensação o telefone vinga-se desesperadamente. Um polvo de pânico desdobra-se pelos fios. A campainha toca cada vez mais forte.
Agora é o Carlos de Oliveira.
- Está lá? Está lá? É você, Carlos? Que se passa?
Responde-me com uma pergunta qualquer do avesso.
Às oito da manhã o Rádio Clube emite um comunicado ainda pouco claro:
- Aqui, Posto de Comando das Forças Armadas.. Não queremos derramar a mínima gota de sangue.
De novo o silêncio. Opressivo. De bocejo. Inútil. A olhar para o aparelho.
Custa-me a compreender que se trate d’e revolução. Falta-lhe o ruído (onde acontecerá o espectáculo?), o drama, o grito. Que chatice!
A Rosália, chama-me, nervosa:
- Outro comunicado na Rádio. Vem, depressa.
Corro e ouço:
- ‘Aqui o Movimento das Forças Armadas que resolveu libertar a Nação das forças que há muito a dominam. Viva Portugal!
Também pede à polícia que não resista. Mas Senhor dos Abismos!, trata-se de um golpe contra o fascismo (isto é: salazarismo-caetanismo).
São dez e meia e não acredito que os «ultras» não se mexam, não resistam, não contra-ataquem!
Ou tudo ruirá de podre, sem o brandir de uma bandeira qualquer de heroísmo, um berro, um suicídio, um brado? Nas ruas (avisto da janela da sala de jantar) as mulheres correm com sacos de alimentos. A poetisa Maria Amélia Neto telefona-me: «Não resisti e vim para o escritório».
Os revoltosos estão a conferenciar com o ministro do Exército. Na Rádio a canção do Zeca Afonso: Grândola, vila morena... Terra da fraternidade... O povo é quem mais ordena...
Sinto os olhos a desfazerem-se em lágrimas. inda assisti, ainda assisti à morte deste maldito meio século de opressão imbecil. Ao mesmo tempo nunca vivi horas mais aborrecidas de espera, de frigorífico, ao som de baladas medíocres, sem lances dramáticos. E não serão assim sempre as verdadeiras revoluções?... interrogo-me. Em silêncio. Sem teatro por fora. Em segredo. Com pantufas.
De súbito, aliás, a Rádio abre-se em notícias. O Marcelo está preso no Quartel do Carmo. A polícia e a Guarda Republicana renderam-se. O Tomás está cercado noutro quartel qualquer. E, pela primeira vez, aparece o nome do General Spínola. Novo comunicado das Forças Armadas. O Marcelo ter-se-ia rendido ao ex-governador da Guiné. (Lembro-me do Salazar: «o poder não pode cair na rua»).
Abro a janela e apetece-me berrar: acabou-se! acabou-se finalmente este tenebroso e ridículo regime de sinistros Conselheiros Acácios de fumo que nos sufocou durante anos e anos de mordaças. Acabou-se. Vai começar tudo.
A Maria Keil telefonou. O Chico está doente e sozinho em casa. Chora. (Nesta revolução as lágrimas são as nossas ‘balas. Mas eu vi, eu vi, eu vi!...)
Antes de morrer a televisão mostrou-me um dos mais belos momentos humanos da História deste povo, onde os militares fazem revoluções para lhe restituir a liberdade: a saída dos prisioneiros políticos de Caxias.
Espectáculo de viril doçura cívica em que os presos... alguns torturados durante dias e noites sem fim... não pronunciaram uma palavra de ódio ou de paixões de vingança.
E
o telefone toca, toca, toca... Juntámos as vozes na mesma alegria. (Só é pena que os mortos não nos possam também telefonar da Morte: o Bento de Jesus Caraça, o Manuel Mendes, o Casais Monteiro, o Redol, o Edmundo de Bettencourt, o Zé Bacelar, Ofélia e o Bernardo Marques, o Pavia, o Soeiro Pereira Gomes e outros, muitos, tantos... Tenho de me contentar com os vivos. Porque felizmente dos vivos poucos traíram ou desanimaram. Resistimos quase todos de unhas cravadas nas palmas das mãos...
De repente, estremeço, aterrado.
Mas isto de transformar o mundo. só com vivos não será difícil? Saio de casa.
E uma rapariga que não conheço, que nunca vi na vida, agarra-se a mim aos beijos.

Revolução.

José Gomes Ferreira

(grafia original)



Os meus sinceros agradecimentos a 2dedos e ao Site - http://2dedosprosaepoesia.blogs.sapo.pt/



sexta-feira, 24 de abril de 2009

2ª SENHA... e o 25ABR1974 era uma REALIDADE há MUITO aguardada... !!!

Grândola, Vila Morena... terra da Fraternidade, é o Povo quem mais ordena, dentro de ti, ó cidade

As DITADURAS também se ABATEM...

Cronologia da Revolução dos Cravos (excerto)

24/04/74 – Publicada uma nota no jornal República divulgando para a noite a transmissão do programa Limite na Rádio Renascença . A Rádio Emissores Associados de Lisboa transmite a canção " E depois do Adeus ", código para o ínicio das operações militares contra o regime.
25/04/74 – Nos primeiros minutos do dia 25, outra canção "Grândola, Vila Morena" transmitida no programa Limite da Rádio Renancença é a senha para a confirmação de que o golpe era irreversível. Até as 16h todos os pontos estratégicos são ocupados. Emissoras de rádio, tv, aeroportos, quartéis, bancos e palácios. Enquanto as forças leais ao regime se rendem, o povo começa a sair as ruas em comemoração. Marcelo Caetano é cercado no Quartel do Carmo e horas depos se remde pacificamente, o que não acontece na sede da DGS (ex-PIDE). Quatro manifestantes são mortos por disparos dos policiais.


Agradecimentos ao Site: http://www.duplipensar.net/



quinta-feira, 23 de abril de 2009

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Mendigo na padaria

Um mendigo chega na padaria e pede:
— Moça, me vê dez pão.

A mulher responde:
— Deixa de ser burro, rapaz. Não é dez pão que se fala, é dez pães.

No outro dia o mendigo aparece de novo:
— Moça me vê um pães.

A mulher não perdoa:
— Pelo amor de Deus, não é um pães. O certo é um pão.

Depois de alguns minutos a mulher percebe que o mendigo está ali parado e pergunta:
— O que você está fazendo aqui agora?

E o mendigo responde:
— Estou pensando se eu mando a senhora tomar no cu ou no cus.


Meus agradecimentos ao Site: http://piadashowdebola.blogspot.com/


Tempo de POESIA - "Sufoco"

Eu também grito.
Não para que ouças ou te comova
minha aflição, afinal de nada me valeria
mais uma desculpa esfarrapada
ou aquela costumeira incompreensão.
Eu também grito.
Não para que me socorras, piedoso,
com mentiras rebatidas naquele calor
confuso, que critica a intensidade
e se defende de maior envolvimento.
Porque apenas te quero inteiro
— inferno! — para dentro me desintegrar
no delicioso prazer do meu orgasmo.
Eu me esforço, me agrido, me exijo
em meus bons motivos, discretamente,
sem te confrontar com perguntas profundas,
embaraçosas, cobradoras, irrespondíveis.
Eu grito e me viro — agora sabes —
porque sufoco.
Gisele Lemper
Gisele Lemper é carioca, autodidata, atriz e reside em Brasília (DF) desde 1961.No ano de 2000, lançou "Estrela do Oriente", produção independente, e em 2001, "Rosa dos Ventos", pelo Fundo de Arte e da Cultura da Secretaria de Estado de Cultura do Distrito Federal. De seu novo livro, "Esfinge", Thesaurus Editora - Brasília, 2003, pág. 65, extraímos os versos que ora apresentamos.

Meus agradecimentos à escritora e ao Site: http://www.releituras.com/

terça-feira, 21 de abril de 2009

DÁDIVA DOS DEUSES

Fui acordado pouco depois das seis da manhã. Lisboa "estava cercada". Arranjei-me, apanhei um eléctrico até Sete Rios e o metro até aos Restauradores. Segui a pé até ao Terreiro do Paço, onde passei longo tempo a procurar furar a barreira dos soldados, que não deixavam ninguém chegar junto da força militar lá posicionada.
O que estava a ver não me entusiasmava muito. Os blindados e sobretudo os capacetes na cabeça dos soldados eram excessivamente parecidos com as imagens que tinham corrido mundo sete meses antes, quando Pinochet derrubou o governo de Unidade Popular de Salvador Allende.
Nessa altura eu trabalhava como secretário de redacção na revista Seara Nova, que tinha acabado de "fechar" o número que sairia em Maio. Não se me pôs, portanto, sequer, a questão de estar a faltar ao trabalho. Mas exactamente porque se tratava de uma revista mensal, também não se me punha a urgência de tomar notas para um hipotético artigo que só sairia...um mês depois.
Possivelmente porque se cansou da minha insistência, um dos soldados lá me deixou passar. Dirigi-me ao centro da Praça, onde já estavam alguns jornalistas, a maioria fotógrafos. Perguntei ao Carlos Gil se ele sabia de que lado estava aquela força. Não sabia, mas disse-me que o comandante era um capitão de apelido Maia. Dirigi-me a ele. Tínhamos sido colegas nos 6º e 7º anos do Liceu Rodrigues Lobo, em Leiria. Fiz-lhe a mesma pergunta, mal o vi. A resposta dele ainda hoje vale, para mim, na sua simplicidade, como uma das mais belas definições do 25 de Abril: "Não tiveste uns problemas quaisquer por causa de umas coisas que disseste num programa da Rádio Renascença? Estamos a fazer isto para que ninguém mais tenha que sair do país por causa daquilo que diz, escreve ou pensa".
Eram para aí dez e meia, o mais tardar 11 da manhã. Dei-lhe um abraço. A partir daí não ia ser apenas um repórter a acompanhar um acontecimento histórico. Ia ser também um cidadão a testemunhar a queda da ditadura e a abertura de um novo capítulo da nossa vida colectiva.
Um e outro acontecimentos, assim juntos, constituem na minha vida, ainda hoje, passados 34 anos, a mais extraordinária dádiva dos deuses. Com uma (não) pequena ajuda dos militares e dos milhares de lisboetas que logo saíram à rua, vitoriando os homens de Maia, mesmo antes destes terem prendido Marcelo Caetano e os seus ministros, no Quartel General da GNR, no Largo do Carmo.
(Grafia original)

Adelino Gomes (Jornalista e escritor)
Abril 2008


Agradecimentos ao Site: http://ww1.rtp.pt/


O cravo tornou-se no símbolo da Revolução de Abril de 1974; Com o amanhecer as pessoas começaram a juntar-se nas ruas, apoiando os soldados revoltosos; alguém (existem várias versões, sobre quem terá sido, mas uma delas é que uma florista contratada para levar cravos para a abertura de um hotel, foi vista por um soldado que pôs um cravo na espingarda, e em seguida todos o fizeram), começou a distribuir cravos vermelhos pelos soldados que depressa os colocaram nos canos das espingardas.

(Vidé Vídeo)

A POESIA de David Mourão-Ferreira



Mais do que um sonho: comoção!
Sinto-me tonto, enternecido,
quando, de noite, as minhas mãos
são o teu único vestido.

E recompões com essa veste,
que eu, sem saber, tinha tecido,
todo o pudor que desfizeste
como uma teia sem sentido;
todo o pudor que desfizeste
a meu pedido.

Mas nesse manto que desfias,
e que depois voltas a pôr,
eu reconheço os melhores dias
do nosso amor.














Agradeço ao Site: http://www.astormentas.com/



"PRECONCEITO" de PORTUGUÊS no BRASIL...rsrs

Conversa na Internet entre pai (no Brasil) e a filha em Portugal:
- Olá, Filha. Tudo bem...?! Como tem sido o teu feriado aí... ?!
- ???!!!????...
- Ahhh! Desculpa. Este feriado é só aquí... rsrs
- Hummm... não estava a perceber e até pensei que tinha deixado "escapar" um feriado. Mas, diz-me: feriado de quê... ?!...
- Dia do Tiradentes.
- Humm... pelos vistos ainda FICOU um aí porque "os restantes" tiradentes está TUDO por aquí... rsrs
- Rsrs... verdade... !!!
(Nota: para quem faz no Brasil dum Português "assunto ideal para uma Piada" até nem me parece "preconceito"... ou será QUE É visto que é de "sentido contrário"... ?!)
By ++lindorui

"Comemorações do 25 de Abril" em SETÚBAL (Portugal)


Enviado por e-mail pela Câmara Municipal de Setúbal - Gabinete de Comunicação


















Monumento dedicado ao 25ABR74
na Avenida Luísa Todi em SETÚBAL

Poesia em Língua Portuguesa - José Craveirinha (Moçambique)

Um Homem não chora




Acreditava naquela historia do homem

que nunca chora.


Eu julgava-me um homem.


Na adolescência

meus filmes de aventuras

punham-me muito longe de ser cobarde

na arrogante criancice do herói de ferro.


Agora tremo.

E agora choro.


Como um homem treme.

Como chora um homem!

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Musica com bonecos

Tema ao acaso: "Vão-se os amores"




"Nunca mais!" é o que costumamos dizer quando sofremos por um amor que se foi, que se acabou... No entanto, estou cada dia mais certa de que a dor do "fim" é tão importante, valiosa e fundamental quanto a alegria do início ou a magia contida no processo de amar!


Porque quando nos predispomos a amar, estamos na verdade exercitando o coração, um órgão absolutamente pessoal... estamos compartilhando e doando sentimentos singulares, exclusivos, que se renovam, se refazem e se transformam a cada novo amor...


Mas costumamos investir demais na idéia de que amor verdadeiro é único, para sempre, inacabável. E por conta desse equívoco, terminamos confundindo o que é realmente único, para sempre e inacabável.


Sinceramente, sou defensora irrefutável de que devemos nos entregar inteiramente a um amor, a um relacionamento, experimentando todas as possibilidades, vivenciando e sentindo todas as sensações e todos os sentimentos.


Acredito totalmente na condição que o ser humano tem de se surpreender a cada dia com sua infinita capacidade de amar mais e mais, de se tornar mais e mais intenso, profundo, entregue, vulnerável, genuíno e, sobretudo, aprendiz, sempre aprendiz de algo maior, mais próximo do que venha a ser "eternidade" quando o assunto é amor!


Portanto, volto a insistir que as pessoas, na maioria das vezes, não são "para sempre" em nossas vidas, fisicamente falando. Mas é para sempre a nossa capacidade de amar. Sendo assim, pode ser maior e mais autêntica a nossa coragem de não generalizar, de não desistir, de não se defender da vida e de tudo o que ela nos reserva... porque ela sempre nos reserva algo de bom!


Contudo, se não permanecermos atentos, a cada amor que se vai, deixamos ir embora todas as nossas convicções, toda a nossa motivação e todo o entusiasmo que conquistamos. Preferimos acreditar que estávamos enganados, que foi um erro amar novamente...


Sugiro que admitamos nosso medo de recomeçar e de sofrer mais uma vez. Sugiro que consigamos investir no amor, a despeito de qualquer fim, de qualquer relação que se acabou!


Sugiro que nos permitamos novos cheiros, novos toques, novos abraços, novas palavras, novas carícias, novos olhares, novos sorrisos, novas possibilidades. Sugiro, sobretudo, que nos permitamos vivenciar a dor, mas que estejamos, sempre, eternamente, abertos para a alegria, a felicidade e a nossa capacidade de amar!


E ressalto aqui, para não deixar nenhuma dúvida, que não estou falando de "ficar", de relações passageiras, sem profundidade ou compromisso. Não estou fazendo ode a nenhuma frivolidade, ao sexo sem amor ou à libertinagem.


Acima de tudo, prefiro a sabedoria que pode haver na solidão ao vazio que existe por trás dos sorrisos falsos, das entregas frias e dos beijos sem sentimento. E sem nenhum julgamento de valor ou moralidade barata, respeitando a escolha e reconhecendo o momento de cada um, defendo o amor como caminho para a evolução humana, ainda que reconheça a incontável distância que temos a percorrer...



Agradecimentos à Fernanda e ao Site: http://www.viaki.com/

Sophia Andresen : 25 de Abril

Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo

Agradeço ao Site: http://www.luso-poemas.net/



Portugal, Lisboa. Revolução de 25 de Abril de 1974





25 de Abril de 1974 (contado por Jovens)

Naturalmente que já ouviste falar no 25 de Abril de 1974, mas provavelmente não conheces as coisas como os teus pais ou os teus avós que viveram nesta época.
Sabias que o golpe de estado do 25 de Abril de 1974 ficou conhecido para sempre como a "Revolução dos Cravos"?


Diz-se que foi uma revolução porque a política do nosso País se alterou completamente.

Mas como não houve a violência habitual das revoluções (manchada de sangue inocente), o povo ofereceu flores (cravos) aos militares que os puseram nos canos das armas.


Em vez de balas, que matam, havia flores por todo o lado, significando o renascer da vida e a mudança!


O povo português fez este golpe de estado porque não estava contente com o governo de Marcelo Caetano, que seguiu a política de Salazar (o Estado Novo), que era uma ditadura. Esta forma de governo sem liberdade durou cerca de 48 anos!


Enquanto os outros países da Europa avançavam e progrediam em democracia, o regime português mantinha o nosso país atrasado e fechado a novas ideias.
António de Oliveira Salazar


Sabias que em Portugal a escola só era obrigatória até à 4ª classe?
Era complicado continuar a estudar depois disso. E sabias que os professores podiam dar castigos mais severos aos seus alunos?

Todos os homens eram obrigados a ir à tropa (na altura estava a acontecer a Guerra Colonial) e a censura, conhecida como "lápis azul", é que escolhia o que as pessoas liam, viam e ouviam nos jornais, na rádio e na televisão.



Antes do 25 de Abril, todos se mostravam descontentes, mas não podiam dizê-lo abertamente e as manifestações dos estudantes deram muitas preocupações ao governo.


Os estudantes queriam que todos pudessem aceder igualmente ao ensino, liberdade de expressão e o fim da Guerra Colonial, que consideravam inútil.


25 de Abril de 1974
(cont.)

Sabias que os países estrangeiros, que no início apoiavam Salazar e a sua política, começaram a fazer pressão contra Portugal. Por isso o governante dizia que o nosso País estava "orgulhosamente só".

Quando Salazar morreu foi substituído por Marcelo Caetano, que não mudou nada na política.

Marcelo Caetano


A solução acabou por vir do lado de quem fazia a guerra: os militares.
Cansados desse conflito e da falta de liberdade criaram o Movimento das Forças Armadas (MFA), conhecido como o "Movimento dos Capitães".


Depois de um golpe falhado a 16 de Março de 1974, o MFA decidiu avançar.
O major Otelo Saraiva de Carvalho fez o plano militar e, na madrugada de 25 de Abril, a operação "Fim-regime" tomou conta dos pontos mais importantes da cidade de Lisboa, em especial do aeroporto, da rádio e da tv.


As forças do MFA, lideradas pelo capitão Salgueiro Maia, cercaram e tomaram o quartel do Carmo, onde se refugiara Marcelo Caetano. Rapidamente, o golpe de estado militar foi bem recebido pela população portuguesa, que veio para as ruas sem medo.


Sabias que para os militares saberem quando avançar foram lançadas duas "senhas" na rádio? A primeira foi a música "E Depois do Adeus", de Paulo de Carvalho, a segunda foi "Grândola, Vila Morena", de Zeca Afonso, que ficou ligada para sempre ao 25 de Abril.



Depois de afastados todos os responsáveis pela ditadura em Portugal, o MFA libertou os presos políticos e acabou com a censura sobre a Imprensa. E assim começou um novo período da nossa História, onde temos liberdade, as crianças todas podem ir à escola e o País juntou-se ao resto da Europa. Mas ainda há muito, muito caminho a percorrer...

Meus agradecimentos ao Site: http://www.junior.te.pt/


domingo, 19 de abril de 2009

MAIS VALIA... Calçada Portuguesa - uma MARAVILHA saída das mãos de "artistas" Portugueses





"Modestos trabalhadores" também fazem HISTÓRIA. Em Portugal e no Mundo, eles a têm feito desta forma BRILHANTE... !!!

PIADA... ?! "Ménage a Trois"... Hummmm....

Um mulher fala para o amigo:

— Um ménage a trois está entre as suas fantasias?

— Claro! — responde ele, empolgado.

— Então corre pra sua casa, que acho que ainda dá tempo!


Agradecimentos so Site:
http://piadashowdebola.blogspot.com/



LITERATURA PORTUGUESA: Um pouco de ternura

Baptista-Bastos


Nos olhos dela habitava a bondade. Um doce sorriso embalava-lhe os lábios, e a face transparecia a tranquilidade interior de quem não fora punida pelo despeito nem agredida pelo ressentimento. Era ainda nova: vivia na linha de sombra que tenuemente divide a idade das pessoas, entre maduras e velhas. De onde viera? Que idade tinha? Ninguém sabia. Por vezes, pintava os lábios murchos. Por vezes, exibia largos decotes e mangas cavadas, eis o traço lascivo dos seios, eis os braços roliços, opulentos e sensuais. Era alta, quase imponente; porém, quando subia a rua íngreme, parecia alada, os pés quase não tocavam no chão.

Aparecera no bairro e logo se organizara uma aura de mistério em sua volta. Apesar da estatura, mantinha-se discreta e reservada, pouco falava com os vizinhos. Havia dias em que cantava; cantava alto velhas canções de amor. Nas tardes de sábado, os homens reuniam-se no clube, jogavam ao loto e à sueca e, ocasionalmente, embebedavam-se.

Ela residia num pequeno apartamento, mesmo por cima do clube. Gostava de se colocar à varanda, e os homens fitavam-na, gulosos, ávidos e sôfregos. Fingia não os ver. As mulheres remoíam raivas e amuos. Ela observava o horizonte, lá, onde o Tejo forma uma laçada, e permanecia assim: abstracta, atenta e exposta. Mas gostava que a apreciassem, e divertia-se com o ciúme das outras. Às vezes dançava ao som de uma pequena telefonia. Dançava como se estivesse a dançar com o mundo, ou, quem sabe?, a pensar em alguém que amara.

As geografias sentimentais são mais ou menos favoráveis: o bairro era bom e valia tudo o que de ele se dissesse; o resto era mau, e tudo o que de pior se dissesse nunca seria excessivo. Começaram as intrigas, as suposições pérfidas, as calúnias evasivas. Não lhe perdoavam a beleza, a dignidade da postura, a pequena viração de altivez que dela se desprendia.

Suspeitaram de tudo: que era prostituta, que vivia às custas de um proprietário de imóveis, que fazia números de nu em cabarés rascas. Chegou-lhe aos ouvidos a natureza insidiosa desses boatos. Não lhes atribuiu a menor importância, o que ainda mais arreliou as outras.

Saía de casa logo pela manhã, regressava tarde, ocasionalmente ausentava-se pela noite. Acumulavam-se as suspeições. Até que, certo dia, deixou de aparecer. O falatório aumentou. Coisas medonhas foram ditas, como se de verdades se tratassem. Correu o tempo; uma semana passou, outra, e outra ainda. Para onde fora? Que seria feito dela? E se ele não regressasse, não pudesse regressar ou não quisesse regressar?

Depois, houve quem a visse. Era numa tarde em que a chuva, lamentosa, caía forte. Desapareceu no cotovelo da rua, quem a viu acelerou o passo para descortinar aonde ela ia. Entrou num prédio alto e antigo, de azulejos, e ao perseguidor assaltou a ideia de que a vizinha misteriosa talvez fosse mulher-a-dias. Este indivíduo tivera, em tempos, a veleidade de se relacionar com ela; porém, fora rejeitado com uma frase breve e ríspida. Era o ressentimento que o incitara àquela infausta perseguição.

Horas e horas decorreram. A chuva deixara de cair, o homem encostara-se a uma árvore, sem abandonar a vigilância ao prédio. Até que, finalmente, ela reapareceu. Olhou em derredor e, rapidamente, aproximou-se da árvore onde o outro se ocultava. Atrapalhou-se, o homem. E ela disse:

— Quer saber o que eu faço, não é?

— Bom…bom — Não sabia o que responder.

— Olhe: vendo ternura.

E desandou. Agora, uma brisa mansa, um vento acariciador, um pio de ave, e o silêncio. Era assim: todos os dias, ou quase, ela visitava casas de gente idosa, e recebia escassos euros para lhes ler jornais, revistas ou livros de histórias cordatas com finais felizes. Simplesmente um pouco de ternura.

Voltou à rua para se despedir da rua e ignorar as pessoas. As pessoas juntaram-se, viram-na subir o calçadão, puxar pelas pernas para escalar a escadaria enorme. Durante algum tempo pensaram nela. Nunca ninguém soube o seu nome, nem se foi feliz na vida.

Anos depois, um modesto cronista contou-a numa crónica humilde.



(mantida a grafia original)
Armando Baptista-Bastos (1934), é considerado um dos maiores prosadores portugueses contemporâneos. Iniciou-se como jornalista no jornal “O Século”, tendo trabalhado também no”República,”, “Europeu”, “O Diário”, “Diário Popular” e nas revistas “Cartaz”, “Almanaque”, “Época” e “Sábado”. Foi, igualmente, redator em Lisboa da Agência France Press. Usando o pseudônimo de Manuel Trindade, trabalhou na RTP – Rádio e Televisão de Portugal, nos tempos do governo de Marcelo Caetano. Foi despedido por ter sido considerado um “adversário do regime”. Porém, é no vespertino “Diário Popular”, onde trabalhou durante vinte e três anos (1965-1988), e no qual desempenhou importantes funções, que deixa sua marca,"com um estilo inconfundível" — no dizer de Adelino Gomes. Foi docente na Universidade Independente, onde lecionou a disciplina de Língua e Cultura Portuguesas. Percorreu, profissionalmente, todo o Portugal Continental e Insular, e viajou e escreveu sobre Espanha, Canárias, França, Itália, Bélgica, Irlanda, Brasil, Uruguai, Argentina, Suíça, Luxemburgo, Grécia, Áustria, Turquia, República Democrática Alemã, República Federal da Alemanha, Checoslováquia, URSS, Marrocos, Suécia, Dinamarca, Finlândia, Nigéria, Angola, Moçambique, Cabo Verde, etc.



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