POR UM PORTUGAL DIFERENTE

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Estrela - DestaquesNinguém pode ser escravo de sua identidade; quando surge uma possibilidade de mudança é preciso mudar. (Elliot Gould)

Frases e Mensagens -

NÃO HÁ ACORDO...!!!...

NÃO HÁ ACORDO...!!!...
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TRADUÇÃO/TRANSLATE/TRADUCION

SEM IMITAÇÕES...

ACREDITE...

"Nunca faça graça de graça. Você é humorista, não político."

A Hora em Poá (BRASIL)

"Nada descreve melhor o caráter dos homens do que aquilo que eles acham ridículo."

VELHO PROVÉRBIO PORTUGUÊS

"Dois olhos vêem mais do que um só."
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Verdade, Verdadinha...!!!

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Menininhas e inhos venham a mim...

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PORTUGAL é "isto"... e MUITO MAIS...!!!

António GEDEÃO


Eu, quando choro, não choro eu. Chora aquilo que nos homens em todo o tempo sofreu. As lágrimas são as minhas mas o choro não é meu.A.GEDEÃO

SEJA ASSIM... COMO EU!

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Mais Um(a)...!!! OBRIGADO...!!!

sábado, 9 de maio de 2009

A "Estranha Loucura" de ALCIONE

Ouvir Alcione é ouvir o "AMOR a CANTAR". Uma voz forte e, ao mesmo tempo, frágil e doce numa mistura de sensualidade + música + bem dizer e cantar. Um "amor" de já LONGA DATA... !!!

Mães de Portugal



Ó Mães de Portugal comovedoras,
Com Meninos Jesus de encontro ao peito,
Iguais na devoção e amor perfeito
Aos painéis onde estão Nossas Senhoras!

Ó Virgem Mãe, qual se tu própria foras,
Surgem de cada lado, quase a eito,
As Mães e os Filhos em abraço estreito,
Dolorosas, felizes, povoadoras...

São presépios as casas onde moram:
E o riso casto, as lágrimas que choram,
O anseio que lhes enche o coração,

Gesto, candura, olhar — tudo é divino,
Tudo ensinado pelo Deus Menino,
Tudo é da Mãe Celeste inspiração!




Alberto de Oliveira, in "Poemas de Itália e Outros Poemas"




Agradecimento ao Site: http://www.citador.pt/

A Poesia de FERNANDO NAMORA



Onde ficava o mundo?


Só pinhais, matos, charnecas e milho


para a fome dos olhos.


Para lá da serra, o azul de outra serra e outra serra ainda.


E o mar? E a cidade? E os Rios?


Caminhos de pedra, sulcados, curtos e estreitos,


onde chiam carros de bois e há poças de chuva.


Onde ficava o mundo?


Nem a alma sabia julgar.


Mas vieram engenheiros e máquinas estranhas.


Em cada dia o povo abraçava outro povo.


E hoje a terra é livre e fácil como o céu das aves:


a estrada branca e menina é uma serpente ondulada


e dela nasce a sede da fuga como as águas dum rio.




Fernando Namora






Agradecimento ao Site: http://www.astormentas.com/


Fantasia de carnaval (PIADA)


O CAMINHONEIRO E SEU LEMA


Esta é a história de um caminhoneiro que viajava por todo Brasil e seu lema era: - 'MEU NOME É JOÃO, SOU DO MARANHÃO, SOU GOSTOSÃO E ENTROU NA MINHA BOLÉIA, NÃO TEM PERDÃO'. Mas já estava há dois meses dirigindo pelas estradas em jejum, não conseguia pegar nenhuma mulher. Eis que, de repente, ele vê à sua frente uma freira, novinha, bonitinha, pedindo carona. Ele pensa: - Que Deus me perdoe! Parou o caminhão e a freira subiu. - Bom dia, meu filho! Você poderia me levar à cidade mais próxima? - Bom dia, dona freira! Claro, mas tem um pequeno problema: meu nome é João, sou do Maranhão, sou gostosão e entrou na minha boleia, não tem perdão. - Calma, meu filho! Aqui na frente está reservado para Deus, porém atrás está livre. Não deu outra, o João traçou a freirinha.


Dirigindo pela estrada, João ficou pensando na besteira que tinha feito, quando ela disse: - Meu filho, pode parar que eu vou descer aqui nesta fazenda. João concordou e se desculpou: - Dona freira, me desculpe pelo que fiz com a senhora, que Deus me perdoe, mas a senhora entende como é ficar solitário muito tempo... A freira respondeu: - Não tem problema, porque MEU NOME É JUVENAL, SOU DE NATAL, SOU HOMOSSEXUAL E ESTA É A MINHA FANTASIA DE CARNAVAL.

A moradora do quinhentos e três

Ela era miúda, clara e parecia exausta. Não era uma preguiça de se arrastar entre uma tarefa e outra, e sim a expressão do esgotamento de alguém que tem sempre um problema urgente a resolver. Os traços delicados se desfiguravam com as sobrancelhas erguidas. A própria existência das coisas tinha para ela uma gravidade aguda. Segurava as juntas dos dedos umas contra as outras. A voz lhe escapava ansiosa, formando parábolas de sons, altos e baixos, baixos e altos. As mãos permaneciam contraídas, repousadas por sobre o vestido comprido. Só poderia se chamar Marieta. Parecia uma senhora, mesmo sendo um pouco mais jovem do que eu. Ela tinha uns trinta e cinco anos, no máximo quarenta. A gravidez evidente, a pele lisa ao redor dos olhos e o cabelo loiro, sem fios brancos nem tintura destoavam dos suspiros abortados, dos móveis cor de mogno e das feições endurecidas.

A sala de sua casa evocava o consultório de um dentista, antes da consulta. Todos os objetos estavam livres de bactérias. Imaginei-a despendendo uma tarde inteira para decidir a posição da réplica de “As meninas”, do Renoir. Uma vez ali, o quadro permaneceria imóvel, condenado ao encaixe perfeito do prego e a ausência de pó. Havia duas almofadas por sofá e uma por poltrona, fazendo um contraponto de cores: almofada verde no sofá marrom, almofada bege na poltrona verde. Os guardanapos de crochê esticados nas mesas. Ainda se confeccionam peças desse tipo, lembrei. Toalhas feitas à mão existiam para mim apenas nas tardes da infância, sustentando a compoteira com a ambrosia da vovó. Na casa de Marieta, os copos brilhavam, dentro da cristaleira, em filas regulares. Um exército sem camuflagem.

Fui convidada a sentar. Tive receio de estragar alguma coisa. Fiquei constrangida com minha própria figura: as pernas longas, o jeans desbotado, as unhas por fazer, o leve odor de nicotina. Me senti acomodada em uma mesa para crianças de pré-escola. Eu era imensa para estar ali. Tenho uma sensação de desconforto quando converso com uma pessoa que fala de modo correto o português, usando todos os erres e esses, conjugando com naturalidade os verbos, jamais se permitindo errar uma concordância. Cada frase proferida com essa minha língua de todos os dias parece uma ofensa. Frente a Marieta, mesmo o meu gesto mais educado seria falta de tato. Ela me observava bem de perto, não lhe escapava nada.

Cruzei as botas de bico fino, joguei os cabelos mechados para trás e deixei que ela me julgasse. Nada falei. Escutei as suas tentativas de conter a cólera. Marieta é o tipo da mulher que fica irritada com sua própria fúria. Me diverti vendo suas faces ruborizadas ao comentar sobre os ruídos no sábado à noite. Suas mãos se descruzaram e massagearam a cervical. Ela afirmava que aquela não era a minha primeira “festinha”. Marieta estava certa de que eu entenderia sua reclamação. Dali a alguns meses, o nascimento do bebê. Ela apenas desejava que eu cumprisse o regulamento do condomínio. Nem quisera falar com o síndico para não me deixar desconfortável. Será que ela não percebia que nada poderia ser mais impróprio do que aquele convite para visitá-la, feito a olhos baixos no elevador?

Morava há cinco anos em cima de Marieta e as duas únicas festas que dera, foram catalogadas por ela. Me sabia inocente de suas acusações de má vizinhança. Fiquei lembrando das noites com o Afonso. Ela teria escutado nossas carências após duas ou três garrafas de vinho? Marieta com seu maridinho, que penteia os cabelos para trás com gel em excesso e diz “pois não” ao abrir a porta do prédio para mim, incomodados com as farras do piso superior, do apartamento daquela mulher meio solteira, meio atriz, meio deprimida, que sempre esquece de pegar o jornal de domingo.

Separadas por alguns metros de concreto, vivíamos em estados de matéria distintos, eu tão líquida, ela tão sólida. Eu escorria pelas paredes de seu apartamento. Nada de festas, eu disse, mesmo não sabendo se cumpriria a promessa. Já na porta, pronta para voltar ao meu mar revolto, passei a mão na barriga de Marieta. Perguntei o nome do bebê. Por um instante ela descansou. O rosto se descontraiu, ganhou as feições de alguém que chega em casa ao final do dia e tira os sapatos. Me senti composta da mesma água que ela. Meus dedos firmaram junto ao seu ventre. “Getúlio”, ela me disse. Nome de velho, eu pensei, ao me despedir.

Beatriz Abuchaim



Beatriz Abuchaim nasceu em Porto Alegre, em 1975. É psicóloga, especialista em psicologia nos processos educacionais e mestre em educação (todos os cursos pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul). Trabalha como psicoterapeuta em consultório particular, tendo feito formação em psicoterapia psicanalítica no Instituto Abuchaim, onde atualmente é professora e supervisora. Freqüentou as oficinas de criação literária de Charles Kiefer e de Luis Antonio de Assis Brasil. Participou das antologias de contos “Histórias de Quinta”, “Brevíssimos” (Editora Bestiário), “101 que contam” e “Oficina 36” (Nova Prova Editora). "Habitantes de corpos estranhos" (antologia de contos para adolescentes) é seu primeiro livro-solo, publicado em 2008, pela Editora Projeto.

Agradecimentos à Beatriz e ao Site: http://www.releituras.com/

mOVIMENTO pERPÉTUO - Carlos Paredes


A modéstia de Carlos Paredes é a única coisa que pode comparar-se em grandeza, com o seu enorme talento. Não se pense, porém, que esta atitude tem o quer que seja de auto-apoucamento, de falta de confiança e/ou de consciência do valor próprio da sua arte. Pelo contrário: «A música que eu faço tem normalmente estrutura da pequena canção, da cançoneta. Por isso é que eu costumo dizer sou um compositor de pequena música. É um termo que nunca utilizo no sentido pejorativo, mas que foi necessário, no critério de alguns musicólogos, distinguir um determinado tipo de música, a que também se chama música ligeira de um outro, a música clássica. Esta seria a "grande música" e, como música ligeira me parece um termo muito vago, então optei por lhe chamar "pequena música"." Mas atenção: «Quando eu falo de pequena música, pretendo apenas qualificar música que, estruturalmente, é simples e que pode até ser, do ponto de vista estético pouco apreciada, mas que não deixa de ser música. Se eu toco para várias pessoas que me ouvem com atenção, é porque lhes estou a dar prazer. E mesmo que esteticamente seja uma música menor, em termos de qualidade, não tenho que me envergonhar dela, não acha?»
(Excerto)




Por Viriato Teles
Escrito em Julho de 1998
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Agradecimento ao Site: http://www.attambur.com/

sexta-feira, 8 de maio de 2009

A MULHER SENSUAL.

Gif Gifs
Não precisa ser bonita,
Tem que saber se cuidar,
Saber se valorizar.
Inteligência para amar.
Sábia para conquistar.

A mulher sensual.
Não precisa usar roupas caras.
Tem que ter bom gosto
Saber se vestir para atrair.

Não precisa se oferecer,
Seu jeitinho feminino
Sabe o que fazer,
Sem vulgar ser,
Para chamar a atenção
Do homem que mexe
Com seus sentimentos.

A mulher sensual.
Tem um sorriso contagiante.
Um olhar penetrante.
Atitudes insinuantes.
Que leva ao delírio
O seu amado, seu amante!

A mulher sensual,
Não pode dispensar.
Seu lado menina que fascina.
Muito menos,
Dispensar seu lado mulher.
Que provoca sabe o que quer.
Sabe em doses certas
Ser uma bela amante,
Uma bela mulher!


*-* Anna A FLOR DE LIS.
Meus agradecimentos à Anna e ao Site:
http://www.poemas-de-amor.net/

O homem e o rio (Motivacional)

Havia um homem apaixonado por um rio. Gastava longas horas vendo suas águas a passar, carregando em seu dorso suave folhas e histórias das cidades acima e isto dava felicidade.

Sua grande alegria era quando chegava a tarde. Depois do trabalho ele ia correndo para o rio, pulava uma cerca e ficava lá em uma prainha, com os pés mexendo nas areias grossas, bem embaixo de um velho ingá.

Falava muito, confidenciava segredos, dava gargalhadas, nunca ia embora enquanto houvesse luz e por muitas vezes só se deu conta que era noite quando a lua ladrilhava de prata as águas do rio.

Ficava lá, remoendo lembranças, indo para o futuro em sonhos. Seus olhos eram rio. O rio passeava com suas águas amigas em seus olhos, como em nenhum outro. Ambos pareciam ter nascido para ser daquele jeito, nunca sem o outro, a unidade de almas.

Dizia o homem:

- Amor pra toda vida.

Porém, um dia, o céu escureceu. Nuvens cobriram a terra e a chuva desabou sobre o mundo. A cabeceira do rio foi enchendo e logo tudo virou correnteza. Árvores foram arrancadas. Folhas deram lugar aos galhos pesados, estes arranhavam tudo o que encontravam, as barrancas desmaiavam e sumiam devoradas pela fúria das águas.

O rio cresceu, ultrapassou as margens, derrubou cercas, foi crescendo até chegar na casa do homem da história e destruiu tudo o que encontrou.

Avançou o jardim... margaridas e rosas desapareceram, entrou porta adentro com as mãos cheias de lama.

Apagou o fogo no velho fogão a lenha, tudo ficou destruído.

Quando veio o sol, veio também a desolação. Tinha que recomeçar e como é difícil recomeçar. Fez o que pôde, sem olhar em direção ao rio. Seu peito era uma amargura só. Su

a cabeça não ficava em silêncio. Só pensava no que iria dizer. Então falou:

- Por quê? Por que fez isto? Eu confiava em você, tinha certeza que isto não iria acontecer, não conosco. Havia muito amor entre nós, amor que não merecia acabar assim. Não é só a lama que está no jardim, é a confiança que nunca mais será confiança, o amor que nunca mais será amor, é o adeus que será para sempre adeus...

Foi inútil o rio tentar explicar. Nunca mais se encontraram. Nunca mais a lua cantou naquele lugar e as águas daquele rio, como o coração daquele homem, nunca mais foram os mesmos.

O homem mudou-se para muito longe e o rio, quando passava por lá, tentava não olhar... mas sonhava, bem dentro, em suas águas mais profundas, um dia ver ali, debaixo do ingá, quem nunca deveria ter ido embora...

......................................

Assim também agimos muitos de nós.

Quando somos magoados, feridos ou ofendidos por alguém que amamos, ficamos revoltados, indignados, decepcionados com essa pessoa e não lhe damos uma segunda chance.

Viramos as costas e negamos alguma oportunidade de reconciliação.

Devemos refletir sobre essas atitudes e aprender a perdoar mais, a amar mais!



Agradecimento ao Site: www.portaldiabetes.com.br

(Enviado por e-mail)

Choro! - A Poesia de José Gomes Ferreira

Ninguém vê as minhas lágrimas, mas choro
as crianças violadas
nos muros da noite
úmidos de carne lívida
onde as rosas se desgrenham
para os cabelos dos charcos.

Ninguém vê as minhas lágrimas, mas choro
diante desta mulher que ri
com um sol de soluços na boca
— no exílio dos Rumos Decepados.

Ninguém vê as minhas lágrimas, mas choro
este seqüestro de ir buscar cadáveres
ao peso dos poços
— onde já nem sequer há lodo
para as estrelas descerem
arrependidas de céu.

Ninguém vê as minhas lágrimas, mas choro
a coragem do último sorriso
para o rosto bem-amado
naquela Noite dos Muros a erguerem-se nos olhos
com as mãos ainda à procura do eterno
na carne de despir,
suada de ilusão.

Ninguém vê as minhas lágrimas, mas choro
todas as humilhações das mulheres de joelhos nos tapetes da súplica
todos os vagabundos caídos ao luar onde o sol para atirar camélias
todas as prostitutas esbofeteadas pelos esqueleto de repente dos espelhos
todas as horas-da-morte nos casebres em que as aranhas tecem vestidos para o sopro do
silêncio
todas as crianças com cães batidos no crispar das bocas sujas
de miséria...

Ninguém vê as minhas lágrimas, mas choro...

Mas não por mim, ouviram?
Eu não preciso de lágrimas!
Eu não quero lágrimas!

Levanto-me e proíbo as estrelas de fingir que choram por mim!

Deixem-me para aqui, seco,
senhor de insônias e de cardos,
neste òdio enternecido
de chorar em segredo pelos outros
à espera daquele Dia
em que o meu coração
estoire de amor a Terra
com as lágrimas públicas de pedra incendiada
a correrem-me nas faces
— num arrepio de Primavera
e de Catástrofe!


José Gomes Ferreira

Agradeço pelo poema ao Site:
http://www.astormentas.com/


AMÉRICO RIBEIRO - “Extraordinário contador de história e apaixonado pela fotografia”


José Madureira Lopes editou dois livros sobre a vida e obra de Américo Augusto Ribeiro, de quem foi grande admirador e amigo. As obras, intituladas “Um Tesouro Guardado - Setúbal d`Outros Tempos” (1992) e “Américo Ribeiro-Todos os Dias” (2006), constituem admiráveis visitas sobre a história mais contemporânea da cidade.
“Como seu grande amigo, Américo Ribeiro pediu-me para eu editar um livro sobre a sua vida e obra. Mesmo sem experiência, não podia dizer que não. Foi uma corrida contra o tempo, porque ele já estava muito doente, e infelizmente não chegou a assistir ao lançamento do livro (Setúbal d´Outros Tempos)”, recordou a «O Setubalense» José Madureira Lopes.
Em Novembro de 2006, Madureira Lopes voltou a editar novo livro (Américo Ribeiro-Todos os Dias) baseado em fotos do ímpar espólio do ilustre fotógrafo, por ocasião do 100.º aniversário do nascimento de Américo Ribeiro.
“Levei dezenas de horas a vasculhar parte do espólio (são mais de 140 mil espécimes fotográficos) para seleccionar imagens para estas publicações. É impressionante, mas uma real viagem pela Setúbal antiga”, afiança o editor para quem “é impossível conhecer ou discutir o passado, sem se recorrer a este arquivo.”
A forma como Américo Ribeiro arquivava os seus trabalhos impressionou Madureira Lopes. “Está tudo organizado, porque ele era muito meticuloso com espírito de coleccionador. Deixou caixas e caixas de um só tema, o que daria para fazer vários livros sobre um único assunto social”, garante, não discurando a hipótese de voltar a editar novo livro com fotos do saudoso Américo.
A Câmara adquiriu, em 1994, o espólio pessoal do fotógrafo setubalense. Parte foi doado, e o restante adquirido pelo Município pelo valor de mil contos (5 mil euros). Todo o espólio, desde sempre guardado na residência de Américo Ribeiro, transitou então para a Casa Bocage.
“Na época, a Câmara ainda pensou fundar o Estúdio Fotográfico em sua memória, mas tal projecto nunca avançou”, recorda Madureira Lopes, enaltecendo o trabalho agora em curso no arquivo, defendendo tratar-se de “um trabalho moroso, mas muito útil para as gerações vindouras.”

AMIZADE
Irrepreensível profissional e extraordinário ser humano. É assim que Américo Ribeiro é definido pelo amigo Madureira Lopes. “Era um fantástico contador de histórias. Os que tiveram o privilégio de privar com o ti Américo muito aprenderam porque era uma pessoa bem formada e educada, com quem dava gosto estar”, acrescentando que “também não lhe faziam o ninho atrás da orelha.”
Vícios não lhe conheceu. “Era pessoa que não bebia nem fumava, e o seu vício era a fotografia. Sempre que podia comprava uma lente, uma máquina ou novos produtos de revelação”, lembra, não esquecendo da sua esposa, a dona Ernestina, que viria a falecer pouco depois do marido. “Nunca vi aquela senhora mal disposta.” O casal, sem filhos, residiu na rua Major Afonso Palla, num primeiro andar ao lado da loja fotográfica “Cetóbriga”.
Américo Ribeiro foi proprietário de um outro estabelecimento fotográfico, em Sesimbra, a Foto Améri, que ainda hoje continua a trabalhar no mesmo ramo.
Os meus agradecimentos ao Site: http://www.osetubalense.pt/



quinta-feira, 7 de maio de 2009

Equilíbrio instável

A tia de Sandra demonstrava inexplicável apreço por mim. Visitávamos pouco Dona Juliana, poucos eram os motivos. Mas a viúva gostava muito de conversar comigo. Fechada para a maior parte das pessoas, olhava-me nos olhos e desandava a falar detalhes que nem sempre me interessavam sobre sua vida.

Doutor Almeida morreu assassinado num churrasco de família. Foi ao banheiro e de lá não saiu mais. Acusaram Valdir, o caseiro, que havia alguns dias vinha reclamando da maneira pouco respeitosa com que era tratado pelo patrão. Não conseguiram prendê-lo. Estava desaparecido desde então. Cheguei a conhecer Valdir. Sujeito calmo, fisionomia leve. Olhos expressivos e inocentes. Difícil crer que tivesse matado Doutor Almeida; ainda mais da maneira como tinha matado. Cravou-lhe um ancinho no crânio. Um episódio estranhíssimo, que a viúva fazia questão de contar em detalhes. Mas sempre com um sorriso condescendente e uns trejeitos de corpo que pareciam puxar seus seios para fora do decote. Mesmo com mais de quarenta, era convidativa a figura de Juliana, como ela insistia que eu a chamasse. Sem o Dona, que ela não era dona de ninguém. E ninguém é meu dono também não, viu? Aquele sorriso...

Uma vida amorosa intrigante e pouco convencional, tinham ela e o marido. Técnicas e modalidades de coito me foram apresentadas em nossas conversas. Chorosa, reclamava da falta que lhe fazia a presença de Astolfo – confessava-se a mim naquelas tardes em que Sandra passava estudando com Marina, as duas trancadas no quarto. De um momento para outro, passei a freqüentador assíduo da casa. Quando chegávamos, Sandra me beijava suavemente na boca e trancava-se com a prima; Juliana separava uma dose de uísque, que eu sorvia ansiosamente, e ela reabastecia quantas vezes eu quisesse. Era nosso segredo, eu muito novo, ela sorrindo condescendente. Bebíamos juntos e, à medida que a conversa evoluía, caíamos sempre na armadilha do assunto “sexo”. As palavras surgiam e falávamos abertamente. Ela admitiu certa vez ter ficado lubrificada após ouvir um episódio vivido por mim.

Fazia um ano e, talvez pelo peculiar da data, o episódio da morte remexia-lhe tanto naquele dia. Juliana contou ter tido relações com o morto em sonho. Rimos daquilo. O sonho se repetiu. Ela entrava em detalhes quanto aos trabalhos de línguas e mãos, além de quase descambar para o linguajar técnico quando se detinha aos genitais, de tão explícita. Experiências gradativamente mais freqüentes e intensas.

Eu insistia que eram apenas sonhos marcantes pela peculiaridade do momento que ela atravessava e pela falta que tais encontros lhe faziam. Ela insistia que não, a gente trepou, dizia, vulgar somente comigo. Era recatadíssima. Não comigo. Certo dia me chamou a seu quarto e mostrou – com aquele sorriso no rosto – o lençol manchado de sangue. Não soube o que argumentar; a prova, vermelha, ratificava o que ela garantia ter acontecido. Foi ele. O Astolfo.

Tanto ela quanto eu sabíamos que aquele equilíbrio instável não duraria por tanto tempo. Foi na cozinha, onde sempre conversávamos. O armário fez tanto barulho que as meninas chegaram a diminuir o som do quarto para tentar identificar a origem daquela chacoalhação. Nem assim, Dona Juliana parou de mexer, pois sentiu que em segundos eu explodiria entre suas coxas ainda tão rígidas. Rosto ao mesmo tempo tranqüilo e excitado, não se intimidou quando a porta do quarto da filha foi aberta no fim do corredor, e passos se aproximavam. Fiquei nervoso e momentaneamente senti que minha energia poderia recuar em vez de extravasar, mas o rosto dela parecia me convencer de que naquele momento só havia eu, ela e nossos fluidos. A filha já vinha chegando perto quando minhas pernas quase falharam, o armário fez um barulho maior ainda, e durante o transe pude senti-la me segurando para que não fosse desperdiçada uma gota. Ajeitou mais ou menos o leve vestido, antes que Marina apontasse na entrada da cozinha o rosto entediado, perguntando que barulho era aquele. A mãe, sorrindo e com as pernas ainda escorrendo, alegou que estávamos procurando algo sob o armário. A filha mascou duas vezes o chiclete, olhou para mim, sorriu com o lado da boca e voltou lá para dentro. Juliana era segura, e viveríamos uma história linda, quente, escura e úmida. Éramos um deslizar infinito de peles.

Em poucos meses, veio a notícia: estava grávida. Preocupei-me, mas ela disse que eu não me incomodasse, o filho não era meu. De súbito, minha vontade foi de voar em seu pescoço. Traidora sem caráter. Contive o impulso, pois o que Sandra iria pensar? De mais a mais, não cabia sentimento de posse em nossa história, tão desprovida de quaisquer limitações ou barreiras. Trepávamos e era a isso que se resumia. Mas a placidez com que ela me contou agrediu-me profundamente. Pudor, talvez fosse o que lhe faltasse. Não exigíamos nada um do outro, mas há limites a serem respeitados até no mais livre dos amores.

Quem? Quem? Eu insistia. Ela bebeu o uísque calmamente, ajeitou a saia. Só então revelou. O pai era o falecido. Como é que é? Ela tinha certeza. Sentia; essas coisas que mulher diz. Dá para saber. Mulher sempre sabe. Era o finado médico, o autor da proeza. Garantiu. Os encontros noturnos entre os dois continuavam, ela não fazia segredo, e eu nada podia fazer. Não tinha como mantê-la acordada permanentemente. Quase não dormia de madrugada imaginando-a com ele, sem a culpa, sem as limitações do mundo real a prender-lhes ao possível, às barreiras físicas e seu confinamento. Para mim, a cozinha. Para ele, todas as dimensões. Não era justo. E agora essa. Desejei que o filho fosse meu, que nascesse com a minha cara. Minha cabeça girava.

Saí da cozinha às pressas, fui chamar Sandra para irmos embora. Não bati na porta antes de entrar bruscamente no quarto e concluí que não era para estudar que as duas se trancavam.

* * *

Hoje, não sinto raiva ou indignação. Minha maior angústia é acreditar ter um filho cujo rosto nunca vi. Esses anos talvez tenham sido suficientes para que Sandra tenha esquecido aquele infeliz ocorrido, como eu esqueci. Tudo me parece tão menor do que minha agonia que não consigo ver crime em duas moças se descobrindo. Não me sinto traído, nem sinto tê-la traído com Juliana. Nosso namoro inocente foi a parte menos relevante de tudo aquilo.

Decidi voltar à casa da mulher de quem fugi com tantas perguntas na cabeça, para vê-la – e à criança. Minha curiosidade me consome. Talvez seja a ânsia de conhecer meu filho ou de ver com meus olhos, caso a versão dela prevaleça, a materialização de um encontro tão insólito. Nego-me a concordar com as idéias absurdas da viúva quanto a seus encontros com Astolfo. A solidão pode destruir a mais sã das consciências. Vai ver é isso. O filho tem que ser meu. Ainda assim, algo inconsciente não me deixa descartar por completo a possibilidade estapafúrdia de o finado tê-la de fato engravidado em um sonho. Não sei, acho que o que mais quero mesmo é comer novamente aquela mulher.

Toco a campainha. Ela abre. Surpresa, dá um gritinho seguido de um sorriso quase aliviado. Está idêntica a antes. Veste um robe japonês, que havia estreado comigo em nosso último encontro. Pede que eu entre. Serve um uísque no copo em que eu gostava de beber. Duas pedras de gelo e umas gotinhas de água tônica, como ela dizia. Está sozinha em casa. O filho dorme no quarto. Não comenta nada além disso sobre o garoto. Sem me repreender pela longa ausência, pergunta se eu me lembro do robe. Sorrio e digo que sim. Ela me beija e vamos para a cama.

No dia seguinte, acordo com uma voz de criança chamando e batendo na porta. Um calafrio me desce pela coluna e divide-se pelas pernas até as unhas dos pés.

Ela levanta, corre para a porta e a abre. O moleque entra.

O rosto do garoto me é familiar. Em pouco tempo, lembro. É a cara do Valdir, o caseiro.


André Tartarini



André Tartarini (1975), é dentista e mora no Rio de Janeiro. Procura editora para publicar seu primeiro original de contos, "Rabo preso", do qual o texto apresentado faz parte. Diz escrever, antes de tudo, por prazer e teimosia. Participou das duas primeiras oficinas para novos autores da FLIP (Festa Literária Internacional de Paraty), ministradas, respectivamente, por MIlton Hatoum (2004) e Raimundo Carrero (2005). É admirador dos filmes de Hitchcock e dos livros de, por exemplo, Dostoievski, Sergio Sant'anna, Stanislaw Ponte Preta, Rubem Braga e Antonio Carlos Viana.

Agradecimentos ao André e ao Site: http://www.releituras.com/

Já conhece "o PARAÍSO"... ?! Não... ?! É na Peneda-Gerês, em Portugal

Durante anos a fio, quando em férias, eu, mulher e filhas tomávamos inevitávelmente o caminho do ALGARVE (Sul de Portugal). Até que... um dia, alguém me falou que, o Gerês (extremo Norte de Portugal), era "o Paraíso na Terra" e resolvemos verificar isso "in loco". Nesse ano, julgo que passámos lá 5 ou 6 dias. Mas só aconteceu isso NESSE ano porque, depois, começámos a "não poder passar" sem ficar um bom tempinho no Gerês. Uma MARAVILHA, só vos digo... !!! O ar, a água, as Termas, as casas, as pessoas, as verduras, o Parque Nacional, a Espanha alí tão perto, a carne, o bacalhau, o cabritinho... ahhhh... !!! SAUDADES, "MINHA GENTE"... !!!
Se puderem ir até lá, NÃO PERCAM essa "oportunidade" e, nessa altura, irão dizer para com os vossos botões: não é que "aquele lindomenino" estava CERTO... !!! Só "pecou" mesmo foi em ter escrito "tão pouco"... !!!
GERÊS é VIDA... "gente"... !!!


LUÍS, O POETA, SALVA A NADO O POEMA


Era uma vez
um português
de Portugal.
O nome Luís
há-de bastar
toda a nação
ouviu falar.
Estala a guerra
e Portugal
chama Luís
para embarcar.
Na guerra andou
a guerrear
e perde um olho
por Portugal.
Livre da morte
pôs-se a contar
o que sabia
de Portugal.
Dias e dias
grande pensar
juntou Luís
a recordar.
Ficou um livro
ao terminar.
muito importante
para estudar:
Ia num barco
ia no mar
e a tormenta
vá d'estalar.
Mais do que a vida
há-de guardar
o barco a pique
Luís a nadar.
Fora da água
um braço no ar
na mão o livro
há-de salvar.
Nada que nada
sempre a nadar
livro perdido
no alto mar.
– Mar ignorante
que queres roubar?
A minha vida
ou este cantar?
A vida é minha
ta posso dar
mas este livro
há-de ficar.
Estas palavras
hão-de durar
por minha vida
quero jurar.
Tira-me as forças
podes matar
a minha alma
sabe voar.
Sou português
de Portugal
depois de morto
não vou mudar.
Sou português
de Portugal
acaba a vida
e sigo igual.
Meu corpo é Terra
de Portugal
e morto é ilha
no alto mar.
Há portugueses
a navegar
por sobre as ondas
me hão-de achar.
A vida morta
aqui a boiar
mas não o livro
se há-de molhar.
Estas palavras
vão alegrar
a minha gente
de um só pensar.
À nossa terra
irão parar
lá toda a gente
há-de gostar.
Só uma coisa
vão olvidar
o seu autor
aqui a nadar.
É fado nosso
é nacional
não há portugueses
há Portugal.
Saudades tenho
mil e sem par
saudade é vida
sem se lograr.
A minha vida
vai acabar
mas estes versos
hão-de gravar.
O livro é este
é este o canto
assim se pensa
em Portugal.
Depois de pronto
faltava dar
a minha vida
para o salvar.


Almada Negreiros


Meus agradecimentos ao Site: http://sol.sapo.pt/

Em tempos Almada respondera a alguém:

AS PESSOAS QUE EU MAIS ADMIRO SÃO AQUELAS QUE NUNCA ACABAM.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

João Villaret - Recado a Lisboa









Recado a Lisboa


Letra: João Villaret


Música: Armando da Câmara Rodrigues


Lisboa minha mãezinha
Com o teu xaile traçado
Recebe esta carta minha
Que te leva o meu recado

Que Deus te ajude, Lisboa
A cumprir esta mensagem
Dum português que está longe
E que anda sempre em viagem

Vai dizer adeus à Graça
Que é tão bela, que é tão boa
Vai por mim beijar a Estrela
E abraçar a Madragoa

E mesmo que esteja frio
Que os barcos fiquem no rio
Parados sem navegar
Passa por mim no Rossio
E leva-lhe o meu olhar

Se for noite de São João
Lá pelas ruas da Alfama
Acende o meu coração
No fogo da tua chama

Depois leva-o p´la cidade
Num vaso de manjerico
Para ele matar a saudade
Desta saudade em que fico
...




(Vidé Vídeo)



Pensamento de... Charles Chaplin

Cada um tem de mim exatamente o que cativou, e cada um é responsável pelo que cativou, não suporto falsidade e mentira, a verdade pode machucar, mas é sempre mais digna. Bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida e viver com paixão. Perder com classe e vencer com ousadia, pois o triunfo pertence a quem mais se atreve e a vida é muita para ser insignificante. Eu faço e abuso da felicidade e não desisto dos meus sonhos.
O mundo está nas mãos daqueles que tem coragem de sonhar
e correr o risco de viver seus sonhos.


Agradecimento ao Site: http://www.pensador.info/





Poema do Silêncio de José Régio

Sim, foi por mim que gritei.
Declamei,
Atirei frases em volta.
Cego de angústia e de revolta.

Foi em meu nome que fiz,
A carvão, a sangue, a giz,
Sátiras e epigramas nas paredes
Que não vi serem necessárias e vós vedes.

Foi quando compreendi
Que nada me dariam do infinito que pedi,
-Que ergui mais alto o meu grito
E pedi mais infinito!

Eu, o meu eu rico de baixas e grandezas,
Eis a razão das épi trági-cómicas empresas
Que, sem rumo,
Levantei com sarcasmo, sonho, fumo...

O que buscava
Era, como qualquer, ter o que desejava.
Febres de Mais. ânsias de Altura e Abismo,
Tinham raízes banalíssimas de egoísmo.

Que só por me ser vedado
Sair deste meu ser formal e condenado,
Erigi contra os céus o meu imenso Engano
De tentar o ultra-humano, eu que sou tão humano!

Senhor meu Deus em que não creio!
Nu a teus pés, abro o meu seio
Procurei fugir de mim,
Mas sei que sou meu exclusivo fim.

Sofro, assim, pelo que sou,
Sofro por este chão que aos pés se me pegou,
Sofro por não poder fugir.
Sofro por ter prazer em me acusar e me exibir!

Senhor meu Deus em que não creio, porque és minha criação!
Deus, para mim, sou eu chegado à perfeição...
Senhor dá-me o poder de estar calado,
Quieto, maniatado, iluminado.

Se os gestos e as palavras que sonhei,
Nunca os usei nem usarei,
Se nada do que levo a efeito vale,
Que eu me não mova! que eu não fale!

Ah! também sei que, trabalhando só por mim,
Era por um de nós. E assim,
Neste meu vão assalto a nem sei que felicidade,
Lutava um homem pela humanidade.

Mas o meu sonho megalómano é maior
Do que a própria imensa dor
De compreender como é egoísta
A minha máxima conquista...

Senhor! que nunca mais meus versos ávidos e impuros
Me rasguem! e meus lábios cerrarão como dois muros,
E o meu Silêncio, como incenso, atingir-te-á,
E sobre mim de novo descerá...

Sim, descerá da tua mão compadecida,
Meu Deus em que não creio! e porá fim à minha vida.
E uma terra sem flor e uma pedra sem nome
Saciarão a minha fome.


O meu Obrigado ao Site: http://www.astormentas.com/


Nem só a Maddie "desapareceu"...!!! 11 ANOS SEM RUI PEDRO...


11 ANOS SEM RUI PEDRO...

Fez no passado dia 04 de Março 11 anos que Rui Pedro, natural de Lousada (Portugal), desapareceu. O menor tinha na altura 11 anos e foi visto pela última vez perto de casa. A investigação ao seu desaparecimento ainda continua, mas as autoridades não têm qualquer pista para explicar o desaparecimento do jovem, que terá hoje 22 anos. A mãe, Filomena Teixeira, tem protagonizado uma luta incessante para tentar descobrir o que aconteceu ao filho.
Apesar de bastante fragilizada, a mãe, Filomena Teixeira, não desiste. 'A cada ano que passa o desespero é maior, mas tenho de acreditar que o meu filho está vivo.'

Rui Pedro desapareceu de perto de casa, em Lousada. Tinha 11 anos. Naquela tarde de 4 de Marco de 1998, uma quarta-feira, o menino saiu das aulas: passou pela escola de condução do avô, onde a mãe trabalhava, e pediu-lhe autorizacao para dar uma volta com Afonso Dias, uma estranha criatura de Lousada, de cabelo seboso e de mal com a água de banho, que apesar dos 21 anos nada fazia e era habitual companheiro de brincadeira de rapazes com metade da idade. Filomena nao deixou o filho ir com Afonso: lembrou-lhe que as cinco da tarde tinha que ir para a explicacão. Foi a ultima vez que o viu. Ao final da tarde, apareceu-lhe o professor: Rui Pedro nao tinha ido a explicacão. Ele nunca faltava. Filomena sentiu que alguma coisa de ruim tinha acontecido. Quatro anos depois do desaparecimento de Rui Pedro, no inicio de 2002, os pais de Rui Pedro receberam a visita da Policia Judiciaria. Os investigadores levaram-lhes uma foto para eles identificarem. A imagem mostra uma criança amordaçada e amarrada, atordoada. Faz parte de um lote de sessenta mil imagens apreendidas pela policia holandesa contra uma rede pedofila com ramificacoes na Polónia, Suécia, Ucrânia, Roménia e Portugal. Filomena Teixeira ficou com a certeza de que o rapaz da foto é o Rui Pedro, pelas orelhas, os ombros, as sobrancelhas, os mamilos, o jeito do corpo. Pelas suas contas, a foto tera sido tirada uns seis meses depois do desaparecimento, não mais. Uma mãe nao se engana no momento de reconhecer o filho.

Este texto é uma compilação minha de vários textos publicados em diversos Sites.

Nota de 1lindomenino: ninguém pode ter ficado "indiferente" ao estranho "desaparecimento" da Maddie há 2 anos no Algarve (Portugal). E o que dizer do "sumiço" que levou o Rui Pedro de Lousada, também em Portugal ... ?! A minha " TOTAL solidariedade" para com a mãe do Rui e lamento, profundamente, que a senhora não tenha tido "mais meios" para poder ter investigado o que aconteceu ao seu filho. Afinal há uma "diferença" de o Rui ser Português e da Maddie ser Inglesa... até nisto "há diferenças"... e GRANDES... !!! Digo mesmo: ENORMES... !!!

Fernão Capelo Gaivota

Amor.

Alegria.

Coragem.

Comunhão.

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Liberdade.

Segurança.

Vontade.




Amor. Alegria. Coragem.

Comunhão. Liberdade. Segurança. Vontade.

Compartilhar.


Fernão Capelo Gaivota é ISSO TUDO e... MUITO MAIS... !!!

terça-feira, 5 de maio de 2009

"Sado doce e salgado"

Sonho delicadamente
com o entardecer
que vejo sossegadamente
por um fio desaparecer.
Sinto a brisa do rio na face
como se sentisse um repasse
de um estremecer.
O rio Sado calmo e cintilante,
esconde o sol dentro dele
reflectindo pelo sal brilhante
tons de rosa a florescer.
Inspiro a deslumbrância
e toda a serenidade
que surge com abundância
soltando a Liberdade.
Sado Sadino,
doce e salgado,
tens olhar de menino
que me deixa encantado.

Inês Bárbara Trindade

Poema eleito no mês de MAR09 pelo Guia de Eventos Nº 51 - Setúbal - editado pelo GICO/Gabinete de Informação e Comunicação da Câmara Municipal de SETÚBAL.


MAIS Setúbal... !!! E MAIS, e mais... SEMPRE MAIS... !!!

O cais dos Pescadores nas Fontaínhas
Aspetos da cidade de Setúbal (Portugal) e da vida de muitos dos Setubalenses (a pesca), nestas magníficas serigrafias do artista
SADINO Ricardo Chora.
Uma "verdadeira" MARAVILHA... !!!

Pescadores consertando as redes de pesca


Vista geral da cidade do Castelo de S. Filipe

A Paz começa com um sorriso (Madre Teresa)

A Paz começa com um sorriso…

“Não utilizemos bombas e armas
para dominar o mundo.
Vamos usar amor e compaixão.
A paz começa com um sorriso
- sorri cinco vezes por dia para alguém
a quem não gostarias realmente de sorrir
– faze isso pela paz.
Então vamos irradiar a paz de Deus
e assim acender a Sua luz
e extinguir do mundo
e dos corações de todos os homens
todo o ódio e amor pelo poder.”

Madre Teresa de Calcutá
Agradecimento ao Site: http://www.culturalivre.net/

Anedotas sobre Sogras!

O homem estava assistindo ao jornal nacional quando, de repente, uma notícia o interessou. Falava de um homem que matou a sogra e a enterrou no chão da sala e só agora, 25 anos depois, é que descobriram. O gajo ficou a pensar muito naquilo. - Eu também poderia matar a megera da minha sogra e enterrá-la na sala. Até descobrirem, já estarei morto, pois tenho 50 anos...E, acho que vou fazer isso sim, raios! E armou a armadilha. Chamou a sogra para um jantar. Na primeira oportunidade, BAM! Lenhada na cabeça da velha, que logo foi enterrada na sala. Meia hora depois, toca a campainha do homem. Era a polícia, que avisou: - O Sr está preso por assassinar a sua sogra! - Mas, mas, mas... - Nada de mas, já para o carro! - Na esquadra, o gajo, desconsolado, esbracejava: - Eu vi na TV, um homem fez a mesma coisa e demorou 25 anos a ser descoberto! Como é que vocês me descobriram tão rapidamente??? - O truque é que ele não morava no segundo andar...


Meus agradecimentos ao Site: http://www.anedotas.rir.com.pt/



segunda-feira, 4 de maio de 2009

Florbela Espanca - Vida e Obra

Dever de casa...(Quintana)


"A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vë, já terminou o ano...
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê, já passaram-se 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado.
Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca
dourada e inútil das horas.
Desta forma, eu digo:

Não deixe de fazer algo que gosta, devido a falta de tempo, pois a única falta que terá, será desse tempo que infelizmente não voltará mais."

(Mário Quintana)


Agradecimento ao Site:
www.portaldiabetes.com.br/


Virgens de 50 anos - Existem muitas mulheres como Susan Boyle



Susan Boyle nunca foi beijada. A frase correu o mundo tanto quanto a voz da escocesa, capaz de surpreender jurados de um programa de talentos musicais do Reino Unido, calar uma platéia, e ganhar fama. Instantaneamente. Susan Boyle é virgem aos 47 anos. Como ela, existem muito mais mulheres que não fazem sexo do que alcança a nossa curiosidade. Você duvida?

O sexólogo Arnaldo Risman garante que é a mais pura verdade. Existem mulheres virgens por toda a vida e mulheres que optaram por não fazer sexo, o que são situações bem distintas.

No intrincado terreno da sexualidade, os aspectos culturais, sociais e psicológicos também vão parar na cama. Ou não. Segundo Risman, fazer ou não fazer sexo pode ser uma questão de circunstância. Mais que isso, a virgindade não faz de uma pessoa um ser assexuado, necessariamente.

“Quando a virgindade é uma escolha pessoal, tudo o que nos cerca não deixa de existir. Pelo contrário, ganha força. Mesmo sendo virgem, uma mulher pode ser muito sensual. A opção de não fazer sexo não implica emuma vida totalmente assexuada. Através da masturbação, por exemplo, essa mulher pode conhecer intimamente o seu corpo”, prega o sexólogo.

Sexo também pode ser uma questão de prioridade, defende Risman. E deveria ser aceito como uma opção pessoal. Afinal, cada um tem o direito de decidir como usar o próprio corpo. “Há muitas Susan Boyle por aí e a minha prática clínica confirma. Muitas vezes, as mulheres têm outras prioridades, precisam cuidar de um pai, de um filho, precisam dar atenção a algum outro aspecto da vida, o que acaba deixando o sexo em segundo plano”, explica.

Abdicar do sexo não causa danos em outras áreas? Risman diz que as escolhas podem ser, muitas vezes, inconscientes. Mas deixa claro que o sexo não pode ser imposto como regra, apesar de natural. “Ninguém a obrigado a fazer sexo se não tem vontade, nem a dar satisfações à sociedade”. Eis a melhor premissa.

Querer, no entanto, é um direito legítimo, defende Arnaldo Risman, que também é pesquisador do CEPCOS - Centro de Estudos e Pesquisas do Comportamento e Sexualidade. “A faixa etária por volta dos 50 teve uma educação diferente da que existe hoje, muitos cresceram ouvindo os pais falarem mal do sexo. Daí a eventual negação do prazer a que muitas mulheres, principalmente, se submetem”, justifica.

Vergonha e timidez também entram no emaranhado de complicações que envolvem a sexualidade de mulheres de 50 anos. “Uma pessoa muito tímida espera sempre a atitude por parte da outra pessoa, e acaba idealizando muito. E todos nós sabemos que esta idealização não existe” diz o sexólogo.

Para Arnaldo, a forma mais saudável de encarar o sexo é com naturalidade. “É preciso ver e sentir o sexo como um processo natural. Muitas pessoas, hoje em dia, usam o sexo e a virgindade como moeda de troca. Leva quem pagar mais. E isso não é saudável, é preciso ter responsabilidade”, conclui.


redação

Agradecimento ao Site: http://www.maisde50.com.br/
Nota de 1lindomenino: e eu que "procuro" tanto uma "virgem"... rsrs

domingo, 3 de maio de 2009

VITÓRIA DE SETÚBAL: 2 pontapés na "crise"...!!!

Quando o céu se "toldava" de nuvens "cada vez mais negras", eis que surgiu um grupo de "bravos Vitorianos" dispostos a colocar "as coisas nos eixos". Do trabalho já efetuado é de ressaltar a "disponibilidade" e, sem muitas demoras, o início de "algum acerto de contas" com os jogadores e técnicos do Plantel Vitoriano.
Primeira "grande" Vitória: o "chamamento de TODOS os Vitorianos e seus Familiares num Apoio Incondicional à equipa de futebol.
Resultado: a vitória por 2 a 1 sobre o Paços de Ferreira no Bonfim e o "estreitamento dos laços afetivos" entre Equipa, Associados e respetivas Claques.
Dois "belíssimos" pontapés na CRISE... !!!
VITÓRIA e SETÚBAL... uma "aliança" ETERNA... !!!
Do Brasil, o MEU, emocionado, OBRIGADO.