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segunda-feira, 26 de abril de 2010

Ricardo Pereira: “Quero sentir-me realizado”



Prestes a completar 30 anos, o actor sonha em ter filhos, casar-se com a namorada e olhar para tudo o que fez com orgulho. Com o coração dividido entre Portugal e Brasil, Ricardo não tem dúvida na escolha: fica com os dois.

- Integra o elenco da nova novela da SIC ‘Eterno Amor’. Qual é a sua personagem?

- Não posso adiantar muito. Faço de ‘Pedro’, sou o par romântico da Sandra Barata Belo, que faz de ‘Leonor’. Vou viver um amor contra tudo e contra todos, um amor à antiga, único, gigante, algo que nem consigo descrever. Fizemos gravações em Berna, na Suíça. Eu estudo lá, sou arquitecto, ela é bióloga. É uma novela diferente e muito interessante, que eu espero que o público goste.

- De onde nasceu a vontade de representar?

- Sei lá, acho que nasceu já há muito tempo. Um dia apeteceu-me experimentar um grupo de teatro amador no Liceu Camões. Tenho algumas pessoas na família ligadas à arte, mas de forma diferente, pintura, escrita. As coisas surgiram de uma forma ocasional. Direccionava a minha vida para ser um psicólogo. A determinada altura, comecei a trabalhar em moda. Depois aconteceu esta paixão com base na curiosidade de ver o que vai dar ou não. Comecei-me a interessar, a trabalhar, a fazer cursos, a querer fazer coisas.

- Foi o primeiro português a ser protagonista numa novela brasileira [em ‘Como uma Onda’]. A grandiosidade deste desafio não o assustou?

- No início, sim. Até porque nunca tinha aceite ser um protagonista em televisão em Portugal. Tinha sempre ponderado muito se ia aceitar ou não, se estaria preparado, porque é uma luta diária, um exercício de muito rigor, uma dedicação que nos absorve completamente. Em Portugal tinha andado a tentar entender se deveria aceitar determinados papéis, pensando que quando o fizesse queria que fosse de uma forma digna, para que as pessoas que apostassem em mim ficassem satisfeitas. Acabou por ser no Brasil o meu primeiro papel de protagonista em novela e foi uma responsabilidade imensa.

- Já participou em várias produções brasileiras e portuguesas. Quais as principais diferenças nos dois países em termos de representação?

- São países diferentes. É diferente o número de pessoas que vivem no Brasil e o número de pessoas que vivem em Portugal. Lá a televisão é um fenómeno gigantemente idolatrado, move massas, tem audiências muito superiores à audiência média em Portugal. Uma novela lá em prime-time é vista por 90 milhões de pessoas, aqui é por um milhão e meio. No Brasil, a novela é uma coisa cultural. Portanto, acho que a grande diferença não é a forma de fazer, não são os actores: é o dinheiro disponível para fazer uma produção, tendo em conta o retorno comercial. Lá o retorno comercial é maior, logo há mais dinheiro. Gosto muito de trabalhar nos dois lados e deixa-me feliz ter oportunidade para tal.

- O Ricardo atingiu o sucesso muito rapidamente. Ficou surpreendido com isso?

- Não considero que tenha sido muito rápido, para mim foi tudo muito consistente. Eu trabalho há 16 anos. Há naturalmente trabalhos que têm mais visibilidade do que outros. Acho que tudo o que alcancei é um embrião para uma carreira feita com base no esforço, na dedicação e no trabalho. Aprendi muito com as pessoas e os excelentes actores com quem me cruzei, com quem absorvi todas as informações e experiências. Não gosto muito de falar do meu passado e daquilo que fiz, porque há tantos actores portugueses, com tantas histórias, com tantas personagens. Quero consolidar-me como actor e conseguir representar sempre de uma maneira melhor. O que me guia é o aperfeiçoar-me enquanto actor, não é o projecto de ser grande ou pequeno.

- O que mais lhe custou na adaptação ao Brasil?

- Às vezes era a distância. Hoje em dia estou completamente integrado no Brasil. É tão normal para mim estar lá como estar em Portugal. Ao fim de quase 150 voos entre Portugal e o Brasil, já não penso nas saudades nem na distância, já não é uma barreira. É um país com o qual eu estarei ligado a minha vida inteira e onde eu sou muito feliz.

- Do que mais sente saudades quando está no Brasil e quando está em Portugal?

- Quando estou aqui do que sinto mais saudades é da tranquilidade que se vive no Brasil, temos horários diferentes do que em Portugal, do sítio onde eu moro lá, onde posso fazer tudo a pé. A proximidade da praia deixa-me saudades. E as condições climatéricas são perfeitas também. Mas eu adoro o meu país e quando estou lá sinto falta da luz de Lisboa, do facto de aqui podermos correr de Norte a Sul num dia. Sinto falta da família, dos amigos. Criei outros lá, mas há coisas que são insubstituíveis.

- A fama e o assédio não o incomodam?

- Não, eu tenho uma profissão que envolve exposição, é uma profissão que precisa de público e o facto de precisar dele dá-nos uma exposição pública diferente de outras profissões. Eu lido muito bem com isso, as pessoas virem ter comigo na rua, esperarem no final de uma peça, encontrarem--nos e manifestarem-se é sinónimo de que nos vêem e um actor precisa disso. É quase a condição mais importante na vida de um actor.

- Onde se sente mais assediado, em Portugal ou no Brasil?

- Nos dois sítios. Naturalmente que lá é tudo em maior quantidade, enquanto aqui vêm duas pessoas lá vêm 20 ter comigo. Há muita gente no Brasil, e isso reflecte-se também no assédio. O fenómeno de televisão é muito idolatrado e muito respeitado. Quem faz de galã nas novelas fica na memória das pessoas durante muito tempo e tem de ter cuidado. Mas lá é um assédio diferente e divertido, porque é mais espontâneo. Aqui as pessoas pensam antes de perguntar. Gosto que venham ter comigo dar o abraço, o beijinho, isso faz parte da minha profissão para mim. Porque eu também sou assim: quando vou a um restaurante e a comida é maravilhosa, vou à cozinha dar os parabéns ao chef.

- Já trabalhou em teatro, televisão e cinema. O que lhe dá mais prazer fazer?

- Não consigo escolher. O que me deixa feliz é a possibilidade de poder trabalhar em vários momentos e linguagens diferentes, que permitem reacções distintas do público e têm formas diferentes de ser entendidas. A novela é uma mistura de emoções muito rápida, são emoções contínuas. O cinema é um sentimento de paz porque o número de cenas é muito menor, a preparação para o trabalho é diferente. No teatro temos logo a reacção do público, sentimos a energia da sala.

- Qual a personagem que gostou mais de representar?

- Não posso deixar de estar associado ao teatro que fiz antes de trabalhar profissionalmente. O teatro infantil deu-me um traquejo enorme e uma grande experiência também, porque a reacção do público é cronometrada e espontânea. Corremos muitos sítios com várias peças, e isso deu-me muito gozo. Em termos de experiência pessoal, essa foi a criação das minhas asas para querer entrar nesta profissão. Foi uma liberdade de criação e um dos melhores momentos da minha vida. Foi a génese do meu trabalho e posso dizer que foi das fases mais grandiosas e prazeirosas da minha vida em termos de representação.

- Trabalha como actor, modelo e apresentador. Como consegue conciliar tudo e ter tempo para a família, amigos e namorada [Francisca Pinto Ribeiro, com quem namora há mais de três anos]?

- Isso é possível porque tenho agentes que gerem o meu tempo. A minha vida é muito organizada e estruturada, exactamente para poder ter tempo para fazer tudo com as pessoas que quero, ir ao ginásio, ao cinema, ler um livro. É tudo uma questão de organização. Gosto de tudo aquilo que faço e não quero prescindir de nada.

- Já terminou a sua licenciatura em Psicologia?

- Ainda não terminei. Estou desde 1998 na faculdade. Agora estou no quinto ano do curso. Faltam-me duas disciplinas para finalmente o acabar. Nunca chumbei, mas resolvi bloquear a matrícula para ter mais tempo para me dedicar à vida de actor. Quero terminar brevemente, porque adoro Psicologia. Mas não penso exercer, quero guardar tudo o que aprendi para mim e até aplicar na minha carreira na representação.

- Depois de duas longas temporadas no Brasil, chegou a comprar casa no Rio de Janeiro para criar mais raízes?

- Eu tenho um cantinho onde fico sempre que vou ao Brasil. Não tenho habitação própria, mas tenho lá muitos amigos e não tenho problemas com isso. Tenho amigos para a vida no Rio de Janeiro, por isso tenho sempre o meu espaço que consigo dividir com eles.

- Está nos seus planos casar e ter filhos em breve?

- Obviamente que eu quero muito casar e ter filhos, mas tudo a seu tempo. Mas esse assunto é muito privado. Por isso, guardo essas questões para mim e para a pessoa com quem eu estou [risos].

- Qual é o seu maior sonho?

- O maior sonho é poder olhar para trás e ver que todos os objectivos foram cumpridos. Desde plantar uma árvore, a escrever um livro, ter filhos. Quero essencialmente olhar para trás e sentir-me realizado.

- E o maior receio?

- O meu maior receio é não ter tempo suficiente para fazer tudo aquilo que quero. Eu adoro viver, gosto mesmo disto, dos desafios, dos obstáculos que vão aparecendo ao longo da vida. Mas uma coisa é certa: gosto da vida como ela é.

REFLEXO

- O que vê quando se olha ao espelho?

- Vejo uma pessoa honesta.

- Gosta do que vê?

- Sim, gosto daquilo que eu sou e daquilo que vejo.

- Alguma vez lhe apeteceu partir o espelho?

- Não, eu acho que o espelho é algo bucólico, é algo que às vezes mostra coisas que não queremos ver, portanto é bom mantê-lo intacto.

- Quem gostaria de ver reflectido no espelho?

- Talvez todas as pessoas da minha família que infelizmente já não estão presentes ao nosso lado de uma forma física. Gostava de vê-las reflectidas, tenho saudades delas.

- Pessoa de referência?

- São os meus pais, que são referências absurdas.

- Momento marcante?

- São muitos, mas todos os momentos passados na Ericeira são marcantes.

- Qualidades e defeitos?

- Uma qualidade é a determinação. Defeito, talvez a teimosia.



Dora Costa


Recebido via e-mail do site http://www.vidas.xl.pt/

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