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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Pavio curto



Especialistas mostram como controlar melhor as emoções e não explodir à toa




Fulano explode à toa, ciclano é um descontrolado, beltrano tem o pavio curto. A expressão é velha, mas é assim que muita gente reage em situações de estresse, diante de uma desavença, quando precisa dizer o que sente. No outro extremo, estão aqueles que calam. E ponto. Afinal, o que fazer quando a emoção vem feito uma avalanche em nossa direção? Como reagir a situações de extrema descarga emocional? Na opinião dos especialistas, vale tudo. Ou quase tudo. Leia o que eles dizem. Pode ajudar na próxima situação limite que você enfrentar.

Considere que você, os seus amigos, os seus parentes, os colegas de trabalho e com quem mais você se relacione já estão bem grandinhos. Como sabemos, o mundo dos adultos tem regras preestabelecidas. “O comportamento das pessoas está ligado às relações sociais e muitas de nossas funções só estão amadurecidas à partir dos 20 anos de idade. Assim como aprendemos a controlar nossos impulsos e nossos comportamentos diante de nossos desejos e necessidades, aprendemos também a canalizar nossas frustrações em algo”, afirma a psicóloga Vilma Pellegrino.

Especializada em Psicodrama Terapêutico, a psicóloga Marina Vasconcelos, explica que o discernimento é um fator de grande importância em todos os setores da vida de um indivíduo, já que pode contribuir com uma melhor qualidade de vida, comportamento e aceitação no meio social.

“A importância da percepção do contexto para a melhor colocação das emoções é de grande valia, já que é necessário se dar conta das regras sociais que devem ser obedecidas para que um problema maior não seja causado. Ambientes profissionais, em um hospital ao receber uma notícia ruim, perto de crianças pequenas. Há inúmeras situações onde o melhor a fazer é expressar as emoções de forma controlada”, complementa Marina.

O diálogo é sempre uma boa escolha, defende a diretora do Instituto de Psiquiatria da UFRJ, Maria Tereza Tavares, mas é preciso falar com calma e tranquilidade sobre o que o emociona. “O ideal é conversar sobre a situação que causou a emoção a pessoa que a desencadeou. Contudo, muitas vezes não há possibilidade de conversa no momento exato em que a situação ocorre, ainda assim, se for possível. Se não, é externar em um momento posterior e mais adequado. Mas não deixar de fazê-lo”, explica.

Controlar as emoções não significa não senti-las ou não vivenciá-las. "Dor e raiva são sentimentos legítimos. Quem tem tendência a guardar tudo para si, corre o risco também de bloquear as emoçoes positivas", alerta a psicanalista Claudia Finamore, que é adepta em seus tratamentos do ensinamento sobre o equilíbrio entre razão e emoção.

Qualquer excesso, segundo Finamore, é prejudicial. Tanto a racionalidade como a sensibilidade à flor da pele. "A razão excessiva faz com que o sujeito vivencie e expresse pouco de suas emoções e absorva para si toda carga emotiva. A pessoa mais sensível, por sua vez, que explicita seus sentimentos com facilidade, age por impulso e gera situações sociais desconfortáveis", explica.

Solução para essa corda bamba? Existe. O equilíbrio emocional. Esse, sim, merece todo o esforço. "É cada um conhecer suas emoções e sentimentos e também os seus limites. E nunca ir contra eles", prega Finamori.



Recebido via e-mail do site http://maisde50.com.br/

Um comentário:

  1. Muito legal esse blog massa mesmo

    http://www.youtube.com/watch?v=ZKwfpc6Q_KY

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