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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Sexo cansa


Leitora reclama da disposição do marido, diz que prefere outras atividades e pergunta o que fazer

"Tenho 52 anos e meu marido está com 59. Estamos juntos há quase 30 anos e temos dois filhos já adultos. Eu sou assistente social, ainda trabalho e muito. Ele é engenheiro e também ainda trabalha. Apesar de aposentado, mantém um escritório. Vivemos bem. No entanto, temos um problema. Apesar da idade, ele ainda me procura muito e quer sexo quase todos os dias. Eu não tenho mais esse fôlego nem lubrificação. A verdade é que eu prefiro não fazer mesmo sexo.

Uma vez por mês seria o ideal. Sexo não é tudo, eu digo sempre a ele. Mas ele insiste e, às vezes, nós discutimos. Penso que ele poderia ser mais compreensivo. Mas a verdade é que eu me pergunto de onde vem tanta disposição. Não sei se ele toma algum remédio, nunca achei nada nas coisas dele. Mas isso não me parece normal para um homem de quase 60 anos.

Penso até que ele tem amantes, já que eu não correspondo. Mas isso na verdade não me incomoda tanto. Pelo menos assim, eu fico liberada. Ele faz sexo ‘na rua’ e eu não tenho dor de cabeça. Minhas amigas dizem que eu sou louca, que eu deveria aproveitar o tesão que ele tem por mim. Sinceramente? Eu prefiro fazer outras coisas. O que a senhora acha?"
Helena

Confira a resposta da psicóloga Ana Fraiman*



Você tem o mérito de falar com muita franqueza de uma situação que se faz presente em muitas casas, mas sobre a qual poucos falam. Parabéns por escancarar o jogo e nos ajudar a desmistificar os casamentos.

O ideal de que os casais se completem sexualmente é muito recente. Até o início do século passado mal se esperava que os casais tivessem prazer um com o outro. Primeiro que a mulher nem sabia que tinha direito ao prazer. Segundo, mesmo que soubesse, era educada a calar a boca e nunca se recusar ao seu marido. O que importava era que ela o satisfizesse. Longe do que hoje se entende por ‘satisfazer’ ao seu marido, pois também ele era educado para ter uma mulher com quem gerar filhos e outra com quem se divertir e extrair prazer da atividade.

Corria, à boca solta, a expressão: dama na sociedade e puta na cama! Nem sempre ambas se tratavam da mesma pessoa! Havia coisas que não se fazia com as próprias esposas, porque seria até considerado desrespeito. Então, os homens procuravam outras fora de casa, como a coisa mais natural do mundo.

Isso durou até uns 40, 50 anos atrás. Na história social do sexo, isso é bem pouco tempo. Tratado desse jeito, sexo era uma questão de obrigação: para fazer filhos em casa (por que os de fora eram considerados bastardos e não tinham os mesmos direitos que os legítimos, havidos pelo matrimônio) e para servir ao marido. São muitas as histórias em que a mulher perguntava ao marido após servir a ceia: O senhor pode me informar se hoje serei de vossa serventia?

Caso ele dissesse que sim, ela tomaria um banho. Se não, daria graças a Deus e iria dormir feliz e satisfeita, aliviada por não ter que se sujeitar àquelas coisas nojentas que ele tanto esperava dela e que ela fazia submissa, só para não deixá-lo mais nervoso ainda e rezando para ele acabasse logo, querendo morrer por estar ali.

Parece negro esse quadro? Pois era assim para a grande maioria dos casais. Pergunte-se às mães, tias e avós de não tão antigamente e ouçam as suas histórias. Sexo era uma provação. Não era de estranhar que as mulheres detestassem fazer sexo e que os homens preferissem fazer com as outras. Na rua, como você diz, ou dentro de casa mesmo, com as empregadas, de quem se esperava, também a prestação desse tipo de favor, senão... Rua!

Os homens que têm hoje seus 50, 60 anos, a maioria teve sua iniciação sexual com as empregadas da própria casa, da casa das tias e dos pais dos amigos, quando estavam viajando. Daí a festa rolava. A maioria das mulheres começou a fazer sexo com seus noivos ou maridos, sentindo muita vergonha, culpa e medo de ser descoberta. Ambos, homens e mulheres, aprenderam tudo muito mal aprendido e muitos casais ainda trazem em seu íntimo as seqüelas de uma vida sexual iniciada aos trancos e barrancos, sem amor e sem qualquer tipo de orientação.

Não sei se isso a levou, como a tantas mulheres que nasceram antes dos anos 60, a inibir sua vontade de sexo e a achar que aos 50, 60 anos os desejos já devessem estar arrefecidos.
Claro que os apetites são menos vorazes, mas as pessoas que superaram as dificuldades iniciais continuam a gostar de sexo até além dos 80 e, se for ver, até depois dos 90 anos de idade. Também quando os seus companheiros não foram jeitosos, foram muito afoitos e, direto ao pote, as mulheres se sentiram muito abusadas e mal amadas. Doía muito e os carinhos, a preparação, o clima, pouco era considerado. Homem não tinha paciência para isso não e mulher se defendia com as célebres ‘dores de cabeça’. Sexo era meter, meter, meter. Virar para o outro lado e a mulher... Oras, a mulher. Virava para o lado e chorava, sem coragem de mudar.

Muitas também conseguiram mudar. Conversaram com seus médicos, buscaram psicoterapia, aconselhamento de casal, orientação sexual e... Nossa, o sexo tornou-se uma maravilha. Mas a maioria desistiu. Sexo sem cuidado, sem enamoramento...? Deixaram para lá. Ou depois se masturbavam como forma de se aliviar. Às escondidas, claro. Mas, quando o sexo machuca e faz doer na alma, as pessoas se desinteressam mesmo. Sempre existem aquelas que não são ligadas em sexo, não fazem questão. Porém muita gente que pensa que não faz questão, é porque não conseguiu lidar direito com os traumas sofridos: no período de noivado, casamento ou até antes, por parentes e vizinhos, professores, os já conhecidos abusos sexuais. Só sei dizer que fazer sexo sem vontade equivale a um estupro. Então, como apreciar?!

O homem, por sua vez, tinha que provar que era macho e viril. Mandava ver toda noite e, por vezes durante o dia também. Quantidade era sinônimo de macheza. Era patético: nas festas, falando sobre sexo, ele com a cara toda sorridente, ela com cara de coitada. Isso era vida?! Mas muitos casais prosseguiram, mesmo que em ritmos e interesses diferentes, sem conversar, sem se esclarecer, sem se afinar.

Muita gente sente, sim, vontade de sexo, mas com aquela pessoa. Desejaria outra. E se a pessoa fica insistindo, piora. Começa a dar nojo. Irrita demais da conta. Vira uma relação tipo cabo de guerra: ele insiste, ela dá um chega pra lá. Ele sai humilhado, ela fica enraivecida. Nesse clima, sexo bom não rola mesmo. O que os homens deveriam aprender é que, insistir em fazer sexo, quando a mulher não está a fim, é o que há de pior. Homens que querem por que querem quase todas as noites, que cutucam e até acordar a mulher no meio da noite para montá-la, envenenam a relação, seja ela uma mulher mais quente ou menos interessada nisso. Insistir? Não deveriam.

Nenhuma esposa, porém, deveria usar do sexo para humilhar seu marido. Tipo premiá-lo: Ah, hoje você foi bonzinho para mim, fez o que eu queria, então vai rolar. Ou simplesmente comunicar, diretamente ou por gestos mais ou menos sutis: Hoje estou a fim. Aproveita. Sexo não deve ser usado como moeda de troca: Vou ceder, que é para ele não acordar de bico, amanhã de manhã. Ou: Vou aproveitar o dia em que ela está a fim, porque se não for hoje, sei lá quando teremos sexo de novo!

Se o casal faz ou não faz sexo entre si. Se ele sente mais necessidade ou pelo contrário, o fato é que, para aqueles que dialogam fica mais fácil de buscar orientação e decidir. Não é necessário que haja sexo entre um casal. Mas é necessário, sim, que o sexo não seja ruim, constrangedor nem doloroso de nenhuma maneira, para nenhum dos dois. Dessa forma, também não vejo, querida leitora internauta, que diferença faria se vocês viessem a fazer sexo somente uma vez por mês. A questão não é a freqüência, mas a plenitude ou o vazio do depois.

Se sexo junto faz vocês dois felizes, então lutem por mais. Mas não lutem um contra o outro e, sim, busquem uma forma que seja muito aprazível para ambos. Lutem pela qualidade do relacionamento. Não só na horizontal, como na vertical. Nessa idade mais velha, a qualidade do sexo depende muito mais da afetividade do que dos hormônios, lembre-se disso. Sexo acaba por muitas razões, mas o relacionamento, sendo importante e digno, merece ser mantido com muito empenho e carinho. Se ambos quiserem assim.

Quanto a ser louca, conforme suas amigas dizem, penso que não. Você tem o pensamento muito bem articulado, só está entregando o marido de bandeja para quem quiser pegar. É só você saber dos riscos. Em relação ao conselho, que você deveria aproveitar a disposição dele, isso me parece coisa de criança, porque em matéria de sexo e boa educação, sabendo usar, não vai faltar. Você vai aproveitar o que?! Isso me lembra o conselho de uma velha tia, já falecida, que há mais de quarenta anos atrás me aconselhou: Olha, minha linda, marido é que nem vaca. Você tem que tirar o leite dele todos os dias. Se não, vem outra, passa e se serve, hein? Que horror! Sabe que eu quase desisti de casar?!

*Ana Fraiman é psicóloga formada em Psicologia Social, especialista nas áreas clínica e social, com mestrado pela USP e, atualmente, cursa doutorado na PUC de São Paulo na área de Antropologia. Possui vários livros publicados, é articulista e Diretora da APFraiman Consultoria, empresa pioneira em Programas de Preparação para a Aposentadoria e Pós-carreira.

Ana Fraiman escreve semanalmente no Maisde50. Para enviar sua dúvida, envie um email para editora@maisde50.com.br



Recebido via e-mail do site http://www.maisde50.com.br/

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