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sábado, 12 de dezembro de 2009

Maturidade sem crise - Especialista diz como fazer da meia idade, a idade da virada


O envelhecimento é um processo de crescimento natural, dinâmico, contínuo, estruturado em torno do tempo e que se manifesta em diferentes níveis: psicológico, biológico e social. Mas, na continuidade do processo evolutivo, existem momentos de ruptura, considerados como crises de desenvolvimento.

A palavra "crise" vem do grego krisis,e significa "decisão"; portanto, uma crise se refere a um momento decisivo em algum assunto de importância. Toda crise gera mudanças pois quebra a continuidade, mudanças que obrigam a abandonar algumas coisas e adotar outras. Ao longo da vida, as crises, pequenas ou grandes, traumáticas ou naturais, se sucedem sendo as mais significativas estas últimas, as crises naturais ou vitais, pois se referem ao crescimento do indivíduo (por exemplo: puberdade, meia-idade, etc.).

Esses períodos críticos ou idades críticas são os momentos do ciclo vital nos quais o organismo é mais sensível às influências externas, diferente do que acontece em outros momentos da vida.

Quando falamos da crise da metade da vida nos referimos a um período variável –segundo cada indivíduo - que abrange aproximadamente desde os 40 até os 50 anos. Ou melhor dizendo, desde o ponto de vista das vivências de cada um, é o momento que corresponde à consciência do próprio envelhecimento e da existência dos limites da vida, e que coincide com as crises hormonais, a menopausa na mulher e a "andropausa" no homem.

Nesta época, algumas etapas foram já cumpridas, a família constituída, a profissão organizada, os pais estão velhos ou talvez já não estejam e os filhos na adolescência ou passando à juventude, procurando sua independência. Muitas vezes coexistem na mesma casa três crises evolutivas simultâneas, dos avós, dos pais de meia-idade e dos filhos adolescentes. Essa convergência de crises paralelas incrementa ainda mais as dificuldades de relação entre as diferentes gerações e a elaboração da própria crise.

Na meia idade, o fator "tempo" entra com outra dimensão; aparece o medo de "não ter tempo" ou de ter que renunciar a aquilo já conseguido, em definitiva "ganhar ou recuperar o tempo perdido".

Esta relação com o tempo e com os desejos não satisfeitos pode levar a diferentes situações que vão desde estados depressivos até comportamentos que tentam demonstrar que "ainda se está em forma", tais como formar uma nova relação com um par mais jovem e ter outros filhos; recorrer à cirurgia plástica ou outros tratamentos de embelezamento; ativar as ambições, querendo realizar com urgência planos no sentido de "fazer o que não fiz até agora", por exemplo, começar uma carreira universitária ou mudar de profissão.

As condições do contexto social determinam em grande medida os comportamentos deste adulto amadurecido, podendo aumentar sua ansiedade ao dificultar a realização dos novos projetos. Novos papéis sociais são cobrados destes adultos e, as vezes, são discriminados quanto a sua idade ou aparência física.

Cabelos brancos ou um pouco de barriguinha podem ser charme para o homem, mas são terríveis para a mulher que tem que se encaixar no estereótipo social de ser sempre jovem e bela. Na mulher também, a sua função de mãe muda, os filhos crescem e saem de casa (a chamada síndrome do "ninho vazio") e essa tarefa de cuidar de crianças pequenas, que ocupava grande parte da sua vida, acaba e deve procurar novas atividades.

Pode acontecer também, que coincidindo com a adolescência das suas filhas, menarca e menopausa se enfrentam ocasionando sentimentos de rivalidade. Esta rivalidade também pode acontecer entre o pai e os filhos homens, surgindo o "quarentão assanhado" atrás das garotinhas. Sem dúvida o crescimento dos próprios filhos (mais que o envelhecimento dos pais) é o que mostra o passo do tempo e a consciência do próprio envelhecimento.

O ingresso da mulher no mercado de trabalho (um dos acontecimentos mais significativos na dinâmica familiar e social deste século que está acabando) permite que ela tenha maior independência econômica e, portanto, tocar com mais liberdade os novos planos e decisões neste momento da sua vida.

A meia idade, como todo período crítico, implica em revisão e mudança. Revisar o caminho percorrido e ter a possibilidade de mudar o rumo. Dar um novo significado à vida, propor novas metas, novos percursos. O que não se fez até os 40, poderá ser feito a partir desta idade, mas de outra maneira. E essa outra maneira, dependerá de cada um, das aprendizagens que soube tirar da experiência, dos novos ideais que se proponha, da criatividade para enfrentar a empreitada e da forma de lidar com a ansiedades que toda mudança provoca porque, em definitiva, se envelhece segundo como se tenha vivido.



Por Ana Maria Heinsius*


*Ana Maria Heinsius é psicóloga, mestre em Educação (UFRJ), professora de Psicologia do Desenvolvimento e dinamizadora de grupos de Terceira Idade e de Orientação Vocacional.


Recebido via e-mail do site:
http://www.maisde50.com.br/

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